A sororidade
é um dos principais conceitos do feminismo e tem como peça-chave a aliança das
mulheres entre si, à base de empatia e solidariedade, para viverem em uma
sociedade mais igualitária, do ponto de vista de gênero. Isso significa se
comover com o drama de outras mulheres de repercussão na imprensa e nas redes
sociais, como o da mulher
russa assediada por brasileiros na Copa? Sim. Mas, também, de
ter um olhar mais humano e menos crítico para toda e qualquer mulher. Para
incluir sororidade na sua vida, pratique as dicas a seguir:
1. Não julgue a mulher
que pensa ou age diferente de você.
Se uma mulher optou por
uma profissão
que você nunca teria, prefere
ser dona de casa,
fala de uma forma diferente da sua,
educa os filhos de um jeito que você não concorda ou
adota roupas ou penteados que não têm nada a ver com seu estilo, nada de
revirar os olhos. Entenda, respeite. Cada mulher tem o direito de ser o que
quiser. Tente aceitar que outras mulheres façam escolhas diferentes das suas e
isso engloba tudo. Não faça comentários maldosos e esquive-se de julgamentos
que têm a ver apenas com a sua perspectiva das coisas.
2. Lembre-se que a
outra é uma irmã, não uma rival.
Não repita a ideia machista
de que mulheres são rivais. Não
é verdade. Você não precisa se comparar ou competir com
outras mulheres para ter seu valor. Quando uma mulher fica se comparando com a
outra, esquece que juntas podem ser mais fortes e se apoiar. A competição
feminina só serve para tornar qualquer mulher uma presa fácil para o machismo.
Juntas, todas se tornam mais fortes.
3. Ouça quem tem
opiniões diferentes.
Uma boa prática para
inserir a sororidade no dia a dia é buscar conhecer um pouco mulheres de outras
culturas, de crenças distintas, de faixas etárias ou classes sociais
diferentes. Você não só vai entender melhor os pontos de vista alheios como
terá a chance de aprender com elas. A troca vai ser enriquecedora.
4. Apoie o trabalho
feminino.
O mercado de trabalho
ainda é muito
desigual. Quando uma mulher emprega, incentiva, consome e/ou
divulga o trabalho de outra, ela cresce, tem
novas oportunidades. O Facebook é um campo fértil de grupos
de compras e de trocas de serviços feministas exclusivas para as mulheres. Com
isso, você pode ajudar desde novas empreendedoras
até quem está pensando em se dedicar a um trabalho diferente para ficar mais
tempo com os filhos. Além do mais, empresas
com mulheres na liderança lucram mais.
5. Elogie.
E faça isso não só com
as mulheres do seu círculo social ou profissional. Que tal elogiar
verdadeiramente uma desconhecida no ponto de ônibus ou na fila do banco? A
sociedade, de modo geral, cobra demais das mulheres e espera que elas sejam
perfeitas em todos os papéis: mãe, profissional, esposa, irmã, avó etc. Muitas
dão tudo de si e ainda se sentem incomodadas por sempre deixar algo por fazer
ou acharem que não estão conseguindo dar conta. Um elogio sincero quebra essa
angústia, eleva a autoestima e dá forças para seguir em frente.
6. Ofereça e peça
apoio.
Não se trata de ser
contra os homens, menos ainda de odiá-los, mas de desenvolver espírito de
irmandade com o sexo feminino. Preste atenção: tente perceber quando uma mulher
está precisando de ajuda e coloque-se à disposição. Isso inclui desde um
simples bate-papo até perceber uma situação de risco, como ver uma mulher
caminhando sozinha na rua à noite em local ermo. E solicite ajuda, também; não
tenha receio de se mostrar vulnerável.
7. Livre-se de crenças
antigas.
Mande às favas ditados
arcaicos como "Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher".
Claro que mete, sim, ainda mais se você desconfiar de que uma amiga ou uma
vizinha pode estar vivenciando uma situação abusiva em casa. Comece a ignorar,
também, ideias que possam limitar as escolhas e os caminhos das futuras
gerações, como "mulher é melhor em Humanas do que em Exatas" ou
"essa profissão é coisa de homem". Incentive filhas, sobrinhas ou
adolescentes com quem convive a lutar pelos seus sonhos, não importa de que
tamanho sejam.
8. Evite comentários
desdenhosos.
Jamais faça ou aceite
comentários desrespeitosos em relação às outras mulheres. Não permita que uma
mulher seja, de qualquer forma, menosprezada ou ridicularizada. Seja solidária
e repudie palavras ofensivas ou xingamentos que exponham qualquer mulher.
Afinal, você é uma delas, certo?
*** FONTES: Izabel
Failde, psicóloga organizacional e consultora de desenvolvimento pessoal e
autoliderança, de São Paulo (SP); Mônica Bayeh, psicóloga clínica e
psicoterapeuta, do Rio de Janeiro (RJ); Morgause Lisetta, psicóloga junguiana,
idealizadora e coordenadora do Espaço Inanna, em São Paulo (SP), facilitadora
de Círculos de Mulheres e iniciada em Magia Natural; Paloma Afonso Martins,
psicóloga e escritora no blog Conversa entre Marias, e Suely Buriasco,
mediadora de conflitos e coach, de São Paulo (SP).


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