FONTE: Redação/RedeTV! (http://www.redetv.uol.com.br).
Uma das únicas
atletas negras no time de basquete universitário da "University of Mary
Washington", em Virgínia, nos Estados Unidos, Jasmine Orsted enfrentou
constantes piadas racistas e ataques até que seu técnico informou que ela
estava sendo expulsa do time por "falta de química" com outras
jogadoras.
O
caso, que aconteceu em 2014, atualmente é discutido em um processo judicial
movido pela estudante contra a universidade. "Eu fiquei estupefata. Eu não
podia acreditar que alguém iria realmente dizer essas coisas, especialmente na
presença de uma pessoa negra", contou Jasmine ao "Washington
Post", revelando que chegou a ouvir comentários como "o porquê de
pessoas negras darem nomes para seus filhos do jeito que dão" e que ela
"nunca teria que se preocupar porque sua escola não era no gueto já que
havia apenas uma ou duas pessoas negras no time".
Segundo a
publicação, o processo contra a universidade corre na corte federal e foi
determinado em abril que a instituição pagasse 160 mil dólares, o equivalente a
quase 510 mil reais, à jovem.
Hoje Orsted
frequenta outra escola na qual ganhou uma bolsa de basquete e espera conseguir
inspirar outros negros a se levantarem contra situações parecidas. "Eu só
quero que outra pessoa que passe por isso saiba que ela precisa acreditar em si
mesmo e que não pode deixar ninguém fazer ela pensar que está sendo muito
sensível, que ela é o problema. Não deixe os valentões ganharem",
desabafou.


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