O UFC se despediu do
Brasil neste ano com o evento em São Paulo no último sábado, 16. Nele, o show
foi de Charles do Bronx, que ganhou por nocaute de Jared Gordon, levantando os
10.344 torcedores que lotaram o ginásio do Ibirapuera. Já Mauricio Shogun
empatou com Paul Craig e Ronaldo Jacaré foi superado por Jan Blachowicz.
Segundo David Shaw,
vice-presidente sênior do UFC, o ano de 2020 terá a mesma configuração de
eventos no Brasil. "Teremos um pay-per-view e dois Fight Night. Ainda não
definimos os locais, mas sempre queremos estar em São Paulo, então estamos
vendo a situação do Ibirapuera. Nossa ideia é ir para as grandes metrópoles,
mas também para cidades menores onde nunca estivemos", disse em entrevista
ao Estado.
Não está descartado um
grande evento em estádio brasileiro no próximo ano. O UFC também vai continuar
desenvolvendo o esporte em outros países da América Latina. Para Shaw, o Brasil
é muito importante. "O que fazemos no Brasil precisa ser replicado na
Austrália, China, Canadá, outros territórios. Aqui nós dobramos nossa base de
fãs em cinco anos, o que é incrível", afirmou.
O sucesso do UFC no Brasil
contribui para ter bons atletas representando o País. "São 101 lutadores
brasileiros no UFC, a maior marca da história. E 34 deles estão ranqueados no
Top 15. Não tem outro país como esse", revelou Shaw.
No UFC São Paulo, por
exemplo, o experiente Jacaré acabou sendo derrotado. Outra lenda do Ultimate,
Mauricio Shogun, ficou no empate em sua luta. Além deles, lutadores como
Wanderlei Silva, Vitor Belfort e o próprio Anderson Silva, que ainda tem mais
alguns combates assinados com o UFC, já não têm a mesma relevância de antes.
Mas a nova geração está
aí para ocupar seu espaço e substituir os grandes campeões. Amanda Nunes, por
exemplo, é dona de dois cinturões na divisão feminina. "Muitos atletas
aparecem e o surgimento deles é importante", comentou Shaw, que sabe que
novos ídolos brasileiros estão surgindo em muitos cantos do País.



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