quinta-feira, 12 de junho de 2014

CROÁCIA TEM 1,2 MIL PESSOAS COM HIV ENTRE 4,3 MILHÕES DE HABITANTES…

FONTE: Agência de Notícias da Aids (noticias.uol.com.br).

A Agência de Notícias da Aids começa a publicar uma série de matérias que pretende traçar o cenário da Aids no país de cada uma das seleções que disputam a Copa do Mundo. Primeiro país a jogar contra o nosso time, nessa quinta-feira (12), na Arena Corinthians, em São Paulo, a Croácia tem cerca de 1, 2 mil pessoas vivendo com HIV/Aids numa população de 4,3 milhões de habitantes. No Brasil, são 718 mil em 200 milhões de habitantes.

Os dados estão no mais recente relatório divulgado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (Unaids), no fim de 2012. O índice de novas infecções na Croácia está estabilizado em 1,7 para cada 100 mil habitantes. Na faixa etária entre 15 e 49 anos, a prevalência é inferior a 0,1%. No Brasil, considerando a população geral, a prevalência é de 0,3%.

A Aids também se encontra estabilizada em território brasileiro, onde a taxa de detecção gira em torno de 20 para cada 100 mil habitantes, o que representa cerca de 39 mil novos casos da doença ao ano.

Na Croácia, os primeiros casos foram registrados e passaram a ser monitorados em 1985. Aqui, os primeiros registros datam de 1982. Em ambos os países, as relações sexuais sem uso de proteção são a maior causa da infecção, que vem aumentando mais na parcela masculina de homens que fazem sexo com homens (HSH).

Das novas infecções na Croácia, 86% foram registradas entre pessoas do sexo masculino, sendo 65,3% atribuídas a homens que se relacionam com homens; 29,3% a relações heterossexuais e 4% a usuários de drogas injetáveis. Na capital Zagreb (com cerca de 780 mil habitantes), uma pesquisa revelou que a prevalência de casos de Aids na população de HSH é de 3%. Em São Paulo (mais de 11 milhões de habitantes), essa população responde por 15% dos casos da doença.

Desde 2010, dez serviços de saúde na Croácia fornecem testes gratuitos para o HIV. Segundo a política local, o teste para o vírus não pode, jamais, ser obrigatório e todas as doações de sangue são testadas desde a metade dos anos 80.

O país é bastante conservador e a Igreja Católica tem papel predominante na vida dos croatas. O programa de educação e saúde, que inclui algumas diretrizes de ensino sobre sexualidade nas escolas, foi cancelado pela Corte Constitucional em maio de 2013 sob alegação de que faltou debate público. Entretanto, em junho e julho do ano passado, o Ministério da Ciência, Educação e Esportes organizou o debate em alguns fóruns. Consequentemente, o programa, em versão levemente modificada, entrou no currículo das escolas em 2013/2014.

Mais números da Croácia.

• Mortes por aids desde 1985: 151
• Mulheres maiores de 15 anos vivendo com HIV: 350
• Cobertura do tratamento antirretroviral: 89%

Mais números do Brasil.

• Pessoas em tratamento antirretroviral: 340 mil
• Pessoas que têm HIV, mas desconhecem: 150 mil
• Mortes por Aids entre homens até 2012: 190.215
• Mortes por Aids entre mulheres até 2012: 75.371

Sobre a Croácia.

A Croácia é uma das repúblicas mais desenvolvidas da ex-Iugoslávia, cuja independência foi obtida por plebiscito no dia 25 de junho de 1991. O processo de independência desencadeou uma guerra civil com a minoria sérvia e levou a um forte movimento separatista na fronteira com a Bósnia.

A economia é impulsionada pela concentração de indústrias têxteis, químicas e mecânicas na cidade de Zagreb. Outros destaques são as siderurgias e petroquímicas.

O turismo é outra importante fonte de receita. A Croácia tem 1.135 ilhas e um litoral de 5.789 quilômetros, além de cidades milenares, como Dubrovnik (considerada patrimônio da humanidade), as ruínas gregas e romanas e o Palácio de Diocleciano, construído no fim do século III para ser o retiro do imperador romano. O país recebe cerca de 8 milhões de visitantes por ano, conforme dados do Ministério da Cultura da Croácia.

O país ocupa o 47º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que reúne 182 países. Os serviços de saneamento ambiental são destinados a 98% das residências do país, fato que se reflete na baixa taxa de mortalidade infantil: 6 óbitos a cada mil nascidos vivos. Entretanto, o grande problema nacional é a reconstrução da infraestrutura das regiões destruídas durante a invasão dos sérvios.

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