FONTE: Redação RedeTV!
(www.redetv.uol.com.br).
Uma
holandesa de 20 anos que não conseguiu superar diversos traumas
causados por anos de abuso sexual submeteu-se a eutanásia após receber
autorização dos órgãos de saúde do país. A permissão para o procedimento,
que foi realizado no ano passado, foi divulgada só na quarta-feira (11)
pela Comissão de Eutanásia da Holanda.
Segundo informações do Metro, a holandesa foi
estuprada dos 5 aos 15 anos de idade e, como consequência, passou a sofrer de estresse
pós-traumático, depressão crônica, alucinações e anorexia severa.
Mesmo com uma melhora psicológica
depois de terapias intensivas, médicos diagnosticaram os problemas da vítima
como "incuráveis" e, por isso, a comissão permitiu que ela tirasse
a própria vida no procedimento realizado no final do ano passado. De
acordo com os médicos do órgão, a jovem estava consciente quando tomou a
decisão.
As autoridades holandesas decidiram
divulgar o caso para mostrar como o processo tem um alto nível de acompanhamento,
já que a jovem passou por três avaliações médicas.
A decisão do governo holandês
permitir a eutanásia em caso de problemas psicológicos não agradou
especialistas do Reino Unido, segundo o jornal britânico. "É horrível e
preocupante que profissionais de saúde mental possam considerar
que a eutanásia é uma resposta para as feridas profundas e complexas
causados por abuso sexual", afirma Nikki Kenwar, do grupo "Distant
Voices" (Vozes distantes, em português).
"Um procedimento desses quase
passa a mensagem que se você é vítima de abuso, e consequentemente fica
com problemas mentais, será morta. Você está sendo punida com a morte por ser
uma vítima", disse o parlamentar, Robert Flello, ao The Independent.

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