FONTE: *** Carol Salles, Colaboração para o UOL, (http://estilo.uol.com.br).
A pele da vulva, parte exterior do órgão genital
feminino, possui as mesmas características básicas da pele de qualquer outra
parte do corpo. Como também sofre com suor, oleosidade e descamação, deve ser
higienizada regularmente. Sabonetes comuns cumprem essa função, mas podem
deixá-la ressecada — quem é que nunca lavou as mãos e sentiu necessidade de
usar um hidratante logo em seguida?
É nessa hora que entram em cena os sabonetes
íntimos, produtos formulados especificamente para a higiene da região genital.
No entanto, sobram dúvidas: eles são realmente necessários? Melhoram infecções?
Podem ser usados todos os dias? A seguir, especialistas resolvem essas e outras
questões.
O sabonete íntimo é obrigatório
na higiene diária?
Não. Qualquer sabão corporal pode ser usado para
essa finalidade. No entanto, sabonetes comuns, especialmente aqueles em barra,
possuem pH alcalino e substâncias com alto poder de detergência (ou seja, de
remover sujeira). Esses dois fatores contribuem para desequilibrar o manto
lipídico, isto é, a camada superficial de proteção cutânea que permite a
transpiração e, ao mesmo tempo, mantém a hidratação.
Já os sabonetes íntimos possuem pH ácido ? mais
próximo do pH natural da pele ?, e ação detergente suave, capaz de remover
restos de células, oleosidade em excesso e outras sujeiras da região sem
alterar o manto lipídico. Uma alternativa são os sabonetes de glicerina ou os
formulados para bebês, que também possuem pH amigável e não agridem a
superfície cutânea.
Não. Primeiro porque a vagina, que é
a parte interna do aparelho reprodutor feminino, é capaz de se auto-regular.
Segundo porque o produto não é feito para ser aplicado internamente. Ele apenas
evita o desequilíbrio do pH da pele da vulva.
Não. Todo sabonete tem a mesma
função, ou seja, a de higienizar. Os íntimos, no entanto, podem aumentar a
sensação de frescor, dando a impressão que a pele está mais limpa. Mas é só
isso.
Não. De novo, o que acontece aqui é o
aumento da percepção de frescor. Contudo, o sabonete íntimo não trata infecções
e nem outros problemas. Nesses casos, o mais indicado é suspender o uso do
produto e procurar um ginecologista.
Sim, o produto é seguro para uso
diário. A recomendação geral, no entanto, é a de que não seja utilizado mais de
uma vez por dia, pois a higienização em excesso pode retirar as bactérias
naturais da vulva, assim como sua oleosidade natural, que atua como proteção. O
resultado pode ser ressecamento e corrimento.
Sim, os benefícios se aplicam à
região dos genitais masculinos também. E nem é preciso investir em mais de um
frasco no banheiro: por serem líquidos, os sabonetes íntimos podem ser
compartilhados com outras pessoas, já que não ficam resíduos de outros usos.
Não. O produto não tem essa função.
Pode ser usado para evitar desequilíbrios no pH, no entanto, existem outras
soluções mais adequadas para enfrentar a secura típica dessa fase, como
hidratantes vaginais e hormônios tópicos.
*** Fontes: Carla Kikuchi, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, Patrícia de Rossi, preceptora da residência médica em Ginecologia e Obstetrícia do Conjunto Hospitalar do Mandaqui e membro da Comissão Editorial da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e Eduardo Vieira da Motta, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, todos de São Paulo (SP).
*** Fontes: Carla Kikuchi, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, Patrícia de Rossi, preceptora da residência médica em Ginecologia e Obstetrícia do Conjunto Hospitalar do Mandaqui e membro da Comissão Editorial da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e Eduardo Vieira da Motta, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, todos de São Paulo (SP).

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