FONTE: Helô Oliveira, Colaboração para o UOL, (http://estilo.uol.com.br).
A ingestão de suplementos de melatonina para tratar
problemas de sono está longe de ser unanimidade entre a comunidade médica. Se o
paciente for uma criança, então, a questão se torna ainda mais complexa. E
alguns pais têm recorrido à melatonina aos primeiros sinais de insônia de seus
filhos, achando que o hormônio é natural e não faz mal. É aí que mora o
problema.
Embora o uso do hormônio seja considerado seguro, ele pode causar diversos efeitos colaterais, como dor de cabeça e no estômago, irritabilidade, tontura, sintomas depressivos de curta duração e sonolência diurna. Isso sem contar potenciais malefícios à saúde se ingerido por longos períodos. “Existem poucos estudos sobre o efeito do consumo contínuo de melatonina, mas o que se sabe é que ela pode interagir com outros hormônios dessa fase da vida e interferir no desenvolvimento físico e psicológico da criança”, alerta Shigueo Yonekura, neurologista do Instituto de Medicina e Sono de Campinas e Piracicaba.
Embora o uso do hormônio seja considerado seguro, ele pode causar diversos efeitos colaterais, como dor de cabeça e no estômago, irritabilidade, tontura, sintomas depressivos de curta duração e sonolência diurna. Isso sem contar potenciais malefícios à saúde se ingerido por longos períodos. “Existem poucos estudos sobre o efeito do consumo contínuo de melatonina, mas o que se sabe é que ela pode interagir com outros hormônios dessa fase da vida e interferir no desenvolvimento físico e psicológico da criança”, alerta Shigueo Yonekura, neurologista do Instituto de Medicina e Sono de Campinas e Piracicaba.
Para o pediatra Moises Chencinski, de São Paulo,
uma simples dificuldade para dormir não é suficiente para tomar o suplemento. “A
melatonina só deve ser prescrita quando constatado que a criança não tem uma
produção suficiente do hormônio. Isso acontece principalmente em casos de
autismo, cegueira total, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade ou
lesão neurológica”, explica. Portanto, antes de qualquer decisão, consulte
um endocrinologista. “Muitas vezes, a questão é apenas comportamental e
resolvida sem uso de medicamentos”, diz Yonekura.
Uso adulto.
A melatonina é indicada para trabalhadores
noturnos, que precisam dormir em horários alternativos, ou para quem sofre com
o incômodo “jet lag” (alteração do ritmo biológico após mudanças do fuso
horário em longas viagens de avião). Ela também pode ser indicada para melhorar
o bem-estar de pacientes portadores de doenças que diminuem a produção do
hormônio, como Alzheimer e Parkinson. Gestantes e mulheres que desejam
engravidar ou que estejam fazendo tratamento à base de estrogênio devem ficar
longe da substância, uma vez que ela tem um leve efeito inibidor do hormônio feminino.
Como funciona.
Conhecida como o “hormônio do sono”, a
melatonina é produzida pela glândula pineal, localizada na parte central do
cérebro. Sua
produção tem início à noite, para encorajar o sono, e atinge seu nível máximo
quando estamos dormindo. No início da manhã, ela é reduzida, o que sinaliza que
é hora de acordar.
Se você estiver em um local iluminado, mesmo pela
luz emitida pela televisão, pelo computador ou pelo celular, o organismo
receberá o recado de que ainda é dia. Como resultado, o relógio biológico fica
desregulado e o hormônio para de funcionar corretamente, causando não só distúrbios
de sono, como também uma série de problemas à saúde, entre eles obesidade,
diabetes, envelhecimento precoce e hipertensão.
O primeiro registro da existência da melatonina foi
feito em 1958, pelo dermatologista norte-americano Aaron Lerner. Nas décadas de
1960 e 1970, deu-se início à sua comercialização, mas o verdadeiro estouro nas
vendas aconteceu vinte anos depois, fenômeno conhecido como “melatonin
madness” (“febre da melatonina”, em tradução livre).

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