FONTE: Alex
Torres,
https://atarde.uol.com.br/
Mais de quatro
meses separam a última partida do atacante Índio Ramirez do momento atual. Um
dos destaques do Bahia na reta final do Brasileirão 2020, o colombiano sofreu
uma lesão do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, mas, na última
semana, voltou a trabalhar na Cidade Tricolor.
Em coletiva
realizada na tarde da terça-feira, 22, na sala de imprensa do CT Evaristo de
Macedo, o médico do clube, Luiz Sapucaia atualizou a situação do atleta, que
está se recuperando da cirurgia no joelho. Segundo o profissional, apesar da
boa evolução, o jogador ainda apresenta algumas limitações.
"Índio
evoluiu muito bem. Teve uma lesão de cruzado anterior, foi operado em Medelín,
iniciou os trabalhos fisioterápicos lá, se reapresenta em bom estado geral.
Ainda tem uma atrofia importante no quadríceps. Vamos começar a resolver aqui
no clube. Mas a cirurgia foi um sucesso. Ele está com ligamento estável, o
joelho estável, tem quatro meses de operado. Já começa os trabalhos de força.
Acredito que no quinto mês possamos fazer uns trabalhos mais isocinéticos, com
bola no campo, para liberá-lo em breve", informou Sapucaia.
Apesar do bom
desempenho enquanto vestiu a camisa tricolor, Ramirez deverá demorar um pouco
para voltar a entrar em campo pelo Esquadrão. Em média, a lesão sofrida pelo
atleta possui duração de seis meses para se recuperar. No entanto, Sapucaia
falou que esse tempo pode vir a ser um pouco maior.
"Sem
ansiedade. O quadro do atleta, uma cirurgia desse porte, normalmente o ideal
são seis meses. Mas nós vamos prepará-lo ao longo desse tempo para ver se,
dentro desse prazo, a gente pode reintegrá-lo ao grupo. Aí vai depender da
disposição do técnico. Acho que com sete meses ele terá condições de
jogo", revelou.
O médico do
Tricolor ainda informou sobre a situação de outro jogador entregue ao
departamento: o volante Matheus Galdezani. "Matheus (Galdezani) teve um
estiramento grau dois do bíceps femoral, já evoluiu mito bem, está fazendo
trabalho na academia. Acredito que a semana que vem esteja disponível com o grupo".
Por fim, Luiz
Sapucaia afirmou que a incansável série de jogos enfrentadas em decorrência do
calendário brasileiro é um dos fatores que preocupam os médicos do clube,
devido a propensão de novas lesões.
"Não é
que (o calendário) seja prejudicial, mas favorece esse tipo de lesão. O ritmo
muito grande de jogos acaba por ficar mais susceptível. O tempo de repouso é
curto, uma viagem em cima da outra, a gente tem deslocamento para o aeroporto,
para hotel, para o jogo, volta no outro dia e o mesmo processo. As vezes a
malha aérea não favorece, se fica muito tempo no aeroporto. Enfim, a diminuição
do espaço de tempo faz com que tenhamos uma fadiga maior, e o tempo de
recuperação que precisamos a gente não consegue [...] No pouco tempo que temos,
fazemos um trabalho voltado para essa recuperação muscular. E todo um trabalho
prévio, fisiológico, na estada no hotel, no pós-jogo imediato, para minimizar
os efeitos dessa fadiga e para que possamos ter o menor desgaste possível nos
atletas", encerrou o doutor.

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