quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

BAHIA TEM 150 CASOS SUSPEITOS DE MICROCEFALIA EM 2015...

FONTE: Acorda Cidade, TRIBUNA DA BAHIA.


De acordo com informações da Sesab, entre os 150 casos, foram notificados seis óbitos, sem a informação referente ao perímetro cefálico.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informa que, em 2015, até o dia 3 de dezembro, foram notificados 150 casos suspeitos de microcefalia - são 86 confirmados, com perímetro encefálico igual ou menor que 32 centímetros, e 64 notificações sem quaisquer informações sobre o perímetro encefálico.
Esse critério segue os novos padrões adotados pelo Ministério da Saúde, no dia 4 deste mês, em consonância com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
De acordo com informações da Sesab, entre os 150 casos, foram notificados seis óbitos, sem a informação referente ao perímetro cefálico. As mortes ocorreram nos municípios de Salvador (1), Itapetinga (1), Olindina (1), Tanhaçu (1), Camaçari (1) e Itabuna (1),
Os municípios que concentram maior número de notificações, com indicativo do perímetro encefálico menor ou igual a 32 centímetros, são Salvador (53), Lauro de Freitas (4) e Camaçari (3). Estes números não incluem os casos notificados sem o indicativo do perímetro.
A suspeita, notificação e registro de microcefalia são fundamentais para o processo de investigação - visando identificar as prováveis causas - e o acompanhamento da evolução dos casos.
Todos os casos que se enquadram na definição do Ministério da Saúde devem ser comunicados imediatamente (até 24h) pela equipe do estabelecimento de saúde, onde foi realizado diagnóstico, por meio do formulário de notificação de ocorrência de microcefalia disponível no endereço RespSaúde.
Reunião em Brasília.
O titular da Sesab, Fábio Vilas-Boas, participa de uma reunião em Brasília, nesta quarta-feira (9), com o objetivo de alinhar as estratégias com os demais estados brasileiros, ação similar que a Secretaria da Saúde do Estado realizou junto à região Nordeste.
Na oportunidade, os secretários de Saúde irão unificar as estratégias de modo a encaminhar as demandas em bloco para o Ministério da Saúde.
Entre as propostas da Bahia estão a liberação de verba suplementar do governo federal, da ordem de R$ 15 milhões, para as ações de intervenção e contenção do processo epidêmico, além de fornecimento emergencial do suprimento de larvicidas e adulticidas (um tipo de inseticida).
Outra proposta é a agilização dos resultados dos exames laboratoriais enviados ao Instituto Evandro Chagas (IEC), laboratório de referência para Zika, até a implantação da técnica no Laboratório Central de Saúde Pública Profº Gonçalo Moniz (Lacen), na Bahia.
Os recursos servirão ainda para aquisição de novos pulverizadores costais, testes rápidos para diagnóstico de dengue e chikungunya, e ampliar o projeto do Aedes transgênico, no município de Juazeiro.
Combate ao mosquito.
Desde o início de 2015, o Governo da Bahia vem implementando uma série de ações para o combate ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, zica e chikungunya.
Outra iniciativa de destaque é o desenvolvimento de um teste rápido que, por meio de smartphone com GPS, permite o georeferenciamento (Google Maps) dos casos, a fim de controlar rapidamente os surtos.

O resultado do teste sai em apenas 20 minutos enquanto que o método utilizado antes demorava até 60 dias. Os primeiros municípios a dispor do teste rápido, iniciativa inédita no País, foram Feira de Santana, Riachão do Jacuípe e Ribeira do Pombal.

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