FONTE: Do UOL,
(http://estilo.uol.com.br).
Ainda que 83% dos brasileiros se declarem não
preconceituosos, 72% já fizeram algum comentário ofensivo e 17% se reconhecem
preconceituosos. A pesquisa do Ibope ouviu 2.002 mil pessoas em todas as
regiões do país durante cinco dias e se baseou em quatro tipos de preconceito
mascarados por frases usuais: machismo, LGBTFOBIA, estético e racial.
O machismo, por exemplo, está presente no
cotidiano de 99% dos entrevistados e mais forte nas regiões Norte e
Centro-Oeste, com 67% dos moradores desses locais estão acostumados a
reproduzirem frases machistas. Ao total, 61% já pronunciaram algum comentário
machista, mesmo que alguns não reconheçam o preconceito. A LGBTFOBIA foi citada
como o principal preconceito entre os brasileiros que se declararam
intolerantes, com índice de 29%. Já as frases que correspondem ao preconceito
racial são mais ditas no Sul, com 49%.
O estudo foi realizado a pedido da cerveja Skol
com o intuito de propor uma reflexão sobre as atitudes e comentários que podem
gerar distanciamento entre as pessoas, encorajar o diálogo e assim mudanças de
atitude.
Além de perguntas diretas sobre como cada
indivíduo se enxerga, as pessoas foram questionadas se já ouviram ou disseram
determinadas frases, como “Mulher tem que se dar ao respeito”, “Pode ser gay,
mas não precisa beijar em público”, “Não sou preconceituoso, até tenho um amigo
negro”, “Ele (a) é bonito, mas é gordinho (a)”, entre outras.
Segundo Ricardo Sales, pesquisador em diversidade
na USP, o preconceito está naturalizado na sociedade brasileira, ”A pesquisa
alerta para a necessidade de falar mais sobre o assunto e refletir sobre
atitudes que impedem o respeito e a conexão entre as pessoas no dia a
dia", afirma.
Embora 45% dos brasileiros consigam perceber o
preconceito em frases ditas ou ouvidas em seu convívio, metade destas pessoas
diz não reagir ao ouvir um comentário preconceituoso. Quando existe
reação, as mulheres são maioria e correspondem a 60%. Já os homens detectam
menos comentários preconceituosos: 57%.
Expressões preconceituosas apontadas
como as mais ouvidas:
- “Mulher
tem que se dar ao respeito” - 92%
- “Mulher
no volante, perigo constante – 90%
- “Isso
é coisa de viado. É viadagem” – 88%
- “Toda
negra ou mulata tem samba no pé” – 87%
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