De
acordo com dados da Sesab, mais de 560 pessoas foram internadas por conta do
problema entre 2012 e julho deste ano.
Doença que
mata uma em cada quatro pessoas no mundo, a trombose ainda não vem chamando a
atenção do público brasileiro no gera, mesmo sendo considerada perigosa. De
acordo com uma pesquisa realizada por uma empresa farmacêutica, há três anos,
em vinte países ao redor do mundo, mostrou que apenas 4% dos brasileiros
consideram os coágulos sanguíneos como a maior ameaça à vida, sendo que 51%
afirmaram desconhecer sobre o risco fatal de uma trombose não tratada.
Aqui na
Bahia, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), mais de 560
pessoas foram internadas por conta do problema entre 2012 e julho deste ano. O
maior índice de internações ocorreu ano passado quando 151 pessoas precisaram
ser hospitalizadas. Com relação ao número de mortes, também levando em conta o
mesmo período, cerca de 150 pacientes vieram a óbito em todo o estado, sendo 36
em 2015. Até julho deste ano, 22 pessoas morreram por conta da trombose.
De acordo
com a angiologista e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia
Vascular (SBACV), Lucia Maria Couto, a trombose é definida como a coagulação do
sangue dentro de uma veia e pode ocorrer de duas formas: pela Trombose Venal
Profunda (TVP), quando atinge uma veia profunda, podendo gerar um quadro grave
com complicações e até mesmo a morte; e a tromboflebite, quando ocorre em uma
veia mais superficial, sem o mesmo calibre da anterior.
A
especialista explicou quais são as principais causas que podem levar a
trombose. Entre elas estão a predisposição familiar, histórico, obesidade, o
uso de anticoncepcionais, tabagismo, sedentarismo e idade avançada,
principalmente após os 40 anos. “Ainda pode ocorrer em pessoas que estão com
problemas de mobilidade, a exemplo daquele que precisou colocar um gesso, além
das gestantes e pessoas que sofreram algum trauma depois de uma cirurgia”,
explicou.
Com
relação aos sintomas, os mais comuns, segundo Couto, são edema, dores intensas,
vermelhidão, a incapacidade de mexer a perna e até de andar. “Tudo vai depender
do calibre da veia. Quanto mais importante e mais grossa ela for, maior será a
repercussão. Ainda tem a questão da embolia pulmonar, que é a mais temida, já
que a maioria dos casos é grave e pode levar a morte”, alertou, ressaltando
ainda uma situação que pode ocorrer após o surgimento da trombose: a
insuficiência venosa crônica, quando surgem edemas nas pernas e escurecimento
no local afetado.


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