FONTE: Revista ABM,
https://www.ibahia.com/
A fisioterapia é indicada quando
a pessoa começa a sentir dificuldade de realizar atividades cotidianas, sejam
elas de autocuidado ou tarefas mais complexas.
Conforme vamos avançando na idade, nosso corpo
apresenta perdas fisiológicas devido ao processo natural do envelhecimento. Mas
envelhecer não significa adoecer. Por isso, apresentar algum diagnostico
clínico nessa fase pode acentuar e gerar impacto negativo na qualidade de vida.
Se vestir, andar, levantar, sentar, escovar os
dentes, tomar banho, pentear o cabelo e se alimentar são tarefas básicas que
precisam de movimento, assim como ir ao mercado, varrer uma casa, arrumar um
guarda-roupa, lavar pratos, cozinhar, dirigir e trabalhar. E, manter e reaver
autonomia e independência ao realizar essas atividades é o que todos almejam
para um envelhecimento saudável. E a fisioterapia gerontológica ajuda muito a
alcançar esse objetivo, de conduzir o paciente idoso a preservar, ou recuperar,
a sua independência funcional. “Tudo gira em torno de proporcionar uma
qualidade de vida melhor para a terceira idade”, explica Laurentino Dominguez,
fisioterapeuta gerontólogo com vasta experiência, inclusive no tratamento
pós-Covid-19.
O geriatra Leonardo Oliva, membro diretor da
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG Nacional) destaca que a
fisioterapia na terceira idade é de extrema importância. “Vários profissionais
precisam trabalhar lado a lado para que a saúde do idoso fique a melhor
possível. E um desses profissionais é o fisioterapeuta”, reforça.
Envelhecer bem.
Dr.
Oliva explica que envelhecer bem, é envelhecer com função. É envelhecer com a
capacidade preservada. E a fisioterapia gerontológica é importantíssima nessa
fase, tanto na prevenção como no tratamento de diversas doenças que podem
acometer os idosos. “Ajuda a combater, tratar, prevenir, reabilitar e aliviar,
o máximo possível a dor, o desconforto e a dependência. Quando a gente consegue
melhorar isso, melhora, e muito, a saúde e a qualidade de vida do idoso”,
explica o especialista.
Quando é indicada.
É indicada quando a pessoa começa a sentir dificuldade de realizar
atividades cotidianas, sejam elas de autocuidado ou tarefas mais complexas.
Alguns sintomas e sinais indicam a necessidade de avaliação:
- Dor
- Sensação de membro pesado
- Caminhada lenta
- Cansaço respiratório
- Tropeços
- Dificuldade de subir e descer escadas
- Dificuldade de levantar e sentar da cadeira
- Dificuldade de movimentar-se na cama
- Falta de equilíbrio
- Tontura
- Zumbido
- Sensação de fraqueza
Prevenção.
É
recomendado fazer tratamento fisioterapêutico com objetivo de prevenir e evitar
perdas significativas e lesões. “Afinal de contas, além de reabilitar, a
fisioterapia também previne!”, orienta Laurentino. O fisioterapeuta gerontólogo
tem a capacidade de identificar a necessidade do paciente, mesmo que seja de
outra área de atuação, como geriatria, fonoaudiologia, nutrição, terapia
ocupacional e assistência social. A indicação para fazer fisioterapia pode ser
recomendada mesmo que o idoso não apresente sintomas.
Os benefícios da fisioterapia gerontológica
- Ganho de força muscular
- Melhora do equilíbrio
- Melhora da caminhada
- Melhora da condição cardiorrespiratória,
reduzindo o cansaço
- Redução do risco de quedas
- Manutenção da saúde dos ossos, músculos e
articulações
- Manutenção das atividades funcionais do corpo
- Manutenção da mobilidade e flexibilidade
- Manutenção da parte cognitiva
- Identificação da necessidade de profissionais
de outras áreas para trabalho interdisciplinar
Atenção com queda.
As quedas são comuns nessa fase da
vida, e muitas são causadas dentro de casa. Por isso, é preciso bastante
atenção. “Existem algumas precauções para evitar essas quedas. Uma delas é
realizar um tratamento fisioterapêutico individualizado. A outra, é o ajuste no
ambiente domiciliar”, orienta o fisioterapeuta.
Adaptações e ajustes para fazer em casa:
- Retirada de tapetes
- Nivelamento de desníveis
- Colocação de barras de segurança
- Assento sanitário mais elevado
- Evitar móveis em locais que prejudiquem a circulação
- Evitar móveis instáveis que possam prejudicar
na hora do apoio
- Adequar a iluminação
Algumas doenças que contribuem para quedas:
- Artrose
- Osteoporose
- Sarcopenia (perda de massa muscular acentuada)
- Tontura e zumbido no ouvido
- Doença de Parkinson
- Quadros de demência
- Diabetes
- Hipertensão
- Acidente Vascular Encefálico (AVE).



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