Após quatro mortes
causadas pelo vírus H1N1, a Diocese de Taubaté (SP), cidade de 300 mil
habitantes, orientou aos religiosos que evitassem orações de mãos dadas, entre
outros cuidados, para diminuir os riscos de contaminação.
As diretrizes foram
repassadas também para outros dez municípios abrangidos pela diocese.
Um dos pedidos do
comunicado é "omitir a saudação da Paz", momento em que os fiéis se
cumprimentam.
Também foi feito um
alerta para que a "procissão do ofertório" não seja mais realizada.
Nesse ritual, comum em missas especiais e de domingo, hóstias, pães e vinho são
levados até o altar, fazendo com que circulem em diferentes ambientes com
grande aglomeração de pessoas, aumentando os riscos de propagação do vírus.
Já a hóstia da comunhão
deverá ser entregue sem ser molhada antes no vinho, como muitas vezes acontece.
E precisa ser colocada nas mãos do fiel, em vez de sobre a língua, como é de
costume. Nesse momento, segundo a doutrina, os fiéis recebem o corpo e o sangue
de Cristo.
A circular da diocese
orienta também os religiosos para os casos de visitas a pessoas doentes em
casas e hospitais. Elas deverão ser feitas com "particular atenção,
sobretudo se várias forem visitadas em sequência", segundo o comunicado,
para reduzir a chance de contaminação cruzada.
O alerta, direcionado a
"sacerdotes, diáconos, ministros extraordinários da sagrada comunhão
eucarística, agentes de pastoral e ao povo de Deus em geral", também
indica a importância de manter abertos os locais de missas e reuniões para
melhorar a ventilação.
Sarampo
também preocupa.
A infectologista Rosana
Richtmann, da Sociedade Brasileira de Infectologia, diz que medidas contra a
gripe são sempre importantes. Mas lembra que a grande preocupação agora no
estado é com o sarampo. São 384 casos confirmados, crescimento de 86% em menos
de 15 dias.
Para a especialista, é
fundamental que as igrejas orientem a população sobre a doença, transmitida com
mais facilidade do que a gripe.
Como frequentam missas
e celebrações com grande número de pessoas, os fiéis precisariam ser orientados
sobre os sintomas do sarampo, como febre, tosse persistente, lacrimejamento,
mal-estar. Se um deles aparecer, a dica é não frequentar as igrejas.
"É um momento
importante no estado porque a transmissão do vírus do sarampo é muito fácil,
então, qualquer pessoa com suspeita não deve nem sair de casa, muito menos ir
num lugar com muita gente com nas missas", afirmou.

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