segunda-feira, 3 de setembro de 2012

CERCA DE 10 MIL CORREM RISCO DE TER CONTRAÍDO VÍRUS MORTAL EM PARQUE NOS EUA...


FONTE: CORREIO DA BAHIA.

Mais dois casos da doença foram detectados domingo (2) - até agora, foram seis infectados, dos quais dois morreram, dizem as autoridades.

Cerca de dez mil pessoas que passaram recentemente pelo Parque Nacional de Yosemite, no estado americano da Califórnia, correm risco de estar com um vírus mortal, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

"As pessoas que se hospedaram nas Signature Tent Cabins (no acampamento Curry Village) entre os dias 10 de junho e 24 de agosto poderiam estar em risco de desenvolver o hantavírus nas próximas seis semanas", diz comunicado divulgado na sexta-feira.

Mais dois casos da doença foram detectados neste domingo (2) - até agora, foram seis infectados, dos quais dois morreram, dizem as autoridades. Outros casos estão sendo investigados.

O CDC pegiu que as pessoas que estiveram no local citado na data referida procurem médicos para fazer exames. Os sintomas da síndrome pulmonar por hentavírus são: fadiga, febre, dores musculares - especialmente em coxas, quadris e costas -, dor de cabeça, calafrios, enjoos, náuseas, vômitos, diarreia, dores abdominais e dificuldades para respirar.

A infecção é passada por ratos, que expulsam o vírus através da urina, excrementos e saliva - pequenas gotas podem flutuar no ar e os humanos são infectados ao respirar ou entrar em contato com roedores que têm o vírus ou seus excrementos. A doença não é transmitida entre humanos.

Não existe cura para o hantavírus, mas a possibilidade de sobrevivência é maior para que quem começa um tratamento cedo.

VITAMINA ‘C’ PROTEGE PULMÃO DA POLUIÇÃO, DIZ ESTUDO BRITÂNICO...


FONTE: Do UOL, em São Paulo (noticias.uol.com.br).

  Uma dieta rica em antioxidantes ajuda a proteger o pulmão da poluição do ar, indica um novo estudo britânico. Pesquisadores do Imperial College London, no Reino Unido, verificaram que os hospitais da capital recebem mais pacientes de asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (síndrome que engloba bronquite crônica e enfisema) durante os dias em que há maior concentração de partículas suspensas no ar.

Mas quando as pessoas tinham altos níveis de vitamina C no sangue, elas foram menos vezes aos postos durante os dias poluídos e secos, afirma o texto publicado no journal Epidemiology e feito com 209 pessoas atendidas pelo sistema de saúde de Londres.

O grupo testou a relação da baixa internação hospitalar com outros antioxidantes, mas não teve bons resultados. Eles descobriram poucos indícios entre as taxas de ácido úrico e vitamina E (presente em cereais e castanhas) e nenhuma relação nos pacientes internados com a presença de vitamina A (achada na gema do ovo, no leite e seus derivados e no fígado).

A descoberta do grupo dá uma “pequena, mas importante evidência sobre os efeitos da poluição podem ser modificados por antioxidantes”, afirma Michael Brauer, pesquisador de saúde ambiental da UniversidadeBritish Columbia, no Canadá.

PESQUISADORES DESCOBREM NOVA ESPÉCIE DE AVE EM MINAS GERAIS...


FONTE: REINALDO JOSÉ LOPES, EDITOR DE "CIÊNCIA+SAÚDE" (www1.folha.uol.com.br).

Vasculhando montanhas com cerca de 1.500 m de altitude no coração de Minas Gerais, pesquisadores encontraram uma nova espécie de pássaro, mais ou menos do tamanho de um sabiá (embora seu "primo" mais conhecido seja o joão-de-barro).

A ave, apelidada por eles de pedreiro-do-espinhaço, é um enigma evolutivo: seus parentes mais próximos, que também gostam de montanhas e de frio, estão a milhares de quilômetros dali, no Rio Grande do Sul, nos Andes e até na Patagônia.


Enquanto tentam entender como o bicho foi parar na serra do Espinhaço, a apenas 50 km de Belo Horizonte, os cientistas também estão levando em conta considerações mais práticas. Para eles, a espécie já "nasce" para a ciência como ameaçada de extinção.

É que o habitat do animal, uma combinação única de rocha e vegetação rasteira adaptada a altitudes elevadas, corre o risco de sumir com a mudança climática, além de sofrer a pressão da atividade humana.

É OU NÃO É?

A pesquisa que levou à descoberta da nova espécie é assinada pelo ornitólogo Guilherme Freitas e por seus colegas Anderson Chaves, Lílian Costa, Fabrício Santos e Marcos Rodrigues, todos da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A equipe levou vários anos para cravar que se tratava de um bicho novo, em parte, porque as diferenças entre o pedreiro-do-espinhaço e seus parentes da região Sul (que moram na serra Geral, entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina) são pequenas.

Freitas conta que a descoberta começou com o avistamento de um único indivíduo, em 2006. "Bati umas fotos e achei que só podia ser ele [a espécie do Sul." Talvez fosse um pássaro especialmente aventureiro, tendo voado uns 1.000 km rumo ao norte, pensou o ornitólogo.

Procura que procura, ele e seus colegas foram achando mais bichos, até toparem com casais e filhotes, sinal de que se tratava de uma população residente, e não de alguns pássaros desgarrados.

A equipe conseguiu capturar alguns exemplares e gravar o canto dos pássaros. Análises comparativas da aparência, do padrão de canto e do DNA dos animais levou os pesquisadores a acreditarem, que, de fato, tratava-se de uma espécie nova.

"As diferenças são sutis. Mas, somadas, fortalecem essa hipótese", diz Freitas.

NÁUFRAGO.

É difícil saber como a nova espécie acabou evoluindo. É possível que áreas mais baixas fossem propícias à sua presença dezenas de milhares de anos atrás, na Era do Gelo. Conforme o planeta esquentou, a população da serra do Espinhaço teria ficado isolada e adquirido suas características únicas.

Por outro lado, sua origem pode ser ainda mais remota. "As montanhas brasileiras são antigas se comparadas aos Andes, e há vários registros de 'fósseis vivos' no Espinhaço", diz Freitas.

O habitat peculiar da ave são os chamados campos rupestres, terrenos pedregosos cobertos por plantas herbáceas e frequentemente cobertos por neblina, formada pela umidade que vem do mar.

Nesse ambiente, o pedreiro-do-espinhaço caça invertebrados em meio a rachaduras na rocha, musgos, líquens e gramíneas.

Por suas características únicas e por seu isolamento, os campos rupestres são pródigos em animais e plantas endêmicos, ou seja, que só existem lá, e em nenhum outro lugar do mundo.

De 1990 para cá, por exemplo, a serra do Espinhaço já tinha sido palco da descoberta de três outras espécies de aves, coisa rara no planeta hoje.

A descrição científica oficial da espécie será publicada na edição do mês que vem da revista científica "Ibis", especializada em ornitologia.

DOIS JÁ MORRERAM POR VÍRUS MORTAL QUE PODE TER ATINGIDO 10 MIL PESSOAS NOS ESTADOS UNIDOS...


FONTE: Carmen Vasconcelos (carmen.vasconcelos@redebahia.com.br), CORREIO DA BAHIA.

Visitantes do Parque Yosemite podem apresentar doença no pulmão.
Cerca de 10 mil pessoas que visitaram o Parque Nacional de Yosemite, no oeste da Califórnia (Estados Unidos), nos últimos meses podem estar contaminadas pelo vírus que causa A Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). A informação - divulgada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos - confirmou seis casos da doença: dois pacientes já morreram.

A direção do local está tentando localizar as 2,9 mil pessoas que permaneceram no alojamento “Curry Village” entre os dias 10 de junho e 24 de agosto.Segundo a direção do parque, o acampamento foi desinfetado, mas permanece fechado por tempo indeterminado.

TRANSMISSÃO.

De acordo a professora de infectologia da Universidade Federal da Bahia, a médica Jacy Andrade, a contaminação pelo hantavírus ocorre, geralmente, após a inalação do micro organismo no ar, mas também o contágio pode acontecer por meio do contato com a urina, fezes, saliva ou mesmo de roedores contaminados.

“Geralmente, a doença ocorre mais freqüentemente entre as pessoas que trabalham em atividades em depósitos de alimentos, celeiros, galpões, estábulos, nos arados ou rebanhando animais”, explica. Ela lembra que casos da SCPH por mordida de roedores são mais raras, mas podem acontecer. Com uma taxa de mortalidade alta, podendo alcançar cerca de 60% dos doentes, a SCPH caracteriza-se por atacar os órgãos vitais: coração e pulmão, além de alterar o funcionamento dos rins, fígado e cérebro.

SINTOMAS.

Os sintomas da doença podem ser confundidos com outras viroses e, na fase inicial, o doente apresenta quadros de febre, dor no corpo, dor de cabeça, nas costas e barriga.

“Na chamada fase cardiopulmonar, que é a mais grave e onde geralmente há mortes, os sintomas são febre, pressão baixa, chiado no peito, tosse seca, edema pulmonar, evoluindo para insuficiência respiratória aguda e choque circulatório”, esclarece a médica. A última fase é a convalescença, que dura uma a duas semanas, e é onde ocorre a melhora nas alterações causadas pela doença.

Além da SCPH, as hantaviroses podem apresentar outra forma clínica: a Febre Hemorrágica por Síndrome Renal(FHSR), que ocorre na Ásia e Europa. Atualmente, são conhecidas 16 variantes de hantavírus associados à transmissão da SCPH nas Américas como Sin Nombre (EUA), Choclo (Panamá) e Andes (Argentina e Chile).

No Brasil, foram identificadas sete variantes, sendo cinco associadas com a SCPH (Araraquara, Juquitiba, Castelo dos Sonhos, Anajatuba e Laguna Negra) e duas (Rio Mearim e Rio Mamoré), até o momento, só foram detectadas em roedores.

MEDIDAS DE LIMPEZA PODEM EVITAR DOENÇA.

Segundo a médica e professora Jacy Andrade, como na maioria das viroses, o tratamento da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) consiste em garantir o suporte de vida para o paciente, com hidratação adequada, além de garantir que a ventilação ocorra sem maiores problemas.

“Em casos mais graves, são utilizados a ventilação mecânica e a internação em centros de tratamento intensivo”, acrescenta a médica. A prevenção das hantaviroses passa por ações que impeçam o contato do homem com os roedores silvestres.

Logo a indicação é de que as áreas estejam livres da presença desses animais, roçando terrenos em volta de casas casa, evitando o acúmulo de lixo e entulho, mantendo os alimentos estocados em recipientes fechados e à prova de roedores.

domingo, 2 de setembro de 2012

"MULHERES DEVEM TER CONSCIÊNCIA DE QUE O CÂNCER DE MAMA PODE OCORRER EM QUALQUER IDADE", DIZ GINECOLOGISTA...


FONTE: Do UOL, em São Paulo (noticias.uol.com.br).


 Médicos de diferentes países ainda discutem sobre os riscos e benefícios de se pedir mamografias regulares a mulheres com idade entre 40 e 49 anos, já que o risco de ter a doença nessa faixa etária é menor que o da população acima dos 50. E como diagnosticar o câncer de mama precocemente antes dos 40, então?

A resposta para essa questão não é fácil, mas pode ser resumida em duas palavras: informação e autoconhecimento. A opinião é do oncologista canadense Sunil Verma, professor assistente da Universidade de Toronto e integrante do movimento Rethink Breast Cancer (rethinkbreastcancer.com). O projeto é voltado para mulheres jovens diagnosticadas com câncer de mama ou simplesmente preocupadas com a doença.

“As mulheres devem ter consciência de que o câncer de mama pode ocorrer em qualquer idade”, afirma o oncologista, que esteve semana passada em São Paulo. O objetivo do médico não é criar pânico – afinal, o câncer em mulheres jovens (com menos de 40 anos) é pouco comum. Segundo Verma, representa cerca de 15% do total de casos.

Mas ter essa noção pode ser fundamental para tratar a doença a tempo, caso ela aconteça. "As mulheres precisam de empoderamento - ter informação, educação e saber que é preciso fazer exames de prevenção", acredita. "Costumo dizer às pacientes que ninguém conhece melhor o corpo delas do que elas próprias."

O principal conselho do oncologista é olhar-se no espelho, conhecer os próprios seios e prestar atenção não apenas em possíveis caroços, mas também mudanças na cor ou no formato nos mamilos, secreções ou qualquer outra alteração. Essa autoconsciência é o que muitas vezes leva alguém a detectar a doença em estágios precoces, quando há mais opções de tratamento e chances de sucesso.

Quem possui casos da doença na família deve ter atenção redobrada, mas a proporção de mulheres que desenvolvem câncer por causa de uma mutação genética herdada é muito pequena.

O movimento Rethink Breast Cancer tem usado campanhas criativas para conscientizar mulheres jovens da importância de conhecer o próprio peito, observá-lo e tocá-lo com frequência. No ano passado, por exemplo, lançou um aplicativo para iPhone e Android que faz rapazes bonitões e sem camisa pipocarem na tela regularmente, lembrando a usuária de checar os seios.

"ESTOU PREPARANDO A MINHA MORTE DO JEITO QUE EU QUERO"...


FONTE: DÉBORA MISMETTI, EDITORA-ASSISTENTE DE "CIÊNCIA+SAÚDE" (www1.folha.uol.com.br).

A aposentada Celina Maria Rubo, 71 anos, decidiu pôr no papel suas vontades para o fim da vida depois que a mãe faleceu, há três anos.

Ela escolheu um primo como responsável por decidir sobre um tratamento específico ao qual não quer ser submetida.

"Minha mãe teve obstrução intestinal há seis anos. O médico queria operá-la e nós [os filhos] achamos que ela não deveria passar por uma situação como essa no fim.

Ela teria seu intestino retirado, ficaria com aquela bolsinha (de colostomia). É horrível. Não deixamos. Ela viveu por mais três anos com boa qualidade de vida, foi tratada com remédio paliativo.

        

Depois, descobri que eu tenho o mesmo problema, uma obstrução parcial do intestino e diverticulite. Estava morrendo de medo de ser operada à minha revelia.

O médico disse: 'Se você chegar no hospital desmaiada, em coma, a gente opera'. Mas eu não quero! Achei que deveria haver um jeito de ter minha vontade cumprida.

Pode operar pulmão, coração, cabeça. Só não pode operar o meu intestino. Até o nome da cirurgia está determinado no documento.

O maior problema foi encontrar alguém responsável em caso da minha incapacitação. Meu filho não quis nem ver. Meu irmão também não, irmã, nem pensar. Sobrinhos também não.

Disseram que gostam demais de mim para falar da minha morte.

Meu primo acabou aceitando. Tem de ser uma pessoa com muita força para lutar contra o resto da família.

O documento ficou pronto na semana passada.

Deixei também uma poupança para a minha cremação. Estou preparando minha morte do jeito que tem que ser.

A gente tem de encarar a morte de forma racional. Não estou doente, cuido bem do meu intestino, meu médico é bom, mas acho que a gente tem de preparar o fim.

Temos uma cultura que tenta esquecer que a morte vem. A morte é a única coisa certa. Por que não preparar uma morte boa?

Vivemos bem, por que não morrer bem?"

SUS FORNECERÁ MEDICAMENTO CONTRA CÂNCER DE MAMA...

FONTE: ***  , Fernanda Bassette, em São Paulo (noticias.uol.com.br).

O Ministério da Saúde vai incorporar o medicamento Trastuzumabe (Herceptin), uma das principais armas no combate ao câncer de mama, na lista de remédios distribuídos gratuitamente pelo SUS. A inclusão será publicada nesta semana no Diário Oficial da União.

O câncer de mama é o segundo mais comum no mundo e o mais frequente entre as mulheres. Estima-se que entre 20% e 25% das pacientes diagnosticadas com câncer de mama têm indicação para receber essa medicação - que tem como alvo a mutação genética que leva ao HER-2 positivo, um dos tipos mais agressivos de tumor.

O Trastuzumabe é considerado uma das drogas mais avançadas na terapia contra o câncer de mama porque é um anticorpo monoclonal que promove uma “terapia-alvo”, já que ele tem a capacidade de atingir exclusivamente as células doentes, preservando as sadias. O medicamento é fabricado pela Roche.

“Esse é um grande avanço para as mulheres que dependem do SUS. É uma medicação essencial para as pacientes que são positivo para o HER-2 porque ela consegue controlar o avanço da doença e evitar metástases”, diz o mastologista Waldemir Rezende.

A droga será oferecida no SUS por decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia (Conitec), criada dentro do ministério por força de lei. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a comissão analisou o custo-efetividade da droga por mais de um ano, colocou o assunto em consultas públicas e não levou em consideração a pressão das demandas judiciais.

A droga é administrada na veia e é de uso hospitalar. Por ser um medicamento de alto custo - cada frasco custa, em média, R$ 7 mil -, ela estava restrita a mulheres que conseguiam o direito de recebê-la do governo por meio de ações judiciais.

O Trastuzumabe é o sétimo medicamento mais demandado judicialmente ao Ministério da Saúde, que em 2011 gastou R$ 266 milhões na compra de remédios determinados por decisões judiciais - sendo R$ 4,9 milhões para atender a 61 ordens de compra do Trastuzumabe.

Neste ano, o governo federal já recebeu 98 determinações judiciais para compra do medicamento e gastou R$ 12,6 milhões. Só uma compra para atender uma ação civil pública movida pelo Estado de Santa Catarina, por exemplo, consumiu R$ 9,8 milhões dos cofres públicos.

Segundo o ministro, a incorporação da droga no SUS exige que o preço praticado pela indústria seja compatível com o que ela aplica no mercado internacional. O governo estima gastar até R$ 150 milhões por ano para fornecer a medicação. Por se tratar de uma compra em massa, há uma negociação com o laboratório fabricante e o preço pode ser reduzido em até 50%. A partir da publicação no Diário Oficial, a oferta na rede ocorrerá em, no máximo, 180 dias.

*** As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

POLÍCIA ENCONTRA NOTAS FALSAS DE R$ 3 EM MUNICÍPIO NO RIO GRANDE DO NORTE...


FONTE: Elendrea Cavalcante, do UOL, em Natal (noticias.uol.com.br).

 

Um empresário ligou para a polícia na manhã de sábado (1º) após encontrar trinta e sete notas falsas de R$ 3 dentro de uma carteira na frente de sua casa, que fica no bairro Paraíba do município de Caicó, a 260 km de Natal (RN).

Segundo a Delegacia Regional do município, as notas têm o mesmo perfil das cédulas de R$ 2, com a diferença do número três no local do dois. O delegado plantonista, Getúlio Medeiros, informou que não houve o flagrante pelo fato das notas não existirem “de fato”. No Brasil, circulam apenas notas de R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100.

“É difícil, não vejo crime na situação porque nós temos a materialidade, mas não temos a autoria. Se fossem notas de R$ 10, R$ 20... enfim cédulas com valores reais, seria configurada a falsificação, mas notas de R$ 3 não circulam legalmente no Brasil. Apesar disso, vamos investigar, pois pode haver algo maior por trás disso”, disse.

Medeiros ainda informou que uma mulher de Caicó foi sacar dinheiro de um caixa eletrônico do Banco do Brasil, na manhã de hoje, e recebeu uma nota de R$ 100 falsificada dentre a quantia sacada. Porém, apesar da coincidência, o delegado destacou que não é possível afirmar que exista uma relação entre os fatos.

A reportagem do UOL foi informada que a investigação sobre a origem das notas falsificadas pode ser intensificada a partir de segunda-feira (3), pois no fim de semana há apenas uma equipe policial trabalhando para atender aos 26 municípios da região do Seridó, no Rio Grande do Norte.

O artigo 289 do Código Penal Brasileiro (CPB) diz que “falsificar, fabricar ou alterar moeda metálica ou papel moeda de curso legal no país ou no estrangeiro é crime”.

A pena varia de três a 12 anos de prisão, além de multa. Estará sujeito à mesma pena aquele que importar ou exportar, adquirir, vender, trocar, ceder, emprestar, guardar ou introduzir na circulação moeda falsa.

EUA E EUROPA APROVAM NOVO TRATAMENTO PARA CÂNCER DE MAMA AVANÇADO...


FONTE: Do UOL, em São Paulo (noticias.uol.com.br).

As agências reguladoras de remédios nos EUA e na Europa acabam de aprovar o uso do medicamento everolimo (Afinitor) para mulheres na pós-menopausa com câncer de mama avançado e hormônio-dependente (RH+). Há 15 anos não havia nenhuma novidade para pacientes com esse perfil.

A Novartis, responsável pela droga, diz que não há previsão para que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprove o tratamento, mas espera que isso ocorra no primeiro semestre do ano que vem.

Estudos mostraram que, em combinação com outra droga, um inibidor da aromatase, o everolimo é capaz de prolongar em mais de duas vezes o tempo de sobrevida livre de progressão da doença.

O everolimo já é aprovado no Brasil para câncer renal em estágio avançado, para um tipo raro de tumor cerebral em crianças e para tumores neuroendócrinos avançados.

De acordo com o oncologista canadense Sunil Verma, que esteve semana passada no Brasil, a nova opção é importante porque envolve um número grande de pacientes - 60% dos casos de câncer de mama são hormônio-dependentes.

O câncer de mama metastático RH+ é o tipo de mais comum do tumor em estágio avançado e afeta cerca de 220 mil mulheres em todo mundo.

Pacientes com esse tipo de câncer recebem tratamento hormonal, com medicamentos como tamoxifeno ou inibidores da aromatase. Mas, em muitos casos, a célula adquire a capacidade de crescer sem necessidade de hormônio e o tumor se torna resistente ao tratamento.

O everolimo ajuda a “romper” com essa resistência, pois atua na inibição de uma proteína chamada mTOR, que atua como reguladora na divisão das células tumorais. “O benefício é poder adiar a necessidade de quimioterapia, o que ajuda a melhorar a qualidade de vida das pacientes”, ressalta o oncologista.

Os principais efeitos colaterais mais comuns, segundo ele, são estomatite e aumento do nível de glicose no sangue.
      

PALOMA GONZALEZ VENCE O CONCURSO GATA SURFBAHIA...


FONTE: CORREIO DA BAHIA.

Desfile das modelos parou a orla de Salvador neste sábado, após a realização do Surf Eco Festival.

               

A modelo Paloma Gonzalez, de 23 anos, é a grande vencedora do concurso Gata SurfBahia 2012. O desfile das candidatas chamou a atenção de quem acompanhou o Surf Eco Festival, que terminou sábado (1º), na praia de Jaguaribe, e reuniu milhares de pessoas.

       

Além do título de Gata do Surf, Paloma ganhou uma viagem para qualquer lugar do Brasil pela companhia aérea Azul, prêmios da loja Maria Farinha e será fotografada pelo iBahia Ensaio. Ela levou a melhor na disputa com Fernanda Araújo, Nicole Muller, Michele Berlamina. Mais informações e fotos da cobertura do evento em instantes.

REGISTRO DE ESCOLHA DE TRATAMENTO CRSECE EM SÃO PAULO...


FONTE: DÉBORA MISMETTI, EDITORA-ASSISTENTE DE "CIÊNCIA+SAÚDE" (www1.folha.uol.com.br).

Um número pequeno, mas crescente, de brasileiros vem registrando suas preferências de tratamentos para a eventualidade de sofrerem uma doença grave e terminal.

O número de documentos desse tipo lavrados no 26º Tabelião de Notas, em São Paulo, subiu de 22 em 2002 para 406 em 2011. Neste ano, até o último dia 30, foram 208, diz o tabelião substituto Felipe Leonardo Rodrigues.

Esse aumento da procura se antecipou à nova regra publicada pelo Conselho Federal de Medicina, que dá respaldo aos médicos para acatarem os desejos dos pacientes que não quiserem receber tratamentos, como manutenção artificial da respiração, para prolongar a vida no caso de doença terminal.

Eliette Tranjan, 36 anos, registrou seu documento há quase um mês. A advogada, de São Paulo, quis deixar nomeada de antemão a pessoa que deve tomar as decisões por ela caso fique incapacitada para isso.

UNIÃO ESTÁVEL.

"Vivo em união estável, mas não sou casada. Ninguém poderia saber melhor as minhas vontades do que meu companheiro."

Eliette também deixou orientações para não ser mantida viva por meios artificiais de alimentação por mais de seis meses e registrou a opção por não doar seus órgãos.

Ela também já preparou documentos parecidos para seus clientes, mas diz que não é fácil abordar o tema. "Nem todo mundo está aberto para falar da morte. Acham que é um mau presságio."

Alguns dos chamados testamentos vitais vão além do que prevê a resolução do conselho de medicina.


Elisabete Navega, 46 anos, pediu aos seus pais, de 75 e 79 anos, que registrassem suas preferências de tratamento para evitar a repetição de um problema vivido pela família há cerca de um ano.

Com problemas cardíacos, o pai de Elisabete estava havia um mês internado em um hospital.

Insatisfeita com o tratamento, ela quis mudá-lo de instituição e teve dificuldade pela falta de um documento que provasse ser ela a responsável por tomar as decisões por ele.

Os documentos dos pais da advogada, também de São Paulo, estão prontos há dois meses e incluem até um pedido de que sejam transferidos para outro país onde a eutanásia seja permitida caso estejam com alguma doença que cause dores extremas sem possibilidade de cura.

"Em caso de parada cardíaca, por exemplo, ele concorda em ser ressuscitado, mas não quer ficar ligado a aparelhos se não tiver função cerebral, por exemplo."

Elisabete planeja fazer um documento para si em breve. "Não tenho herdeiros e não quero que meus irmãos decidam sobre meus tratamentos. Vou designar uma pessoa que não é da minha família. Para mim, isso é indispensável."

Ela também quer deixar uma lista de hospitais onde não gostaria de ser internada caso tenha algum problema, além de ordens para ser cremada se morrer.

De acordo com o médico Desiré Callegari, do Conselho Federal de Medicina, a resolução publicada agora não contempla todos esses casos. Eutanásia, por exemplo, continua sendo crime.

"O médico pode aplicar um analgésico se a pessoa tiver muita dor, mas não em uma dose suficiente para causar morte."

Para Callegari, a regra só oficializa a conduta corrente. "Não fizemos nada novo."

sábado, 1 de setembro de 2012

MAIS DE 90% DOS MÉDICOS BRASILEIROS JÁ PRATICARAM ORTOTANÁSIA...


FONTE:  (noticias.uol.com.br).

Pesquisa publicada na revista da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) revela que mais de 90% dos profissionais que atuam em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) já praticaram ortotanásia, ou seja, limitaram ou suspenderam o tratamento de um paciente terminal. Agora, com base nos resultados desse estudo, a entidade divulga recomendações sobre como devem ser os cuidados finais a esses doentes nos hospitais.

A ortotanásia foi regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2006, mas a norma entrou em vigor apenas no fim do ano passado. A resolução determina que, para limitar ou interromper o tratamento, o médico precisa ter a anuência do doente ou, se este for incapaz, de seus familiares. Ao contrário do que ocorre na eutanásia, não há indução da morte.

Ederlon Rezende, presidente da Amib, afirma que é necessário treinar os profissionais que trabalham nas UTIs para que eles saibam reconhecer o momento de suspender os esforços terapêuticos. "Esse assunto não é novidade para especialistas em medicina intensiva. Mas apenas 4 mil dos 20 mil médicos que trabalham em UTIs têm essa formação", conta.

Segundo Rezende, o erro mais comum das equipes é insistir em terapias "inúteis ou fúteis", que adiam a morte, mas são incapazes de evitá-la. Desde a última revisão do Código de Ética Médica, em 2010, essa atitude passou a ser considerada uma infração ética. O recomendado para esses casos é a adoção de cuidados paliativos, que visem apenas a deixar o paciente confortável.

*** As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

MULHER JACA POSA NUA E COBERTA DE MEL PARA DICULGAR NOVA MÚSICA...


FONTE: CORREIO DA BAHIA.

"Até hoje tem mel espalhado pelo meu corpo", conta a loira.

                   

Dayane Cristiana, mais conhecida como a 'Mulher Jaca', fez um ensaio sensual completamente nua e coberta de mel para divulgar sua nova música “Mamãe passou mel em mim”, uma referência à música “Mamãe passou açúcar em mim”, de Wilson Simonal. De acordo com a coluna 'Retratos da Vida', a ideia inusitada partiu de um amigo, o fotógrafo Yuri Graneiro.

              

“Fiz esse ensaio na quarta-feira da semana passada e até hoje tem mel espalhado pelo meu corpo. Foi muito difícil, pois entrou em todos os lugares e colou tudo. Na hora de tirar, tive que contar com ajuda do meu marido (Alexandre Ferreira), que me ajudou no banho”, conta a loira, aos risos. Segundo Dayane, as fotos do ensaio foram espalhadas em outdoors na última quinta-feira (30), pela Avenida Brasil, no Rio de Janeiro.

SAÚDE RESPONDE: MÉTODO PARA REDUZIR A PRÓSTATA É EFICAZ...


FONTE: DE SÃO PAULO (www1.folha.uol.com.br).

A embolização para redução da próstata, criada no HC, é eficaz? Por que não se espalhou pelo país? Alvaro Cerqueira

Na embolização da próstata, microbolinhas são injetadas para fechar parcialmente as artérias da glândula, visando à sua diminuição e ao fim da compressão da uretra, que restringe a urina.

"Desde 2008 está sendo realizada no HC da USP e mostra mais de 90% de eficácia", diz Francisco César Carnevale, radiologista intervencionista do HC e pioneiro nessa cirurgia.

Contudo, o procedimento ainda está sendo usado em caráter experimental. A Sociedade Brasileira de Urologia não reconhece o tratamento. Para Aguinaldo Nardi, presidente da sociedade, "o método não deve ser indicado, não tem resultados comprovados, é pouco debatido e pode trazer efeitos colaterais".

Segundo Nardi, são: necrose em partes da próstata e bexiga e saída de urina pelo reto.

DAIANE DOS SANTOS CONFIRMA APOSENTADORIA...


FONTE: CORREIO DA BAHIA.

Lesionada, Daiane já planeja seu futuro fora do tablado e e não quer ficar longe do esporte.

A ginasta Daiane dos santos anunciou o fim de sua carreira. Em entrevista ao Jornal Extra, Daiane se mostrou chateada com o grande número de lesões ao longo de sua carreira e decidiu preservar sua sua saúde.

"O Campeonato Brasileiro (este fim de semana, em Goiânia) seria minha última competição, mas, como vou precisar operar meu joelho, Londres foi a apresentação final. Parei mesmo. Fiquei chateada porque ainda queria competir, mas não deu", disse a atleta.

    

Na próxima terça-feira (04), Daiane será submetida a uma artroscopia no joelho esquerdo para a retirada do menisco que está solto. "Quando voltei, descobri que tinha uma lesão grande. Tive que escolher se competia ou operava, mas eu precisava pensar na minha saúde, não adiantava querer fazer tudo. Acho que o meu papel foi cumprido. O único título que faltou foi uma medalha olímpica. As coisas aconteceram, tenho meu nome na ginástica", revelou Daiane.

PARA 92% DOS GINECOLOGISTAS, PLANOS DIFICULTAM EXAMES...


FONTE: TALITA BEDINELLI, DE SÃO PAULO (www1.folha.uol.com.br).

Grávida de 30 semanas, a analista financeira Thaíse Pereira da Silva, 25 anos, teve dificuldades para marcar dois ultrassons recentemente.

Análise: É papel da ANS promover o equilíbrio de interesses

Após uma confusão com a Golden Cross, que resultou na demora das autorizações do exame, ela decidiu pagar R$ 175 para fazê-los a tempo da consulta com o obstetra.

A médica Maria Rita Mesquita diz que recentemente foi obrigada a encaminhar um documento justificando um pedido de mamografia para uma paciente de 40 anos. O convênio, não informado para a reportagem, alegou que, sem isso, não autorizaria o exame.

Ela relata ainda dificuldades para conseguir internar pacientes para a colocação de DIUs (dispositivos intrauterinos) hormonais, que precisam de anestesia, e para realizar laparoscopias para diagnosticar endometriose.

Queixas assim são comuns entre ginecologistas e obstetras, mostra pesquisa feita pelo Datafolha a pedido da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia de SP).

Segundo o levantamento, 97% dos médicos dessa especialidade dizem que há algum tipo de interferência dos convênios, como o não pagamento de procedimentos, a análise de pedidos médicos por meio de auditores e a delimitação de tempo de internação pré e pós-operatória.

                  

Para 92%, os planos dificultam a realização de procedimentos mais complexos, que costumam ter mais custo para as operadoras.

"Hoje não conseguimos que uma mãe fique mais de três dias internada após o parto. Se o bebê tem alguma complicação, ela recebe alta, mas tem que ficar o dia inteiro no hospital para amamentar sem ter acesso a um quarto", diz a obstetra Maria Rita, que é diretora da Sogesp.

Para Braúlio Luna Filho, primeiro-secretário do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de SP), a prática é irregular. "O plano não pode interferir na autonomia do médico. Dificultar os procedimentos é uma estratégia para ganhar tempo e fazer o paciente desistir do exame."

Nos principais planos, um auditor ou um sistema eletrônico analisa o pedido do médico. Se o paciente, por exemplo, não têm idade e condições médicas que justifiquem o pedido, ele é negado, ou o médico é procurado para explicar o pedido.

Os médicos também reclamam da baixa remuneração dos procedimentos. Em 6 de setembro, todas as especialidades pretendem paralisar por um dia atendimentos a planos na cidade. O objetivo é fazer os planos negociarem.

           

OUTRO LADO.

A FenaSaúde, que reúne as 15 principais operadoras, diz que suas associadas incentivam o uso do plano, já que têm a prática de realizar campanhas lembrando mulheres da importância da realização de exames ginecológicos.

A entidade diz que pesquisa recente encomendada pelo Instituto de Estudos da Saúde Suplementar ao Datafolha aponta que 80% dos usuários estão satisfeitos com os seus planos de saúde.

A Amil, operadora apontada na pesquisa da Sogesp como a que mais interfere no trabalho médico, e a Medial, do mesmo grupo, que fica em quinto, afirmam que respeitam a autonomia médica e que têm rigoroso processo de seleção de seus credenciados.

A Intermédica diz que a maior parte de seus ginecologistas e obstetras atuam em hospitais próprios da operadora e seguem as orientações de entidades médicas. Diz ainda que não há interferência e que investir em programas de pré-natal.

A SulAmérica, terceira no ranking, afirma que cumpre as diretrizes estabelecidas pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A Bradesco, que vem em seguida, disse que não teve acesso à pesquisa e, por isso, não se manifestaria. Mas disse que respeita a legislação vigente.

A Unimed Paulistana, sexta colocada, diz que seus médicos são cooperados e têm total independência para trabalhar. Também disse que as solicitações passam por uma análise administrativa e médica e que, após a aprovação da auditoria, a solicitação é liberada no prazo da ANS.

A Golden Cross, que não aparece no ranking entre as mais reclamadas, afirma que está apurando o caso de Thaíse Pereira da Silva.

BRASIL TEM 1,4 MILHÃO DE CRIANÇAS DE 4 E 5 ANOS FORA DA ESCOLA...


FONTE: *** CORREIO DA BAHIA.

Uma emenda constitucional aprovada em 2009 ampliou a faixa etária em que a frequência à escola é obrigatória.
Até 2016, o Brasil tem a obrigação de incluir todas as crianças de 4 e 5 anos na escola. A tarefa não será fácil: de acordo com relatório lançado nesta sexta-feira (31) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), há 1.419.981 crianças nessa faixa de idade que não estão matriculadas no sistema de ensino. Uma emenda constitucional aprovada em 2009 ampliou a faixa etária em que a frequência à escola é obrigatória. Antes, apenas a população de 7 a 14 anos tinha que estar necessariamente matriculada no ensino fundamental, mas a partir de 2016 o ensino obrigatório irá cobrir desde a pré-escola até o ensino médio (dos 4 aos 17 anos).

O relatório Todas as Crianças na Escola em 2015 – Iniciativa Global pelas Crianças Fora da Escola – baseou-se em estatísticas nacionais, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2009. O estudo é uma parceria do Unicef com a Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

No total, cerca de 3,7 milhões de crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos estão fora da escola no Brasil. A maior defasagem é na pré-escola e no ensino médio, já que entre os brasileiros de 6 e 14 anos o grupo que não frequenta a escola é menor, cerca de 730 mil.

Entre os brasileiros de 4 e 5 anos que não estão matriculados nos sistemas de ensino, a maior parte é negra – 56% do total. A renda também é um fator que influencia o acesso à educação. Enquanto 32% das crianças de famílias com renda familiar per capita de até um quarto do salário mínimo estão fora da escola, apenas 6,9% daquelas oriundas de famílias com renda superior a 2 salários mínimos per capita estão na mesma situação. Os números indicam que a frequência ainda insuficiente de crianças de 4 e 5 anos está relacionada, muitas vezes, à falta de vagas na rede pública. Por isso, no grupo com renda um pouco maior (dois salários per capita), o percentual de crianças fora da escola é menor, já que nesse caso a família acaba optando por pagar uma escola particular.

Para Maria de Salete Silva, coordenadora do Programa de Educação do Unicef no Brasil, o desafio é grande, mas algumas iniciativas governamentais, como o Proinfância, que tem a meta de construir 6 mil creches em todo o país até 2014, são respostas interessantes ao problema. “A última política do governo, o Brasil Carinhoso, prioriza as família abaixo da linha da pobreza no acesso à escola e ataca exatamente essa desigualdade”, aponta.

A representante do Unicef ressalta, entretanto, que o maior desafio está “na outra ponta” da educação básica. O relatório diz que 1.539.811 adolescentes entre 15 e 17 anos estão fora da escola. Nesse caso, os problemas de frequência não estão tão relacionados à falta de vagas, mas ao desinteresse da população nessa faixa etária pelo ensino médio. Para muitos jovens já envolvidos com o mercado de trabalho, a escola é pouco atrativa.

“Isso requer uma mudança muito grande no ensino médio. Estamos com a maior população de adolescentes da história do Brasil, a gente não pode perder isso e esperar para resolver na próxima geração porque está condenando o país a ter milhões de adultos sem formação escolar”, avalia Salete.

Segundo ela, não será necessário apenas ampliar as vagas para incluir os jovens que estão fora da escola, mas torná-la mais atrativa para a realidade deles. “Você precisa trazer o aluno e incorporar na escola aquilo que é parte do projeto de vida deles. A escola está longe da vida dos adolescentes”, aponta.

Para incluir toda a população de crianças e jovens ainda fora da escola, o estudo aponta como uma das medidas necessárias a ampliação dos recursos para a área. O Unicef apoia a meta de investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE) que está em debate no Congresso Nacional.

“A gente discorda de quem acha que o problema da educação no Brasil não é dinheiro, mas gestão. Nós temos problemas sérios de gestão, mas só com os recursos que temos hoje não conseguimos fazer tudo que é necessário: incluir todos na escola, ter qualidade, professor bem remunerado e capacitado, escola com boa infraestrutura. O desafio é enorme”, argumenta.

O secretário de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), César Callegari, destaca que o governo federal tem lançado diversas ferramentas para ampliar o acesso de crianças à pré-escola. Entre elas, cita o Programa Nacional de Reestruturação e Aparelhagem da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância), que prevê a construção de 5,5 mil creches e pré-escolas, o Brasil Carinhoso, que reforça a transferência de renda e fortalece a educação com aumento de vagas nas creches, e o Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo), que oferece apoio técnico e financeiro aos estados e municípios para implementação da política de educação do campo.

Callegari lembra que entre as preocupações do governo também está o aumento da qualidade do ensino para tornar a escola mais atrativa a jovens e adolescentes. Lembra ainda que o MEC investe anualmente mais de R$ 1,5 bilhão em material didático, livros e jogos para melhorar o suporte educacional a essa faixa etária.

O secretário informou que a pasta está elaborando uma proposta de inovação curricular para aumentar o interesse de jovens de 15 a 17 anos que ainda estão no ensino fundamental e acabam abandonando as salas de aula porque, por terem repetido o ano, têm que conviver com crianças mais novas. Segundo ele, as medidas, que ainda serão discutidas com estados e municípios, só devem ser anunciadas no ano que vem.

O secretário defendeu a ampliação dos investimento em educação, principalmente com a utilização de recursos provenientes dos royalties do pré-sal. “Eles serviriam para valorizar e remunerar melhor os professores, melhorar as condições físicas das escolas, com laboratórios e bibliotecas, e o atendimento a crianças e jovens com deficiência”. A educação básica conta hoje com repasses que correspondem a 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

*** As informações são da Agência Brasil.

COSMÉTICOS INFANTIS TERÃO REGRAS DE REGISTRO ATUALIZADAS PELA ANVISA...


FONTE: , (noticias.uol.com.br).


Produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes destinados a crianças entre zero e 12 anos terão novas regras para emissão de registro e aprovação da comercialização. Na sexta-feira (31), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma consulta pública que propõe a atualização dos requisitos técnicos para a concessão de registro de produtos infantis.

A proposta aborda critérios como faixa etária, formulação, dados de segurança e advertências de rotulagens. A consulta pública amplia ainda as categorias de produtos, atualiza os testes de segurança e inclui requerimentos estabelecidos de acordo com o tipo de produto. O novo regulamento irá substituir a legislação vigente.

As contribuições à proposta podem ser feitas, entre os dias 7 de setembro e 5 de novembro, por meio do endereço: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=9249. AE.

RESTRIÇÃO CALÓRICA MELHORA A SAÚDE MAS NÃO AUMENTA A LONGEVIDADE, DIZ ESTUDO...


FONTE: DA REUTERS (www1.folha.uol.com.br).

A dieta da longevidade se baseia numa premissa simples e atraente: a ingestão de menos calorias do que o habitual adicionaria anos à vida das pessoas.

Uma nova pesquisa publicada na quarta-feira (dia 29), na revista "Nature", entretanto, mostrou que uma dieta mais pobre em calorias não aumentou o tempo de vida de macacos resos, os parentes mais próximos do homem a serem submetidos a um estudo rigoroso e de longo prazo sobre o assunto.

"Se existir alguma maneira de manipular a dieta humana a fim de nos fazer viver mais, não descobrimos ainda e talvez nem seja possível", disse o biólogo Steven Austad, do Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, que escreveu uma análise do estudo para a revista "Nature".

Desde de 1934, pesquisas têm mostrado que ratos de laboratório, camundongos e as moscas da fruta ("Drosophila melanogaster") alimentados com uma quantidade 10% a 40 % menor de calorias do que o habitual viveram 30% mais. Em alguns estudos, os resultados foram de até o dobro de tempo de vida.

Tais descobertas geraram uma crescente comunidade de crentes em dietas que buscam obter mais saúde e tempo de vida por meio de alimentação com restrição de calorias.

O novo estudo, feito pelo Instituto Nacional do Envelhecimento, ligado aos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, sugere uma surpreendente desconexão entre saúde e tempo de vida das cobaias. A maioria dos 57 macacos sob a dieta de restrição de calorias apresentou um sistema imunológico e cardíaco melhores e taxas de diabetes, câncer e outras doenças menores do que os 64 macacos do grupo-controle. Mas não houve ganhos na longevidade.

"Pode-se argumentar que animais sob uma dieta de restrição de calorias são mais saudáveis. Eles têm menores taxas de colesterol, menos perda muscular e menos doenças. Mas isso não se traduz em maior longevidade", disse Austad.

O estudo, iniciado em 1987, investigou se uma dieta que promovesse a ingestão de 70% da quantidade normal de calorias traria mais anos de vida aos primatas testados.

Talvez o resultado mais surpreendente da pesquisa é que os indicadores de saúde eram muitas vezes piores em macacos que foram submetidos a dietas de restrição calórica quando jovens adultos do que aqueles que a começaram mais velhos, justamente o oposto da expectativa dos cientistas. Além disso, animais que iniciaram tal dieta quando jovens morreram mais de causas não relacionadas ao envelhecimento que os não submetidos à dieta. "Existe algo sobre a restrição de calorias que torna os animais mais suscetíveis a morrer de outras causas", disse Austad.

É muito cedo para avaliar se o estudo divulgado na quarta-feira afetará o desenvolvimento de drogas que buscam replicar os supostos benefícios da dieta de restrição de calorias sem provocar fome. Tais drogas incluem um composto derivado de abacates verdes que "engana as células de modo que elas ajam como se o corpo tivesse ingerido menos comida", disse George Roth, CEO da empresa GeroScience.

Roth, que é coautor do estudo, acredita que, apesar dos resultados da pesquisa, ainda existem boas evidências a favor da restrição de calorias.

A equipe do Instituto Nacional do Envelhecimento continua coletando dados para observar se a dieta especial será, em algum momento, mais benéfica. "Mas o que se pode depreender dos resultados é que a magreza extrema não é o paradigma correto. Se eu fosse um deles (companhias ou cientistas que defendem isso), eu estaria preocupado", concluiu o biólogo Steven Austad, da Universidade do Texas.

DEPOIS DE CINCO ANOS RODANDO O MUNDO, CASAL MORRE NO PRÓPRIO PAÍS...


FONTE: CORREIO DA BAHIA.

O casal viajou pela Ásia, Europa, América do Sul, Oriente Médio e morreram na Suíca após serem atingidos por um trem.
Após dá uma volta ao mundo, passando pela Ásia, Europa, América do Sul e Oriente Médio, o casal Daniela Weiss e Daniel Oetler, ambos com 38 anos, morreram ao serem atingidos por um trem na cidade onde moravam, em Granichen na Suíça. O acidente aconteceu dois dias depois de voltarem ao país, depois de cinco anos passeando por diversos destinos.

Segundo o jornal 'Daily Mail', Daniel faleceu na mesma hora com o impacto, a sua companheira Daniela chegou a ser socorrida mas não resistiu. A viagem foi interrompida porque Daniela teve um dente infeccionado e decidiu voltar para Suíça para realizar um tratamento.