FONTE:
, https://www.uol.com.br/
Pesquisa
publicada nesta quinta-feira (24) pelo CEMPRE (Cadastro Central de Empresas) do
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) aponta que as mulheres
fecharam o ano de 2019 ainda ganhando e ocupando menos espaço que os homens.
Naquele ano, 55,2% dos assalariados eram homens e 44,8%, mulheres.
E
enquanto o salário mensal médio deles chegou a R$ 3.188,03, o delas somou R$
2.713,92, o que representa uma diferença de 17,5%. As mulheres receberam, em
média, 85,1% do salário médio mensal dos homens, apontam os dados.
No
ano anterior, em 2018, 55,4% do pessoal ocupado assalariado era formado por
homens e 44,6%, por mulheres, sendo que eles (R$ 3.189,05) receberam um salário
mensal médio 19,8% superior ao das mulheres (R$ 2.661,25). Mas a disparidade
diminuiu, já que, entre 2017 e 2018, os salários das mulheres cresceram 0,7%
(era R$ 2.643,60) e os dos homens tiveram redução de 0,1% (era R$ 3.191,97).
O
CEMPRE indica ainda que cerca de 76,9% dos assalariados não tinham nível
superior. O salário médio daqueles sem nível superior foi de R$ 2.061,70 e o
daqueles com nível superior, de R$ 6.002,97.
Igualdade
salarial entre homens e mulheres é lei.
A
legislação brasileira garante a igualdade
salarial entre homens e mulheres na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)
desde 1943. No texto, a determinação de que salários devem ser iguais "sem
distinção de sexo" aparece em pelo menos quatro artigos: no 5º, no 46, no
373-A e no 461.
O
tema também é abordado no artigo 7º da Constituição de 1988, que proíbe a
"diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão
por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil".
Mas
a
desigualdade salarial entre os gêneros persiste
no Brasil. O país ocupa o 132º lugar no ranking do Fórum Econômico Mundial, de
uma lista de 149 nações, sobre equidade salarial para trabalho similar,
formulado em 2018. Um ano antes, ocupava a 119º posição.

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