Kelma Badeira Maia,
36 anos, chegou a denunciar que também foi vítima de preconceito por conta de
tatuagem no braço.
Uma empresária de 36 anos disse ter sido humilhada ao ser
impedida de entrar em um hospital no Acre por conta do vestido que usava.
O caso aconteceu no último sábado (5). Kelma
Badeira Maia havia ido visitar a cunhada, que havia dado à luz no dia anterior,
no hospital Santo Julina. Ao tentar entrar na unidade, no entanto, foi
informada que não poderia pois não estava com trajes adequados.
Kelma, que chegou a gravar um vídeo na porta do hospital
para denunciar o caso, também tirou fotos com o vestido, que fica um pouco
acima do joelho. Ela chegou a denunciar que também foi vítima de
preconceito. "Como eu tenho tatuagem no braço, o rapaz da recepção
não parava de me olhar de cima a baixo. Ele achou que eu era uma
marginal", disse em entrevista ao G1 Acre.
Segundo ela, outras pessoas entraram normalmente no
hospital usando bermudas, vestidos, saias e shorts. "Eu estava com um
vestido, que não era curto, o que me deixou mais indignada ainda e fui
extremamente humilhada, porque não me deixaram entrar. Me disseram que eu não
estava em trajes adequados", contou.
Ainda de acordo com Kelma, apesar de ter pedido uma
declaração para os atendentes da recepção para comprovar que havia sido
impedida de entrar no hospital, os funcionários se negaram a dar o documento.
Por ter filmado a situação, ela foi expulsa do hospital. Ela conta que o
atendente chegou a pegar seu celular caso ela não parasse de gravar.
A empresária disse que vai entrar com uma ação judicial
contra o hospital por ter sido humilhada. Até o início da tarde da
terça-feira (8), a unidade não havia se pronunciado sobre o caso, nem
confirmado se é de fato proibida a entrada de mulheres trajando vestidos na
unidade.

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