Observar
a aparência da língua é importante para avaliar possíveis alterações que
aparecem primeiro na boca. A seguir, entenda o que é normal e o quais sinais
indicam doenças na língua:
O que sua
língua diz sobre você?
O
dentista Fábio De Abreu Alves, presidente da Câmara Técnica de Estomatologia do
Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), afirma que a língua pode
manifestar sintomas referentes a inúmeras doenças que tem origem na própria
boca ou em outros locais do organismo.
"Algumas
doenças podem ser suspeitadas por alterações da língua, como anemias e
imunidade baixa”, explica o doutor.
Como é a
língua saudável?
Rosa e macia.
A
língua deve ter cor rósea, ser macia e apresentar relevos espalhadas pelo dorso
e lateral, que são papilas e botões gustativos que nos permitem sentir o gosto
dos alimentos.
Contudo, outras variações benignas também
são observadas:
Língua rachada.
Ter
fissuras na língua não traz consequências graves pois é fruto de uma
característica individual da mucosa. Apesar disso, é necessário ter cuidado
redobrado com a higiene a fim retirar resíduos que possam se acumular nas
fendas.
Língua geográfica: manchas
avermelhadas e lisas.
Ter
manchas vermelhas na língua também é frequente e não representa grandes
alterações. "É fruto da falta de papilas gustativas, que podem migrar ou
se formar novamente", afirma o médico.
Contudo,
a alteração pode trazer algum desconforto no consumo de alimentos cítricos ou
picantes.
Quando a aparência da
língua indica problemas de saúde?
Língua esbranquiçada ou amarelada.
Geralmente,
a língua áspera com coloração branca ou amarelada é sinal de acúmulo de
células mortas, micróbios e restos de alimentos.
Para
resolver essa alteração, basta redobrar a higiene e escovar bem o dorso da
língua, hábito que também evitas mal hálito.
Ainda
por cima, o otorrinolaringologista Eduardo Dolci afirma que a língua branca também pode ser fruto de candidíase na boca, conhecida
popularmente como sapinho.
Língua marrom.
Língua
amarronzada é fruto do consumo excessivo alimentos com pigmentação escura, como
café e chás. Neste caso, também podem ser observadas estruturas semelhantes a
pelos que, na verdade, são papilas gustativas aumentadas.
Porém,
se após alguns dias de escovação a anormalidade não sair, pode ser indício de
imunidade suprimida, geralmente pelo uso de drogas, doenças ou medicamentos.
Língua com marca de dentes.
Secura
e gosto de ferro na boca são fruto de diversas doenças, como diabetes,
ansiedade, desidratação, bronquite e dengue.
Como
a boca fica ressecada, esse sinal costuma vir acompanhado de marcas de dente na
mucosa. “A falta de lubrificação pela saliva faz com que a língua fique grudada
nos dentes, fazendo um molde da lateral na borda da língua”, explica o dentista
Fábio De Abreu Alves.
Nestes
casos, o ideal é buscar auxílio médico para avaliar a causa da secura ou gosto
alterado no paladar.
Língua muito vermelha.
Pode
ser sinal de alterações que causem atrofia das papilas gustativas, como
carência de vitaminas, anemia por falta de vitamina B12, anemia por
deficiência, diabetes e candidíase na boca.
Língua com aftas.
As
aftas são lesões doloridas que cicatrizam em até 15 dias. Na língua, costumam
atingir as bordas e o ventre.
As causas de afta incluem baixa imunidade, bulimia, deficiência
nutricional, desidratação, diabetes, doença de Crohn, estomatite, refluxo,
intolerância alimentar, medicamentos, prisão do ventre, traumas e TPM.
Língua com feridas, caroços,
úlceras.
Diferente
das aftas, feridas que não saram são sinal de que algo não vai bem com a saúde.
Podem indicar problemas como herpes e câncer de boca. Busque um médico se notar
feridas que não cicatrizam em 15 dias.
O que fazer?
O
especialista que cuida da língua é o estomatologista. Ele é qualificado para
analisar a aparência e lesão da mucosa e avaliar se há ou não necessidade de
tratamento.
“É
importante entender que algumas alterações são normais e relativamente comuns,
como língua rachada e geográfica, mas as demais orientações devem ser
analisadas por um médico, especialmente as úlceras endurecidas e que não
cicatrizam”, esclarece o médico Fábio De Abreu Alves.
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