Qual a situação atual
do País em relação ao sarampo?
O Brasil tem cerca de 1,9 mil casos suspeitos de sarampo e
mais de 470 confirmados. A maior parte foi registrada nos
Estados de Amazonas e Roraima. Há também sete casos confirmados no Rio Grande
do Sul. O surto preocupa ainda o Rio. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde,
17 casos são investigados. São Paulo registrou em abril um caso confirmado de
sarampo - mas de uma pessoa que contraiu a doença em viagem ao Líbano. O Estado
não tem até agora casos autóctones.
Quais os sintomas da
doença?
Os sintomas do sarampo
são febre alta, acima de 38,5°C; exantema (erupções cutâneas vermelhas); tosse;
coriza; conjuntivite e manchas brancas que aparecem na mucosa bucal de 1 a 2
dias antes do aparecimento do exantema.
O sarampo pode matar?
Sim. Complicações
infecciosas decorrentes do sarampo podem levar à morte, particularmente em
crianças desnutridas e menores de um ano de idade.
Qual a forma de prevenção?
Como é uma doença
extremamente contagiosa, a única forma de se prevenir é com a vacinação, que
deve ser aplicada em duas doses: uma aos 12 meses e a outra, aos 15 meses. Em
2016, o Brasil foi considerado livre do sarampo e busca manter essa certificação.
Qual a situação da
vacinação no País?
Apesar da importância
da vacinação, a cobertura vacinal contra o sarampo tem caído no Brasil. Em
2017, a segunda dose da vacina havia atingido 71,6% do público-alvo no Brasil.
Apenas o Estado do Ceará atingiu imunização superior a 95% - meta do Ministério
da Saúde e preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em São Paulo, a
cobertura da segunda dose (tetra viral) é de 67,9%. Já a cobertura da tríplice
viral é de 74,3%.
Por que a cobertura
está baixa?
Segundo especialistas e
autoridades ligadas à saúde, há baixa adesão da população às campanhas. Eles
apontam como motivo a falsa sensação de que o problema estava erradicado.
Quem deve se vacinar?
A primeira dose deve
ser dada a crianças de 12 meses de idade. Já a segunda, a crianças de 15 meses
(1 ano e 3 meses). Gestantes, crianças com menos de 6 meses e
imunocomprometidos não devem receber a dose. A gestante deve esperar para ser
vacinada após o parto.
Adultos estão livres da
doença?
Não. E adultos na faixa
de 30 anos devem, especialmente, ficar atentos. Isso porque, no passado, a
vacinação era feita aos 9 meses e em apenas uma dose. Portanto, eles devem
procurar o serviço de saúde para atualizar a caderneta de vacinação. “Todos têm
de saber o seu passado de vacinação e, na dúvida, se vacinar. Não tem
overdose”, explica Flávia Bravo, presidente da Sociedade Brasileira de
Imunizações (Sbin-RJ).


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