FONTE:
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(https://www.vix.com).
Mais
de 30% das mulheres em algum momento da vida podem sofrer de desejo hipoativo.
O quadro pode ter causas variadas e afetar diretamente a saúde psíquica e
emocional de uma pessoa, além de contribuir para crises no relacionamento.
Segundo
a fisioterapeuta sexual Débora Pádua, o desejo sexual hipoativo (DSH) pode ser
definido como a diminuição da libido feminina.
"O problema tem relação com a primeira fase da sexualidade porque a mulher
não sente desejo e não quer nenhum tipo de aproximação sexual", explica.
Com
a sexualidade reprimida e pouco discutida desde a infância, as mulheres são as
mais afetadas. A recriminação do toque e do conhecimento do próprio corpo e a
condenação das experimentações cabidas ao gênero são os responsáveis por
intensificar o aparecimento do problema.
Não sinto
desejo sexual: por quê?
Embora
a maioria das causas da falta de vontade de ter relação
sexual seja de origem psicossocial, alterações físicas podem
agravar o problema.
Alterações
hormonais: o excesso ou a
falta de determinados hormônios pode influenciar diretamente a libido de uma
pessoa. Para a solução e necessário o acompanhamento de um endocrinologista,
que pode receitar medicamentos para repor ou equilibrar os hormônios.
Infecções
ou nódulos vaginais: alguns
problemas fisiológicos podem causar dores às mulheres fazendo com que o desejo
suma. Tratar o problema com antibiótico, analgésicos ou cirurgia dentro dos
prazos aceitáveis é essencial para evitar maiores problemas, traumas e
conflitos.
Remédios: farmacológicos como os antidepressivos e anticoncepcionais podem diminuir a libido da mulher. Suspender o uso com supervisão do especialista
é uma opção.
Impactos
psicossociais: muito mais do
que as questões físicas e biológicas, o fator que mais contribui para o
aparecimento da disfunção são as experiências psicológicas e emocionais.
Traumas, histórico de abusos sexuais, sensação de culpa e medo estão entre as
que causas do desejo sexual hipoativo.
Consequências.
Além
da cobrança natural que a mulher se impõe, o problema ainda pode acarretar
casos de depressão e desconforto e inseguranças nos relacionamento.
Não tenho
vontade de transar: o que fazer?
Indivíduos
são diferentes e reagem de formas diferentes às situações. Por isso, é natural
que em determinados momentos, principalmente em períodos conturbados, o desejo
sexual diminua. No entanto, a situação permanente precisa de cuidados. "Se
a mulher perceber que está há mais de seis meses sem nenhum tipo de desejo
sexual, então ela deve procurar ajuda", recomenda a fisioterapeuta.
Como
aumentar a libido.
Embora
dependa diretamente da causa, os tratamentos para a falta de
desejo geralmente envolvem consultas com ginecologistas e psicólogos. O
médico tem a função de eliminar qualquer causa física, enquanto o terapeuta
resolve as questões emocionais que podem desencadear o problema.
As
reposições hormonais e a fisioterapia uroginecológica também podem ser
procuradas em alguns casos. "Muitas vezes precisamos estimular a
circulação local para fazer com que a mulher se conheça melhor e o seu desejo
desperte", comenta Débora.
Além
das alternativas de tratamento, também é essencial encontrar apoio em casa,
seja com amigas, familiares ou parceiro. Jogar aberto deixa a situação menos
pesada e mais fácil de ser resolvida. No relacionamento, por exemplo, é
importante poder contar com a compreensão do companheiro. Tempo, paciência e
estímulo são essenciais para a solução do problema.

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