Não é de hoje que
existe uma polêmica sobre suplementos. Alguns já mostraram não ser eficazes
para memória. Agora, um novo estudo mostrou que tomar alguns suplementos
alimentares podem não ter efeito e ainda prejudicar a saúde cardiovascular.
Para chegar a essa
conclusão, os cientistas usaram uma metanálise incluindo pesquisas de
diferentes universidades. Os resultados foram publicados no periódico Annals of
Internal Medicine.
Como
o estudo foi feto.
Os cientistas
analisaram os dados de 277 ensaios clínicos randomizados que envolveram quase 1
milhão de participantes.
Foram analisados os
efeitos de 16 suplementos nutricionais e oito intervenções dietéticas sobre a
saúde do coração e mortalidades dos pacientes.
As intervenções de
dieta incluíam sal reduzido, gordura saturada reduzida, dieta mediterrânea,
ingestão mais alta de ácidos graxos, entre outros.
Ao analisar os
resultados, os pesquisadores puderam observar que essas intervenções de dietas
tiveram um resultado positivo. Os ácidos graxos de cadeia longa protegiam
contra ataques cardíacos e doenças coronárias. Além disso, a ingestão de ácido
fólico diminui o risco de acidente vascular cerebral.
No entanto, outros
suplementos não tinham efeito nenhum na saúde coração e poderiam ser até
prejudiciais.
Eles também descobriram
que, após uma dieta mediterrânea, reduzir a ingestão de gordura saturada,
também não trouxe benefícios significativos.
Suplementos não foram
eficazes.
Os pesquisadores
descobriram que tomar selênio, selênio, vitamina A, vitamina B-6, vitamina C,
vitamina D, vitamina E, cálcio, ácido fólico e ferro não trazia resultados
significativos contra problemas cardiovasculares e morte precoce.
E o pior: participantes
que consumiam vitamina D e suplementos de cálcio juntos tinham maior risco de
sofrer derrame.
Os autores disseram que
as descobertas ainda são limitadas, mas abrem caminho para um maior
entendimento e estudos sobre o tema.
"Este estudo pode
ajudar aqueles que criam orientações cardiovasculares e dietéticas
profissionais a modificar suas recomendações, fornecer a base de evidências
para os médicos discutirem os suplementos dietéticos com seus pacientes e
orientar novos estudos para preencher a lacuna de evidências", disse Safi
Khan, um dos autores do estudo.


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