A
estratégia prevê a redução das etapas para o diagnóstico da doença e a
ampliação da testagem em grupos considerados prioritários.
Em meio às queixas de
associações sobre falta de medicamentos para atender novos pacientes, o
Ministério da Saúde anunciou ontem (5), o lançamento de um plano para eliminar
a hepatite C até 2030. A estratégia prevê a redução das etapas para o
diagnóstico da doença e a ampliação da testagem em grupos considerados
prioritários (como pessoas vivendo com HIV/aids, pacientes que fazem diálise,
usuários de drogas e bebês de mães que têm hepatite C).
A previsão é atender 50
mil pacientes por ano até 2024 a partir do ano que vem. Este ano, seriam
entregues tratamentos para 19 mil pacientes. O quantitativo para 2018 agora
anunciado pelo ministério, no entanto, é bem menor do que havia sido divulgado
em 2017. No ano passado, a pasta já havia firmado o compromisso de ofertar pelo
menos 50 mil tratamentos anuais, começando em 2018.
Números.
Segundo reportagem da
Agência Brasil, no ano passado, foram identificados 24.460 pacientes com
hepatite C. No ano anterior, foram confirmados 28.397 casos. A queda é
atribuída à melhora na qualidade de banco de dados. A doença é mais comum em
pessoas com mais de 40 anos e pode provocar cirrose e câncer.
A taxa de transmissão
de casos de hepatite A dobrou em 2017, quando comparada a 2016. No ano passado,
foram 2.086 casos. Também em 2017, o Brasil registrou 13.482 casos de hepatite
B, menos do que os 14.702 comunicados em 2016.


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