FONTE: *** Regina Navarro Lins, (http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br).
É comum as pessoas idealizarem o ato sexual dizendo
que um deve estar o tempo todo preocupado com o prazer do outro e que devem até
terem orgasmo ao mesmo tempo. O psicanalista americano Michael Bader diz que a
intimidade vem com uma preocupação crescente com o bem-estar da outra pessoa,
que inclui o medo de magoá-la.
Mas a excitação sexual requer a capacidade de não
se preocupar, e a busca do prazer exige certa dose de egoísmo. Algumas pessoas
não podem se permitir esse egoísmo, por estarem muito concentradas no bem-estar
do amado. Alguns têm dificuldade de dar ênfase às suas próprias necessidades;
não conseguem ser espontâneos e descontraídos. Isso se deve também à
idealização do par amoroso, em que um só deve ter olhos para o outro.
“A intimidade erótica é um ato de generosidade e
autocentramento, de dar e receber. Precisamos ser capazes de entrar no corpo ou
no espaço erótico do outro, sem o pavor de ser engolidos e nos perder. Ao mesmo
tempo, precisamos ser capazes de entrar em nós mesmos, de nos entregar ao
egocentrismo estando na presença do outro, acreditando que o outro continuará
ali quando voltarmos, que ele ou ela não se sentirá rejeitado por nossa
ausência momentânea. Precisamos ser capazes de nos ligar sem ter medo de
desparecer, e ainda ser capazes de vivenciar nosso individualismo sem ter medo
de sermos abandonados” , diz a terapeuta de casais americana Esther Perel,
concordando com Bader.
*** Sobre a autora.
Regina Navarro Lins é
psicanalista e escritora, autora de 11 livros sobre relacionamento amoroso e
sexual, entre eles o best seller “A Cama na Varanda” e “O Livro do Amor”.
Atende em consultório particular há 42 anos e realiza palestras por todo o
Brasil. É consultora e participante do programa “Amor & Sexo”, da TV Globo,
e apresenta o quadro semanal Sexo em Pauta, no programa Em Pauta, da Globonews.
Nasceu e vive no Rio de Janeiro.
Sobre o blog.
A proposta deste espaço interativo é estimular a
reflexão sobre formas de viver o amor e o sexo, dando uma contribuição para a
mudança das mentalidades, pois acreditamos que, ao se livrarem dos
preconceitos, as pessoas vivem com mais satisfação.


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