Uma recente pesquisa da
Universidade de Maryland demonstra que a presença de um cachorro pode reduzir
de forma significativa a pressão arterial do seu proprietário. O estudo,
apoiado pelo Centro Waltham de Nutrição Animal, acompanhou proprietários de cães
com mais de 50 anos de idade com hipertensão nos níveis pré a moderada e
observou que a pressão arterial foi inferior quando os animais estavam
presentes. Esse resultado sugere que os cães podem ser um elemento efetivo no
controle do desenvolvimento da hipertensão em adultos mais velhos.
O estudo foi conduzido com donos de cães com 50 anos ou mais, com vida independente e pressão arterial moderadamente elevada. A maioria dos participantes ainda passava por tratamento primário para hipertensão, incluindo medicamentos para redução da pressão. Diferentemente de estudos anteriores, a pressão arterial era medida automaticamente a cada 20 minutos por um pequeno dispositivo usado pelas pessoas enquanto realizavam suas atividades diárias. Fazer a medição desta forma, durante três dias não consecutivos em um período de estudo de três meses, permitiu aos pesquisadores levar em conta outros fatores que não a presença dos cães, que pudessem influenciar na alteração na pressão. Entre esse fatores estão atividades físicas e o humor dos participantes.
Os resultados demonstram que a presença de cães reduziu de forma significativa a pressão sistólica (pressão exercida quando o músculo do coração se contrai) e diastólica (pressão exercida quando o músculo do coração relaxa). Os pesquisadores também observaram o impacto da presença de gatos de estimação na pressão sanguínea. Os estudos demonstraram que a média da pressão diastólica de adultos foi menor e a pressão sistólica foi maior quando os gatos estavam presentes. Este resultado foi inesperado, uma vez que estudos recentes associaram a presença de gatos à redução de estresse e das pressões sistólica e diastólica. São necessários estudos adicionais para encontrar a natureza da interação e atividades físicas de donos de gatos.
Esta pesquisa foi publicada na Anthrozoös e está disponível na íntegra em inglês.
Nenhum comentário:
Postar um comentário