A
diabetes atinge cerca de 12 milhões de brasileiros. Com causas
multifatoriais, ela reduz a produção de insulina e aumenta a quantidade de
glicose no sangue, o que dificulta processos químicos capazes de combater
fungos e bactérias. Entre as partes do corpo afetadas estão as glândulas
salivares, o que diminui a irrigação da boca e influi diretamente na saúde
bucal. Além de tornar o sistema oral mais suscetível a infecções, a falta de
saliva agrava problemas comuns, como cáries e mau hálito.
Segundo
a dentista Dóris Rocha Ruiz (CROSP 38.458), as manifestações orais mais
frequentes nos pacientes portadores de diabetes são infecções por fungos, boca
seca, gengivite, inflamação crônica na mucosa oral e comprometimento do
paladar. A profissional afirma que hábitos inadequados de alimentação e de
higiene são fatores decisivos no surgimento de cárie e halitose. Entretanto,
com a diminuição do fluxo salivar, crescem as chances de ocorrência desses
problemas, tamanha a proliferação de bactérias.
Para
prevenir tais complicações, Ruiz recomenda consultas odontológicas assim que o
diabetes for identificado. "O indivíduo deve inserir a odontologia como
rotina no tratamento e controle da diabetes. Além de adotar medidas preventivas
para evitar as doenças orais, ele deve ter hábitos saudáveis para manter sua
glicemia controlada", afirma.
A
diminuição na produção de saliva também torna possíveis infecções fúngicas
bucais, como a candidíase, popularmente conhecida como “sapinho”. A
dentista Dóris Rocha Ruiz alerta para fatores que podem agravá-la: "este
risco pode aumentar, ainda mais se o paciente estiver com baixa imunidade,
fumar ou usar alguns tipos de medicamentos, como antibióticos".
Além
da candidíase, outra complicação comum à saúde bucal dos portadores de diabetes
é a periodontite, uma inflação na gengiva considerada uma gengivite avançada,
capaz de alterar o posicionamento dos dentes, provocar mau hálito e até a perda
dental. "É cientificamente comprovado que o portador da diabetes tem
maior risco de desenvolver a doença periodontal. A contração dessas
enfermidades por pacientes diabéticos é mais severa, pois progride mais rápido
em comparação aos pacientes não diabéticos”, esclarece Dóris.


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