As
principais causas dos acidentes são provocados pela desatenção e a não
observância das regras de trânsito.
O pedestre é a segunda
maior vítima de acidentes no trânsito, e as principais causas dos acidentes são
provocados pela desatenção e a não observância das regras de trânsito, como
atravessar quando o sinal estiver fechado, utilizar as passarelas e evitar
fazer a travessia pelo meio da via.
De acordo com dados
disponíveis no site da Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador),
o número de atropelamentos no ano passado foi inferior a 2016, com redução de
964 para 871, o que representa queda de quase 10%.
Para o especialista em
trânsito, instrutor Roque Pedreira, se as determinações feitas pelo Conselho
Nacional de Trânsito (Contran) fosse seguidas à risca, o número de acidentes
seria muito menor.
“Hoje em dia temos
muitas passarelas, muitas mesmos. E sinaleiras, em sua maioria, novas e de
tecnologia avançada. O que provoca acidente é a desatenção de pedestres e
motoristas. O pedestre insiste em ignorar a passarela e se arriscar entre os
carros, por achar que é mais rápido. Pode até ser [mais rápido], mas com
certeza não é mais seguro. E o motorista erra porque está sempre com pressa
para chegar a lugar nenhum. Sinal amarelo já é para reduzir e parar, não é para
correr e avançar”, opinou em entrevista à Tribuna da Bahia.
Segundo informações da
Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), existe 40 passarelas
espalhadas pela cidade. Entre elas está a passarela Chame-Chame, que
possibilita a travessa entre as proximidades do Shopping Barra e o Victória
Center, na Avenida Centenário, e é uma das rejeitadas frequentemente pelos
transeuntes.
Funcionária de uma das
lojas do shopping, Fernanda Lopes, 25, passa pelo equipamento quase todos os
dias, mas não da forma que deveria.
"É errado, mas na
minha opinião que faltou logística. Há um bom tempo colocaram sinaleira,
enquanto reformava a passarela. Foi muito melhor e mais prático. Acho que
passarela deveria ser mais implantada em avenidas de muito movimento, como na
Paralela, que tem lugar que andamos muito para conseguir atravessar. Aqui na
Barra o trânsito é lento, a gente passa sem dificuldade. É mais erro da falta
de sinaleira, que dá mais agilidade, do que das pessoas que não usam [a
passarela]”, justificou Fernanda, que também é universitária e cursa ciências
contábeis.
Acidentes de
trânsito.
A Avenida Luís Eduardo
Magalhães, popularmente conhecida como Avenida Paralela, concentra o maior
número de acidentes de trânsito, de acordo com a Transalvador. Somente nos
cinco primeiros meses deste ano, 100 acidentes que resultou em quatro pessoas
mortas foram registradas. Em segundo lugar está a Avenida ACM, com 79 registros
de acidentes durante o mesmo período.
Quase metade da frota
de veículos da capitam baiana transitam por essas avenidas. E, na maioria das
vezes, os acidentes são também por falta de atenção e desobediência das regras.
Entre as principais estão a mistura do álcool com direção e o exagero do pé no
acelerador.


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