FONTE: Danilo Lavieri, Dassler Marques, João Henrique Marques, Pedro Ivo Almeida e Ricardo Perrone, Do UOL, em Kazan (Rússia), https://esporte.uol.com.br
Depois de dizer que a
eliminação na Copa do Mundo de 2018 foi mais “difícil” que o 7 a 1 em 2014,
Paulinho embarcará neste sábado (8) para Barcelona, na Espanha. A tendência é
de que acerte seu retorno para o futebol da China.
O Guangzhou Evergrande,
seu ex-clube, tenta repatriá-lo um ano depois da saída. “Ainda não conversei
com o meu representante. Saindo daqui vou encontrar com ele em Barcelona, ver o
que realmente tem de concreto e provavelmente defino o meu futuro nos próximos
dias”, disse Paulinho após a derrota para a Bélgica.
O time chinês deve
oferecer ao meia de 29 anos o dobro do que ele costumava receber na primeira
passagem pelo Guangzhou, valor que girava entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões
por mês. Pessoas ligadas a Paulinho dizem que o "caminhão de
dinheiro" oferecido é irrecusável.
O estafe do atleta já
vinha conduzindo a negociação e aguardava o fim da participação do Brasil na
Copa. Com a derrota para a Bélgica e a consequente eliminação nas quartas de
final, a chance de Paulinho fazer o caminho de volta para a China é ainda mais
considerável.
Os valores envolvidos
são superiores aos 40 milhões de euros pagos pelo Barcelona há um ano. Durante
a preparação e a disputa da Copa do Mundo, Paulinho, em algumas entrevistas,
foi questionado por jornalistas chineses sobre a passagem pelo Guangzhou e
sempre falou com carinho a respeito do país asiático.
O que deixou Paulinho
satisfeito pela passagem de dois anos pela China, principalmente, foi a
oportunidade de jogar, ser bicampeão nacional, recuperar a confiança e voltar à
seleção brasileira.
A negociação entre os
clubes ocorre com anuência de Paulinho, que também considera um sucesso a
experiência ao lado da mulher na China. Além de Talisca, recentemente adquirido
por empréstimo, o Guangzhou tem os também brasileiros Ricardo Goulart e Alan.

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