sábado, 2 de dezembro de 2017

NOVA PESQUISA TRAZ NOVAS DESCOBERTAS SOBRE CAUSAS DO AUTISMO...

FONTE:Redação, https://www.msn.com

Um estudo revelado neste mês de novembro pela Faculdade de Medicina da Universidade de Washington de St. Louis traz novas informações para o entendimento do autismo enquanto condição clínica.

Encabeçado pelo pesquisador Azad Bonni, chefe do Departamento de Neurociências da universidade, o estudo revela que o autismo estaria diretamente relacionado à ocorrência de conexões cerebrais - as chamadas sinapses - em excesso.

"Um número aumentado de sinapses cria uma 'falta de comunicação' entre os neurônios no cérebro em desenvolvimento que se correlaciona com as diferença na aprendizagem", afirma Bonni.

Ou seja, a pesquisa sugere que o cérebro de pessoas do espectro autista possui sinapses demais. E, ao contrário do que se pode supor, esse aumento induz a ruídos ou ausência de uma comunicação efetiva do cérebro.

"Você pode tender a pensar que aquele que tem mais sinapses faria um melhor trabalho, mas não parece ser o saco. O número aumentado de sinapses cria uma falha de comunicação entre os neurônios, contribuindo para prejuízos na aprendizagem".


O estudado foi publicado em novembro e ajuda a compreender melhor os antecedentes deste transtorno tão complexo do ponto de vista biológico.

A pesquisa explica também a relação do autismo com a ubiquitina, uma proteína presente nas células e com função reguladora. Alguns pesquisadores defendem que, em indivíduos do espectro autista, ocorre uma mutação genética que impede o funcionamento correto da ubiquitina.

Para compreender o que leva a essa mutação, cientistas da Universidade Washington removem o RNF8 (um gene de ubiquitina) em neurônios do cerebelo (umas das áreas cerebrais afetadas pelo autismo) em camundongos.

A conclusão foi que, nos ratos em que faltava o gene, houve uma tendência ao aumento das sinapses. Isso fez com que sua capacidade de aprender fosse afetada consideravelmente. Tais camundongos tinham 50% mais sinapses do que seus pares que tinham seu gene RNF8 intacto.

O que se sabe é o que o autismo é uma condição neurológica que afeta uma em cada 160 indivíduos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Suas implicações podem incluir distúrbios sensoriais, atrasos na linguagem e dificuldade de interação social.

Não há um consenso quando se trata de explicar as causas da condição, mas, em geral, entende-se que há um aspecto genético envolvido, embora fatores socioambientais também possam interferir para o transtorno.


Para quem lê em inglês e tiver interesse em se aprofundar mais no assunto, é possível ler mais informações sobre a pesquisa aqui.

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