FONTE: *** Jairo Bouer (doutorjairo.blogosfera.uol.com.br).
As mulheres tendem a
dormir meia hora a mais que os homens, de modo geral. E pessoas que passam mais
tempo expostas ao sol durante o dia tendem a ir para a cama mais cedo em
relação às que passam a maior parte do tempo dentro de casa, na escola ou no
trabalho.
Essas são algumas das
conclusões de um estudo realizado com base em dados de um aplicativo gratuito
para smartphone criado para aliviar o jetlag. Para usá-lo, é preciso enviar
informações sobre horários de sono e exposição à luz natural. Ao reunir
informações de milhares de usuários de 100 diferentes nações, pesquisadores da
Universidade de Michigan, nos EUA, conseguiram comprovar o quanto o sono das
pessoas varia de acordo com país, idade, gênero e cultura.
A menor quantidade
média de sono registrada no estudo foi de 7 horas e 24 minutos, em Cingapura e
no Japão. A quantidade média máxima foi de 8 horas e 12 minutos, na Holanda.
Apesar de a variação não parecer tão grande, os autores ressaltam que meia hora
a mais na cama já é capaz de fazer uma enorme diferença em termos de memória e
aprendizado, e também para a saúde. Mas é bom lembrar que o estudo analisou
apenas a quantidade de sono, e não a qualidade, já que os participantes não
passaram por exames.
Além de fatores como
trabalho e exposição ao sol, os pesquisadores descobriram que existem
diferenças de gênero quando o assunto é sono: homens de meia idade tendem a
dormir menos que o recomendado, ou seja, de 7 a 8 horas. Já as mulheres tendem
a dormir 30 minutos a mais que eles, em média, especialmente entre os 30 e 60 anos
– elas vão dormir um pouco antes e acordam um pouco depois.
O relógio biológico
das pessoas está associado ao ciclo de 24 horas do planeta. Mas a ciência tem
mostrado, cada vez mais, que pressões culturais, bem como o uso da tecnologia,
têm modificado os padrões de sono e vigília dos seres humanos. O resultado é
que as pessoas têm dormido menos do que o necessário, o que pode ter
consequências graves a longo prazo. Sem contar o prejuízo imediato: os autores
lembram que passar vários dias sem dormir o suficiente faz o desempenho de uma
pessoa cair, mesmo que ela não perceba.
Jairo Bouer é médico formado pela Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo, com residência em psiquiatria no Instituto de
Psiquiatria da USP. A partir do seu trabalho no Projeto Sexualidade do Hospital
das Clínicas da USP (Prosex), passou a focar seu trabalho no estudo da
sexualidade humana. Hoje é referência no Brasil, para o grande público, quando
o assunto é saúde e comportamento jovem, atendendo a dúvidas através de
diferentes meios de comunicação.
Sobre
o blog.
Neste
espaço, Jairo Bouer publica informações atualizadas e opiniões sobre saúde,
sexo e comportamento.



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