Papa já havia feito
declarações sobre a defesa do direito das mães de amamentarem em outras
ocasiões.
As declarações do Papa em defesa do direito das mães de
amamentarem seus filhos em lugares públicos foram aplaudidas por diversas
mulheres e ativistas que defendem direitos das mulheres e mães. Papa
Francisco defendeu o direito da amamentação em público no domingo (11), durante
batizado coletivo de 33 bebês na Capela Sistina, no Vaticano.
O argentino avisou às mães presentes no evento anual
para não ficarem constrangidas caso precisassem alimentar as crianças.
"Vocês mães dão leite às suas crianças e, mesmo agora, se elas chorarem
por estarem com fome, amamentem-nas, não se preocupem", disse o Papa.
Simone de Carvalho, fundadora da Apoio Materno Solidário
Brasil e mãe de dois filhos, revelou que o grupo tem organizado protestos em
diferentes cidades brasileiras para tentar mostrar que as mulheres devem poder
amamentar em qualquer hora e em qualquer lugar. "O Papa tem propagado uma
verdadeira revolução moral no mundo, baseada no amor. A amamentação é uma das
maiores provas de amor da Humanidade", afirmou Simone.
A fundadora do grupo defende ainda a existência de locais
"amigos" da amamentação. "O constrangimento é visto tanto na
Europa como em vários países do mundo. Embora a OMS preconize o aleitamento
exclusivo e divulgue insistentemente os benefícios, amamentar em público ainda
é considerado um tabu", afirma.
Essa não é a primeira vez que o Papa faz declarações
públicas a respeito da amamentação. Em dezembro de 2013, ele falou sobre o
assunto em entrevista ao jornal italiano 'La Stampa'. Francisco afirmou que as
mães não deveriam se envergonhar em amamentar os seus filhos. Na época, ele
associou o tema ao desperdício de comida.
Em janeiro do ano passado, no batizado coletivo realizado
na Capela Sistina, o argentino voltou a chamar atenção para o aleitamento,
afirmando que as mães deveriam alimentar seus filhos, caso eles tivessem fome.
"Eles são as pessoas mais importantes aqui", afirmou na ocasião.


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