O movimento involuntário, com progressão lenta e
geralmente familiar que pode envolver as mãos, braços, cabeça e até a voz.
Imagine
você realizando uma atividade simples como beber água ou manusear os talhares
durante uma refeição. Parece fácil e tranquilo, não é mesmo? Mas, para cerca de
5% da população brasileira, esse processo pode ser mais constrangedor do que se
imagina, por conta do chamado tremor essencial, um movimento involuntário, com
progressão lenta e geralmente familiar que pode envolver as mãos, braços,
cabeça e até a voz. Por ano, cerca de 150 mil casos são registrados.
“Embora
seja tratado como patologia benigna, pode ocasionar transtornos no indivíduo na
sua vida social, evidenciado em atos simples do dia a dia”, explicou Almir
Plessim de Almeida, neurocirurgião e Membro Titular da Sociedade Brasileira de
Neurocirurgia (SBN) e da Academia Brasileira de Neurocirurgia (ABN).
Dentre as
atividades citadas pelo especialista, estão as relacionadas ao ato de ao beber
café, usar o talher ou assinar o cheque, se agravando em situações que envolvam
estresse ou distúrbios psíquicos associados, o que pode fazer com que os
tremores piorem. Já em situações de repouso, como, por exemplo, durante a hora
do sono, os sintomas geralmente desaparecem.
“A
incidência do tremor essencial aumenta de acordo com o aumento da idade,
atingindo uma prevalência de 14% em pessoas com mais de 65 anos. Além disso,
pode também afetar crianças. Do total de novos casos, 4,5% a 5,5% apresentam-se
nas primeiras décadas de vida, com idade média de começo aos sete anos de
idade”, disse o neurocirurgião.
Por outro
lado, é comum aos pacientes com esses sintomas associarem o tremor essencial ao
Mal de Parkinson. De acordo com os especialistas, o paciente não apresenta
nenhum outro problema neurológico além do tremor. Além disso, ela não teria
nada a ver, de modo geral, com o mal, que atinge cerca de 200 mil pessoas no
país. A causa é, em grande parte, genética, sendo que até metade dos pacientes
apresentam história familiar positiva para o mesmo problema.
“Na
síndrome de Parkinson, em que o tremor é de repouso, e nem sempre apresenta o
tremor, além de estarem presentes outros sinais como a lentidão do movimento
(bradicinesia), a rigidez muscular (hipertonia) e as quedas frequentes
(instabilidade postural)”, pontuou Almir Plessim de Almeida.


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