FONTE: TRIBUNA DA BAHIA.
Publicada pelo Acorda Cidade, site parceiro do
Tribuna da Bahia.
A
chegada do Outono, época que antecede a estação mais fria do ano, traz consigo
alguns problemas comuns dessas estações, como gripes e resfriados.
Além do
aumento alarmante das arboviroses – dengue, chikungunya e zika vírus – neste
início do ano, surge agora mais uma preocupação à população brasileira: a gripe
H1N1.
“Os
sintomas são muito parecidos, mas as chances de complicações e de
hospitalizações com o vírus H1N1 são mais frequentes do que com os outros tipos
de vírus influenza”, afirma o coordenador de infectologia pediátrica do
Hospital Sabará de São Paulo, Dr. Marco Aurélio Sáfadi.
Os
casos começaram a aparecer mais cedo este ano e ainda não se sabe a explicação
para esse fenômeno. Torna-se preocupante ver casos de H1N1 no verão, já que
essa é uma doença mais comum no inverno.
Com
alguns sintomas muito parecidos com os das arboviroses, que tiveram um grande
aumento este ano, fazer um diagnóstico diferenciado pode ser um desafio,
especialmente nos atendimentos dos prontos socorros.
Sintomas
como febre, dores musculares, dor de cabeça e fadiga se assemelham aos das
arboviroses, mas a H1N1 se diferencia pela presença de coriza, problemas
respiratórios e dor de garganta.
“O
paciente deve ter cuidado ao se automedicar para combater os sintomas. Os
anti-inflamatórios são contraindicados para quem está com Dengue. Nós temos
privilegiado para o controle da febre e dos sintomas de mal-estar, medicamentos
à base de paracetamol, por exemplo”, explica Dr. Sáfadi.
Mas o que é a gripe H1N1?
A gripe
H1N1 - é uma das muitas gripes causadas pelo vírus Influenza. Existem três
tipos de vírus Influenza – A, B e C – os vírus influenza A e B são responsáveis
por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes
pandemias.
Em
abril de 2009, o mundo assistiu apreensivo ao ressurgimento de uma das mais
mortíferas variantes gripais da história da Humanidade.
Naquele
mês, mais de 100 pessoas morreram no México em decorrência da reedição da gripe
espanhola – causada pelo subtipo H1N1 do vírus Influenza A, – mas com uma nova
cepa de vírus.
Quanto
aos sintomas da gripe, tanto a sazonal quanto a pandêmica, pouco diferem entre
si. Em geral, são calafrios ou uma sensação de frio, mas febre pode também
representar a primeira manifestação clínica, com as temperaturas corpóreas
variando entre 38 a 39 °C.
Os principais sintomas são:
-- Dores
pelo corpo, especialmente nas articulações e garganta
--
Febre e frio excessivo
--
Fadiga
--
Cefaleia
--
Olhos irritados e lacrimejantes
--
Vermelhidão dos olhos, pele (particularmente face), boca, garganta e nariz
-- Em
crianças, sintomas gastrintestinais, principalmente diarreia e dores
abdominais.
A
transmissão de doença é mais fácil do que se imagina, ela se dá pelo contato
direto ou com objetos contaminados de pessoa para pessoa, por via aérea ou por
meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias.
Prevenção ainda é o melhor caminho.
De
acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o modo mais efetivo de
controlar a gripe em si e os desfechos graves dessa doença é através da
vacinação.
Vacinas
seguras e efetivas estão disponíveis e são utilizadas por mais de 60 anos,
sendo especialmente importante para aquelas pessoas que vivem ou cuidam de
idosos e crianças, grupo que representa maior risco de contaminação.
O
paracetamol é recomendado pela OMS – Organização Mundial da Saúde para
tratamento sintomático da febre e dor nos casos de arboviroses e gripe.
O
paracetamol é seguro e eficaz para o tratamento de febre e dor em pessoas de
todas as faixas etária nos casos de arboviroses e gripes, além de cuidar sem
agredir o estômago.

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