FONTE: Ma. Vanessa dos Santos, (biologianet.uol.com.br).
Ao optar por não terem filhos, muitos casais
recorrem a métodos cirúrgicos para evitar a gravidez. Entretanto, na maioria
dos casos, o que vemos são mulheres se submetendo à laqueadura e poucos homens
realizando vasectomia.
A vasectomia, apesar de ser um
procedimento simples, enfrenta muitos preconceitos por parte dos homens,
que muitas vezes preferem incentivar a parceira a realizar o procedimento de
esterilização. O medo está principalmente ligado à desinformação e ao
preconceito.
O principal ponto de temor dos homens está no mito
bastante enraizado de que a vasectomia provoca impotência sexual. Essa
ideia não é verdade, pois o homem continuará tendo ereções e ejaculando,
entretanto, o líquido não apresentará espermatozoides. Vale destacar, no
entanto, que muitos homens ficam abalados psicologicamente após o procedimento,
o que afeta diretamente a capacidade de ereção.
A vasectomia é uma cirurgia que se baseia
no corte dos canais deferentes, que são ductos que levam os
espermatozoides até a uretra. Feito esse corte, as extremidades são então
bloqueadas e o espermatozoide não consegue se juntar ao restante do sêmen, que
é eliminado sem o gameta masculino.
A cirurgia é feita utilizando-se anestesia local
e os cortes realizados no escroto são bem pequenos. É importante que os
homens saibam que em nenhum momento o procedimento é realizado na região do
pênis, que não sofre nenhum corte. É recomendado que, após a cirurgia,
o homem descanse por pelo menos dois dias e não mantenha relações sexuais nesse
período.
Durante os primeiros 60 dias após a cirurgia,
recomenda-se a utilização de outros métodos
para evitar a gravidez. Após esse período, deverão ser realizados também
espermogramas para avaliar se a cirurgia foi realizada com sucesso e o sêmen
não apresenta espermatozoides.
A vasectomia é bastante segura e possui
índice de falha de 0,9 a 2,0%. Normalmente as mulheres que engravidam
de seus parceiros após o procedimento não obedeceram à recomendação de uso de
proteção contra a gravidez. Além da alta eficiência, a vasectomia apresenta
outras vantagens como método contraceptivo, tais como a ausência de grandes
efeitos colaterais e a diminuição da responsabilidade da mulher no que diz
respeito à proteção contra a gestação.
Vale destacar que, apesar de ser considerado um
método contraceptivo definitivo, a cirurgia pode ser revertida em um
procedimento chamado de vasovasostomia. Entretanto, essa técnica é
delicada e, quanto maior o tempo entre a vasectomia e a cirurgia de reversão,
menores são os índices de sucesso. A reversão é comum, por exemplo, em homens
que pretendem iniciar uma nova família a partir de um novo casamento ou então
em razão do desejo da parceira de ter um novo filho. O arrependimento da
cirurgia é maior em homens que realizaram o procedimento antes dos 30 anos de idade.
Atenção: A vasectomia não protege
contra doenças
sexualmente transmissíveis.
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