Sônia
diz temer que, no futuro, Bruno lhe tire a guarda concedida pela Justiça.
Ele tinha apenas
quatro meses quando a mãe, Eliza Samudio, então com 25 anos, desapareceu.
Bruninho, hoje com 7 anos, é um menino alegre e ainda não sabe exatamente o que
aconteceu com ela. Por determinação da Justiça, a criança está sob os cuidados
da avó materna, Sônia de Fátima Moura.
O caso de Eliza,
de junho de 2010, intriga até hoje o País porque seu corpo nunca foi
encontrado. É um exemplo do drama adicional da tragédia familiar que ocorre
quando a violência vence as relações afetivas e as dores da perda da mãe se
abatem sobre os filhos.
Condenado com
outros envolvidos na morte de Eliza, o pai de Bruninho, o goleiro Bruno
Fernandes, tenta, nos últimos meses, voltar às ruas e ao futebol. Em fevereiro,
conseguiu um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF), revogado em
abril.
"O Bruninho
é um menino alegre, que eu tento proteger como posso. Quero que ele tenha uma
infância feliz", afirma a avó.
Temor.
Sônia diz temer
que, no futuro, Bruno lhe tire a guarda concedida pela Justiça. "Eu tenho
medo que ele queira tomar a guarda de mim e que a Justiça, por ele ter
dinheiro, conceda isso", diz Sônia. "Ele pode alegar que é seu filho
e já pagou pelo erro, mas um assassinato não é só um erro."
Para a avó de
Bruninho, a "Justiça se preocupa muito com os assassinos e pouco com as
vítimas e as famílias, que vive prisioneira". "O sofrimento nunca
acaba", lamenta.



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