Comer chocolate amargo
pode ser positivo para o humor e aliviar os sintomas da depressão, revelou um
novo estudo realizado por pesquisadores da inglesa University College
London.
O estudo, publicado no
periódico Depression
and Anxiety, é o primeiro a examinar a associação entre o consumo de
diferentes tipos de chocolate e a depressão, doença que atinge mais de 11
milhões de brasileiros.
Em conjunto com órgãos
de Saúde do Canadá e dos Estados Unidos, os cientistas analisaram dados de mais
de 13,6 mil adultos.
Eles descobriram que
aqueles que reportaram consumir chocolate amargo tiveram um risco
reduzido em 70% de apresentar sintomas de depressão do que aqueles que
disseram não comer chocolate.
Além disso, aqueles que
comeram qualquer tipo de chocolate (branco, ao leite e amargo) também
tiveram menores chances de relatar sintomas depressivos em comparação a aqueles
que não comiam nenhum chocolate.
O chocolate amargo
contém diversas substâncias psicoativas que produzem sensação de bem-estar e
euforia. Segundo pesquisas, ele aumenta os níveis de serotonina, hormônio
ligado ao prazer e bem-estar, é rico em flavonóides, potentes antioxidantes e
agentes anti-inflamatórios presentes no cacau, e ainda contém feniletilamina,
um importante hormônio que ajuda a regular o humor.
Um outro estudo publicado pela Linda University Health,
nos Estados Unidos, informou que o consumo de chocolate amargo tem efeitos
positivos na saúde cerebral, diminuindo os níveis de estresse e inflamações. O
chocolate amargo também pode melhorar o humor, a memória e até a imunidade.
Nutricionistas e
médicos recomendam um consumo diário de uma porção de 40 gramas ― mas o
chocolate precisa ter, no mínimo, 70% de cacau na composição.
“Este estudo fornece
algumas evidências de que o consumo de chocolate, principalmente o amargo, pode
estar associado a uma redução na probabilidade do desenvolvimento de sintomas
da depressão”, disse ao ScienceDaily uma
das autoras do estudo Sarah Jackson, do Instituto de Epidemiologia da UCL.
No entanto, Jackson
pondera que é necessário mais pesquisas para esclarecer esta direção de
casualidade. “Pode ser que a depressão faça com que as pessoas percam o
interesse em comer chocolate, ou pode haver outros fatores que tornam as
pessoas menos propensas a comer chocolate amargo e ficarem deprimida”,
questionou a pesquisadora.

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