FONTE: *** Redação
, https://www.msn.com/
Até um terço dos diabéticos podem desenvolver doença renal
crônica e muitos chegam a atingir a fase terminal quando os rins param de
funcionar completamente e somente a hemodiálise ou o transplante garantem a
manutenção da vida.
Segundo a Confederação Internacional de Diabetes, o diabetes mellitus afeta
425 milhões de adultos no mundo. Somente no Brasil, são 16 milhões, cerca de 5%
da população.
"É
comum as pessoas se preocuparem em comer menos alimentos com
açúcares pensando apenas no emagrecimento. Porém, uma alimentação equilibrada e
saudável não pode ser vista apenas como uma ferramenta estética. Na realidade,
ela garante melhoria nos níveis de saúde como um todo.
O
diabetes é uma doença caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose
(açúcar) no sangue, o que acarreta diversas complicações, principalmente lesões
vasculares.
Existe
o diabetes mellitus tipo 1, que geralmente surge na infância, caracterizado por
um defeito nas células do pâncreas em produzir um hormônio chamado insulina,
que é responsável por colocar a glicose dentro da célula. Na ausência desse
hormônio, os níveis de glicose ficam altos no sangue.
A
maior parte dos pacientes diabéticos apresentam o tipo 2, que se manifesta após
os 40 anos, e é caracterizado por uma resistência à insulina, o que acaba por
também gerar um aumento dos níveis de glicose no sangue.
Alguns
fatores contribuem para o aparecimento dessa doença. Ingerir açucar de forma
exagerada, carboidratos, gorduras e sal é grande inimiga da boa saúde. Nesse
caso, primeiro surge a obesidade e a resistência à insulina.
Mas
os problemas vão progredindo à medida que envelhecemos, com complicações mais
graves como hipertensão arterial, diabetes, doenças nos rins, nos olhos, no
coração e até nos nervos", alerta a Lecticia Jorge, nefrologista e gerente
médica da Fresenius Medical Care.
De acordo com a médica, os rins sofrem justamente porque o
excesso de açúcar no sangue causa inicialmente uma hiperfiltração, que de
maneira gradativa afeta os vasos sanguíneos e com o passar do tempo reduz a
capacidade de filtração dos rins.
"Alimentos
com alto índice glicêmico, como farinhas brancas, batata e açúcar refinado, são
responsáveis por jogar rapidamente na circulação sanguínea grandes quantidades
de glicose. Com isso, geram a necessidade de uma liberação rápida de muita
insulina para colocar esse excesso de glicose para dentro das células e muitas
vezes esse excesso será convertido em gordura.
É
Importante notar que após esse pico de insulina e a entrada da glicose para
célula, essa queda pode gerar fome e vontade de comer mais carboidratos de
índice glicêmico alto.
Assim, a obesidade e a resistência à insulina vão sendo desenvolvidas. Para o
rompimento desse círculo vicioso e maléfico, é necessária uma alimentação
saudável, com uma dieta rica em alimentos cuja absorção dos carboidratos é mais
lenta, evitando assim os picos de insulina, como fibras, verduras e legumes de
baixo índice glicêmico. E a prática regular de exercícios físicos. Estes são os
aliados mais importantes", afirma Lecticia Jorge.
O diabético também é mais propenso à desidratação, a infecções e
ao desenvolvimento de cetoacidose - estado grave no qual o corpo produz ácidos
sanguíneos em excesso, o que o deixa predisposto à insuficiência renal aguda.
Sintomas.
Entre os sintomas mais comuns, estão o aumento e a frequência do
volume urinário, sede exagerada e visão turva. Mas qualquer tipo de diabetes
mellitus pode evoluir silenciosamente nas suas fases iniciais, sendo ainda mais
comum no diabetes tipo 2.
O que as pessoas com
diabetes podem fazer para prevenir a insuficiência renal?
O controle dos níveis de açúcar no sangue é fundamental por
reduzir a hiperfiltração e preservar os vasos dos rins, reduzindo o risco de
desenvolver a doença renal crônica. Cuidar da pressão, evitar sal e fazer
exercícios físicos são medidas preventivas também essenciais. "Além disso,
o que se recomenda é fazer testes para medir a proteína albumina na urina e o
nível de creatinina no sangue pelo menos uma vez por ano e, quando alterados,
consultar um nefrologista.
Evitar ingerir bebida alcoólica e fumar também é muito
importante. Muitas pessoas com diabetes não desenvolvem a insuficiência renal
crônica. Ser diabético nem sempre significa ter problemas renais",
finaliza a médica da Fresenius Medical Care.
*** Consultoria: Lecticia Jorge, nefrologista e gerente médica da Fresenius
Medical Care.

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