FONTE: Alex Ferraz, TRIBUNA DA BAHIA.
O aumento na demanda é a principal causa, mas a
falta de qualificação também é um risco.
Em 10
anos, o Superior Tribunal de Justiça (TSJ) registrou um aumento 1.600% nos
processo por erros médicos no Brasil. A revelação foi feita em congresso
realizado no ano passado, no Rio Grande do Sul. A informação faz parte de um
estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética
(Anadem). “Não houve nenhuma outra pesquisa tão profunda e tão pormenorizada
perante os tribunais brasileiros em nenhuma outra temática jurídica. Trata-se
de um estudo inédito e completíssimo. Não se trata de uma amostragem. É a
radiografia real e completa de todos os processos julgados a propósito do
tema”, destaca o advogado e presidente da Anadem, Raul Canal.
Na
Bahia, médico Otávio Marambaia, membro do Conselho Federal de Medicina e do
Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), admite que o número
de ocorrências de erros médicos realmente tem crescido, como em todo o País,
notadamente nos ramos da cirurgia plástica e da obstetrícia, especialidades que
seriam as que mais registram ocorrências.
Em
relação à cirurgia plástica, Marambaia não tem dúvida em afirmar que o
crescimento de situações consideradas como erros médicos cresce na proporção
direta do aumento do número de cirurgias.
Para
dar um exemplo da quantidade de cirurgias plásticas feitas no País, Marambaia
diz que “o Brasil só perde para os Estados Unidos em números deste tipo de
cirurgia.” Ele explica que a crescente procura por cirurgia estética no País
“deriva da cultura moderna do culto ao corpo, entre outros fatores. As pessoas
buscam corrigir problema estéticos – ou problemas que elas pensam existirem –
através da cirurgia.
ÉTICA.
O médico lembra ainda que acontece, não raro, o resultado ser excelente
mas ainda assim o paciente ficar insatisfeito. Questionado sobre se os
cirurgiões podem desaconselhar uma cirurgia, ele diz que sim e faz questão de
frisar que “não são os cirurgiões plásticos que incentivam à cirurgia, são as
pessoas que procuram cada vez mais.”
Marambaia
destaca que a cirurgia plástica brasileira é de “excelente qualidade” e
corrobora isso apontando um número cada vez maior de estrangeiros que vêm ao
País para serem operados.
Quanto
à forma mais segura de o candidato a uma cirurgia (não só plástica, inclusive,
como também não só para cirurgias) checar a qualidade do profissional a ser
procurado, ele acha que ainda o velho e conhecido método da recomendação:
“Aconselhamos que procure alguém – amigo, parente etc. – que já tenha se
operado com aquele profissional e questione sobre os resultados.”e ser letal
para o trabalhador.
Nem só no Brasil...
Embora em nosso país os números negativos costumem
ser sempre muito maiores do que no chamado Primeiro Mundo, nem só aqui ocorrem
erros médicos chocantes. Vejam, por exemplo, este caso, registrado em 2013, na
Inglaterra e noticiado no Brasil pela Record:
“A jovem Rosie Kremer, de 24 anos, teve uma morte triste e dramática na Inglaterra e agora a mãe luta por justiça. Seis horas depois de dar à luz, a jovem morreu por causa de um tumor cerebral, porém os médicos haviam diagnosticado que a mulher sofria apenas de dor de ouvido. As informações são do jornal Daily Mail.”
“A jovem Rosie Kremer, de 24 anos, teve uma morte triste e dramática na Inglaterra e agora a mãe luta por justiça. Seis horas depois de dar à luz, a jovem morreu por causa de um tumor cerebral, porém os médicos haviam diagnosticado que a mulher sofria apenas de dor de ouvido. As informações são do jornal Daily Mail.”
“De
acordo com a publicação, a mãe da jovem disse que sua filha fez vários exames
que apontaram que ela tinha uma "pressão craniana".
“Apesar
de todos os seus sintomas ninguém diagnosticou o tumor. O cuidado que ela
recebeu foi terrível. Ela foi mandada para casa duas vezes. O problema de Rosie
não começou de um dia para o outro. Durante os últimos dois meses de vida, ela
passou por 23 médicos que falavam que sua grande dor de cabeça era apenas uma
infecção no ouvido.”
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