terça-feira, 16 de novembro de 2010

PESQUISADORES TRABALHAM PARA IDENTIFICAR PRIMEIROS SINAIS DO ALZHEIMER (PARTE DOIS)...



Para avaliar quando a beta-amiloide começa a se acumular, o projeto também conduzirá exames de imagem para amiloide em 50 membros adicionais da família, com idade a partir de 18 anos.
A equipe de Reiman também planeja testar tratamentos com drogas em um grupo não relacionado: americanos com idades entre 60 e 80 anos com uma característica rara diferente: duas cópias do gene ApoE4, que não causa, mas aumenta o risco de desenvolver mal de Alzheimer comum.
Um projeto diferente, a rede DIAN (Dominantly Inherited Alzheimer Network), liderada por Morris, está estudando membros de famílias nos Estados Unidos, Austrália e Reino Unido que possuem mutações causadoras de demência aos 46 anos, em média.
A DIAN recrutou cem pessoas, com idade a partir de 18 anos, cujos pais tiveram mutações causadoras de Alzheimer, mas que ainda não apresentaram sintomas. Planeja-se recrutar outros 300 indivíduos. Até o momento, os pesquisadores encontraram evidência de que "mudanças em biomarcadores parecem ocorrer pelo menos 10 ou 20 anos antes da idade em que os sintomas aparecem", disse Morris.
A DIAN também planeja testar drogas em participantes, possivelmente em três anos, e está negociando com empresas, que estão interessadas, mas precisam da garantia de que testar drogas em pessoas aparentemente saudáveis, as que não apresentam sintomas, valerá o investimento e o risco potencial, comentou Morris.
Os projetos na Colômbia e da DIAN "realmente são a primeira vez em que empresas se envolvem seriamente nisso", disse Morris. Ele acredita que o mal de Alzheimer é tão complexo que será necessária uma combinação de drogas para atacar diferentes biomarcadores.
Outro projeto que busca sinais precoces é a Alzheimer's Disease Neuroimaging Initiative, ou ADNI, uma colaboração do governo com a indústria, envolvendo cientistas em 55 locais de pesquisa nos Estados Unidos e no Canadá.
Ela tem acompanhado cerca de 800 pessoas por aproximadamente seis anos e produziu descobertas significativas sobre as mudanças no hipocampo e sobre exames para detectar proteínas associadas ao Alzheimer com tomografias por emissão de pósitrons e testes de medula.
A ADNI recrutará mais 550 participantes, incluindo muitos com perda de memória em desenvolvimento, chamada de déficit cognitivo leve precoce.
Segundo Buckholtz, eles "não serão tão espertos quanto antes, mas sem terem chegado ao ponto de esquecer as coisas".

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