FONTE:
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(http://noticias.uol.com.br).
No mundo inteiro,
cerca de 1,3 bilhão de tonelada de alimentos é desperdiçada todo ano. Mas, como
Tanya Beckett descobriu no documentário de rádio The Business of Food Waste,
empresários astutos estão encontrando cada vez mais novas maneiras de
transformar a nossa comida estragada, indesejada ou excedente em lucro.
Assim, nas mãos
certas, o seu sanduíche comido pela metade ou suas uvas mofadas podem gerar
dinheiro.
1. Transformar restos de
comida em combustível.
Cerca de um quarto de
todos os alimentos que compramos vai para o lixo. Mas, enquanto uma maçã com
bolor ou um iogurte fora da validade não podem ser muito úteis para você, um
digestor anaeróbico os transforma em combustível que poderá aquecer o seu escritório
em menos de 24 horas. Um número crescente de hotéis e empresas estão instalando
sistemas de aquecimento de biomassa com base nessa tecnologia, enquanto as
empresas de gestão de resíduos estão gerando energia sustentável em escala
industrial usando restos orgânicos descartados pelas famílias e pela indústria
alimentícia.
2. Vendendo frutas 'feias'
e legumes a preços mais baixos.
No Reino Unido, até
40% da produção de frutas e legumes é rejeitada pelos varejistas porque seu
tamanho, formato ou aparência não cumprem as rigorosas normas exigidas. Mas
start-ups de uso consciente de resíduos e alguns supermercados estão garantindo
que esses alimentos de aparência estranha ou incomum ainda podem chegar ao
prato das pessoas. As empresas com essa preocupação social oferecem esses
produtos "feios" diretamente na porta das pessoas com descontos de
até 50%.
3. Transformando alimento
podre em proteína de inseto.
A start-up britânica Entomics
mira a redução do desperdício de alimentos, proteção ambiental e transformação
disso tudo em lucro com a ajuda de uma pequena criatura: a mosca. A empresa
planeja usar comida podre para alimentar e reproduzir larvas de moscas, que
podem ser usadas como uma fonte de alimento com alta concentração de proteína
para aves, peixes e animais de estimação.
Além disso, elas
também podem ser transformadas em bio-óleo e fertilizantes.
Este processo de
"reciclagem de nutrientes" pode soar um pouco nojento, mas ele também
pode diminuir a quantidade de terra usada para o plantio de soja e de outras
coisas usadas para a alimentação animal, tornando-se duplamente bom para o
ambiente.
4. Criando demanda de
produtos indesejados.
Um número crescente
de empresas estão transformando alimentos não vendidos ou
"invendáveis" em pratos pelos quais as pessoas vão pagar caro. A
start-up sustentável Fruit Spare até agora transformou 15 toneladas de restos
de frutas ou de maçãs e peras com formatos estranhos ou imperfeitos em chips
saudáveis e crocantes. A Rubies in the Rubble evitou que mais de 85 mil frutas
e legumes fossem para aterro, transformando-os em molhos e picles. E como 44%
do pão produzido no Reino Unido é descartado, a cervejaria Toast Ale já fez
mais de 60 mil garrafas de cerveja usando sobras de pães.
5. Extrair pigmentos.
Já se perguntou de onde
vêm as tintas e corantes? No futuro, a resposta poderá ser dos alimentos
descartados. A start-up Celbius está pesquisando maneiras de extrair pigmentos
de matéria orgânica usando uma combinação de enzimas e ultra-som. O processo
usa menos energia e menos produtos químicos do que outros métodos, e os
corantes podem ser usados até mesmo para fabricar produtos alimentares ou
cosméticos.
6. Ajudar as sobras a
encontrarem uma nova casa.
Um novo aplicativo de
compartilhamento de alimentos está tornando mais fácil encontrar um lar para
tudo, desde berinjelas a sobras de lasanha. O Olio permite anunciar a comida
que sobra para as pessoas em sua região e combinar para que elas a busquem. O
aplicativo é gratuito, mas seus criadores esperam torná-lo algo lucrativo através
de publicidade, parcerias e doações.
A ONG Too Good To Go
oferece um serviço similar para restaurantes, permitindo que eles anunciem
refeições que seriam descartadas a preços baixíssimos para evitar que as sejam
jogadas no lixo. Os clientes podem encontrar alimentos feitos por chefs a £2
(R$ 8,50). O aplicativo já salvou mais de um milhão de refeições em toda a
Europa.

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