FONTE: CORREIO DA BAHIA.
Em entrevista, Lea T diz que o pai treinador a aceita como ela é.

A modelo transexual Lea T, 28 anos, filha do treinador Toninho Cerezo, disse que é "apedrejada diariamente", em entrevista dada ao jornal Folha de S. Paulo de sábado (13).
Em entrevista, Lea T diz que o pai treinador a aceita como ela é.
A modelo transexual Lea T, 28 anos, filha do treinador Toninho Cerezo, disse que é "apedrejada diariamente", em entrevista dada ao jornal Folha de S. Paulo de sábado (13).
Fazendo sucesso em editoriais por todo o mundo, Lea disse também que foi condidada para desfilar na São Paulo Fashion Week por várias grifes brasileiras.
Nascida Leandro, Lea vive em Milão desde criança - a mudança aconteceu por conta da carreira internacional do pai.
Nascida Leandro, Lea vive em Milão desde criança - a mudança aconteceu por conta da carreira internacional do pai.
A modelo disse que quando foi chamada para ser "o rosto" da Givenchy passava por uma fase complicada, enfrentando a depressão. "Assumir a realidade de ser transexual é muito complicado".
Ela agradece a oportunidade dada por Riccardo Tisci, diretor criativo da marca, que a ajudou a "passar uma mensagem". "Transexual não é sinônimo de promiscuidade, como muitos pensam", acrescenta.

Lea acusa o mundo da moda de não ser tão tolerante quanto prega e diz enfrentar o preconceito diariamente.
Sobre o Brasil, ela disse que sofreu muito com algumas publicações que diziam que seu pai a odiava. "Isso é mentira.
Eu amo o meu pai, e ele me ama. Não é fácil pra ele entender as escolhas que fiz para a minha vida, mas são dificuldades que enfrentamos com amor.".
Segundo ela, Toninho reparava que ela era diferente desde pequena. "Meu pai dizi, 'esse menino é muito feminino".
Apesar de ter jurado que não pisaria mais no Brasil, depois de ler muitos "absurdos" publicados sobre ela no país, Lea disse que repensou a questão."Se aceitei ser modelo para passar uma mensagem, não posso me acovardar".
Apesar de ter jurado que não pisaria mais no Brasil, depois de ler muitos "absurdos" publicados sobre ela no país, Lea disse que repensou a questão."Se aceitei ser modelo para passar uma mensagem, não posso me acovardar".
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