Cerca de 300 mulheres
de diferentes etnias fizeram um protesto contra a municipalização do
atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde), atualmente o serviço é de
competência federal. As mulheres entraram em um prédio na região central de
Brasília, onde fica a Sesai (Secretaria de Atenção à Saúde Indígena), para
pleitear uma reunião com a secretária da pasta, Silvia Waipã.
A Polícia Militar
acompanha a manifestação e até às 10h15 a reportagem não identificou conflito
entre os militares e indígenas.
"O atendimento de
saúde prestado pelo governo federal atende parte das nossas necessidades. Mas
temos certeza que quando o dinheiro for transferido para os municípios
atenderem nas aldeias, o serviço vai piorar", disse uma das integrantes do
movimento, Fabiane Medina.
As organizadoras
estimam que representantes de 80 etnias indígenas estão acampadas em Brasília
desde sexta-feira (9). O grupo pretende se mobilizar para marchar até o Congresso
Nacional, amanhã, e pressionar parlamentares a vetar a proposta de
municipalização.
Durante o ato, índios
levantaram faixas contra genocídio indígena e fizeram danças em frente ao
prédio. Houve lentidão no trânsito próximo ao prédio.


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