FONTE: *** Jairo Bouer, (doutorjairo.blogosfera.uol.com.br).
Você, de vez em
quando, acha que seu smartphone está tocando, ou vibrando, só que, quando vai
checar, descobre que não estava? Quase todo mundo já passou por isso. Mas, se
isso acontece sempre, é possível que você esteja sofrendo de “ansiedade pelo
toque do celular”, ou “ringxiety”, termo originalmente criado por um psicólogo
norte-americano.
Especialistas
acreditam que pessoas inseguras com suas amizades ou relacionamentos têm uma
tendência maior a passar por isso. Para os psicólogos, trata-se de mais um
transtorno comum a uma geração viciada em tecnologia que busca contato
constante e afirmação.
Uma dupla de
pesquisadores da Universidade de Michigan comparou a frequência de toques e
notificações “fantasmas” em 411 voluntários que sofriam de apego ansioso
(preocupação excessiva em ser abandonado ou não correspondido) ou apego
evitativo (tendência a evitar intimidade pelo medo de se envolver).
Oito em dez afirmaram
ter a experiência de achar que o celular está tocando, ou apitando, e depois
ver que não estava. Mas os indivíduos com apego ansioso foram 18% mais
propensos a descrever a situação. Segundo os pesquisadores, a ansiedade pelo
toque do celular pode ter efeitos sobre a saúde, como estresse, dores de cabeça
e distúrbios de sono.
Os resultados foram
publicados na revista Cyberspychology, Behaviour and Social Networking,
e divulgados no jornal britânico Telegraph.
Jairo Bouer é médico formado
pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com residência em
psiquiatria no Instituto de Psiquiatria da USP. A partir do seu trabalho no
Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas da USP (Prosex), passou a focar
seu trabalho no estudo da sexualidade humana. Hoje é referência no Brasil, para
o grande público, quando o assunto é saúde e comportamento jovem, atendendo a
dúvidas através de diferentes meios de comunicação.
Sobre o blog.
Neste espaço, Jairo Bouer publica informações atualizadas e opiniões
sobre saúde, sexo e comportamento.



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