FONTE: Yuri Abreu, TRIBUNA DA BAHIA.
Mais de 90% no aumento no número de casos de
dengue no estado em relação ao mesmo período do ano passado.
Mais de
90% no aumento no número de casos de dengue no estado em relação ao mesmo
período do ano passado. Além disso, desde quando foi descoberto o primeiro caso
de chikungunya na Bahia, em setembro de 2014, já foram registrados mais de
cinco mil casos da doença até a última quinta-feira, dia dois de abril. Só este
ano, 2531 casos foram notificados pela Secretaria de Saúde do estado da Bahia
(SESAB).
Com o
objetivo de prevenir e controlar as duas doenças, profissionais da área de
saúde de diversos municípios baianos participaram, na manhã de ontem, de uma
reunião que debateu o plano de enfrentamento, tanto da dengue, quanto da
chikungunya. O evento aconteceu no Instituto Anísio Teixeira (IAT), que fica na
Avenida Paralela, em Salvador. Além dos presentes ao auditório, outras cidades
como Teixeira de Freitas, Jacobina e Bom Jesus da Lapa participaram através de
videoconferência.
“Estamos
discutindo hoje com toda a Bahia o surto de dengue e chikungunya em todo o
estado. Além disso, vamos discutir propostas para controle deste surto e dessa
epidemia. Temos aqui conosco 28 municípios que são sedes das diretorias
regionais da educação (Direcs) e convidamos também municípios e as bases dos
núcleos regionais de saúde”, contou a Superintendente de Vigilância da Saúde da
Sesab e uma das organizadoras do encontro, Ita de Cácia Aguiar Cunha.
Segundo
ela, a chikungunya está mais restrita na região centro-leste do estado, em
cidades como Feira de Santana e Riachão do Jacuípe, além de Ribeira do Pombal,
mais ao nordeste, e em outros municípios que estão notificando, porém, em
número menor. Já a dengue está mais disseminada em grande quantidade em cidades
como Itabuna, Ilhéus, Jequié e Salvador.
“Além
dessas duas, estamos com um surto de uma doença eczantemática que começou por
Camaçari, mas também já está em cidades do sul do estado. No entanto, a gente
não conseguiu identificar que doença é essa. Ela pode ser uma forma diferente
da dengue, mas ainda estamos fazendo pesquisas em laboratório para definir o
vírus que está causando essa doença”, destacou Ita.
Essa
doença é caracterizada como uma espécie de erupção na pele parecida com a do
sarampo. Os sintomas no paciente são de febre baixa, manchas no corpo e
coceira. Em alguns casos também pode gerar um edema nas mãos. Mas, segundo a
superintendente, a falta de identificação desta doença se deve ao fato de os
testes realizados até então terem dado negativo, tanto para dengue, quanto para
chikungunya, apesar dela também ter grandes chances de ser transmitida pelo
aedes aegypt.
Controle.
No entanto, ações para combater o aumento de casos das duas enfermidades já
estão sendo realizadas. Começando pelo controle na reprodução do mosquito
transmissor da dengue e da chikungunya. “Em primeiro lugar, precisamos
controlar os vetores ao redor da nossa casa e o poder público controlar os
criadouros de mosquito nas áreas públicas”, comentou Ita. O governo do estado
já aprovou, junto aos Conselhos Municipais de Saúde, uma operação para fazer o
controle das doenças.
Nesse
caso, o estado entra com um incentivo financeiro para ajudar esses municípios,
além de fornecer os insumos necessários para o controle do mosquito e o envio
de técnicos para o combate do mosquito transmissor. Por outro lado, as próprias
cidades entrariam com suas equipes para fazer o trabalho de campo do controle
do aedes aegypt e também dar a assistência médica necessária.
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