FONTE: Daniela Pereira, TRIBUNA DA BAHIA.
O que
antes era visto apenas como um problema enfrentado pelos idosos, hoje em dia
tornou-se comum entre os jovens. Dados do Ministério da Saúde apontam que 62
mil pessoas, com menos de 45 anos, morreram no Brasil entre os anos 2000 e 2010
por causa do acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como
derrame cerebral. Perda de noites, consumo de bebidas alcoólicas e sedentarismo
são os principais fatores que contribuem para estes números.
Dividido
em dois tipos, o derrame cerebral pode ser isquêmico ou hemorrágico. O
esquêmico ocorre na maioria dos casos e caracteriza-se pela falta de sangue no
cérebro devido a uma obstrução dos vasos sanguíneos. Já o hemorrágico
caracteriza-se pelo sangramento ocorrido dentro do tecido cerebral.
De
acordo com o neurologista João Gustavo Vilela, a intensidade e o imediatismo
dos jovens têm contribuído para problemas graves de saúde. “Ultimamente, os adolescentes
e jovens têm se preocupado muito com a beleza externa e muitas vezes deixam de
fazer exames periodicamente. Além disso, ficam expostos a fatores de risco,
como noites perdidas ou mal dormidas, consumo intenso de bebidas alcoólicas e
falta de exercícios físicos, o que é diferente da prática de musculação”,
afirmou.
Ainda
de acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2012, quatro mil pessoas entre
15 e 34 anos foram internadas por causa do problema no país. Ainda assim,
Vilela destaca que o tratamento para pessoas jovens e idosos é o mesmo. “O
acompanhamento médico e a alimentação saudável são essenciais”, afirmou. Nos
casos de isquemia cerebral, há a possibilidade de utilizar medicações que podem
desobstruir os vasos sanguíneos. Em ambos os casos, a intervenção cirúrgica
pode ocorrer. “O tempo é um fator importante nesse caso. Quanto mais rápido o
socorro, melhor para o paciente”, alertou o médico.
Entre
os sintomas mais frequentes estão a perda das forças, principalmente nos
membros inferiores e superiores e nos músculos do rosto, sensação de
formigamento, alteração na sensibilidade, voz e audição, além de intensas dores
de cabeça. Além disso, há casos de desmaios, em alguns pacientes. O diagnóstico
é feito por meio de exames de tomografia e ressonância magnética, que permitem
identificar a área do cérebro afetada.
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