segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

A CARIDADE DO RESPEITO...

                         

A palavra caridade, tão conhecida das pessoas e instituições que a ela se propõem, nem sempre é bem entendida. Raras vezes é bem praticada.

De um modo geral, os que nos dispomos a exercê-la, não atentamos para um detalhe de suma importância.

Estamos tratando com pessoas. Homens, mulheres, crianças. Todos têm, como nós, seus gostos, suas vontades.

Como nós, eles gostam de algum alimento e não de outros. Apreciam uma fruta e não outra.

Como nós eles gostariam, por vezes, mais de um pedaço de chocolate, do que um pão com manteiga ou margarina.

Podem estar com fome mas como nós, sonham em saborear esse ou aquele prato.

Então, seria de nos perguntarmos por que devemos servir sopa todos os dias, quando abrimos nossa instituição para saciar a fome dos que a padecem.

Será que não poderíamos variar um pouco o cardápio, até mesmo tendo mais de uma opção para que a pessoa possa escolher?

Talvez digamos que isso é um luxo. Seria importante nos colocarmos no lugar de quem está recebendo o prato de comida.

Não gostaríamos que, vez ou outra, ele fosse diferente? Tivesse outro sabor?

Isso se chama respeito ao nosso irmão.

E se falarmos de roupas e calçados, pensamos que o outro pode gostar do laranja, mas não do verde?

Que gostaria de receber um calçado que realmente pudesse usar, que servisse no seu pé?

Alguns de nós simplesmente damos, sem permitir que a pessoa opte por esse ou aquele tipo de agasalho.

Temos a ideia equivocada de que quem está precisando de ajuda deve aceitar o que lhe seja ofertado.

Sim, o necessitado engole sua vontade, e veste o que lhe damos porque o frio o castiga.

Quanto melhor se sentiria se lhe permitíssemos a escolha.

Ou termos, ao menos, o gesto gentil de lhe dizer: Amigo, não sei se lhe pode servir, mas é o que tenho.

Gostaria de vestir, de calçar?

Isso é tratamento de um ser humano a outro ser humano, um irmão a outro irmão.

A recomendação do Cristo é de fazermos aos outros o que gostaríamos que nos fizessem.

Então, temos que nos questionar se gostaríamos de vestir uma roupa de número cinquenta, quando nosso manequim é quarenta e dois, se calçaríamos um sapato quarenta quando nosso número é trinta e seis.

Temos ainda que nos perguntar se comeríamos algo que detestamos, ou se ouviríamos uma música que nos irrita, enquanto nos alimentamos.

Tudo pelo simples fato de que a necessidade nos visita.

Olhemos aquele que nos busca, com respeito. Se nada tivermos que lhe possa servir, digamos-lhe.

Mas olhemos nos olhos dele, falemos como quem se importa, verdadeiramente.

Muitos que buscam a caridade alheia são pessoas que mais do que o pão, o agasalho, o abrigo, precisam de um coração que os abrace, de um olhar que os descubra visíveis, gente como toda gente.

São mães que buscam corações sensíveis que as ajudem a manter vivos os filhos queridos.

Há filhos órfãos que precisam encontrar uma mão estendida para os livrar das garras da morte.

Há pais de família que, mesmo trabalhando de sol a sol, não ganham o suficiente para manter a família.

Pensemos nisso e atendamos com respeito e amor aos nossos irmãos!

                                          Oi Alma Irmã, nossas Fraternais Saudações!

Que esta MSG te encontre em Paz e com Saúde!!! Obrigado pela companhia!

Por Momento Espírita, Redação do Momento Espírita. Do site: http://momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=6403&stat=0.

SUBLIMAÇÃO...

                         

A Terra pode ser comparada a estádio imenso, onde cada criatura é convidada à realização de certas provas.

Não te detenhas na apreciação inoperante dos companheiros.

Inação é retaguarda.

Menor esforço é deficiência.

Aceita a luta que as circunstâncias te oferecem, reconhecendo nos recursos naturais que recebeste a manifestação da Divina Vontade e adianta-te, com destemor, para frente.

Se há regras humanas, destinadas à obtenção de equilíbrio e beleza para o corpo, há disciplina de sublimação para a harmonia e glória da alma.

Cada dia é desafio sereno da natureza, constrangendo-nos docemente à procura de amor e sabedoria, paz e elevação.

Os exercícios podem ser diários e variados, na obra de nosso aperfeiçoamento espiritual, quando fugirmos à estagnação e à indiferença.

É a corrida às obras do bem incessante.

É a caça aos valores morais.

É a pesca das bênçãos e solidariedade.

É o salto sobre os obstáculos da calúnia.

É a regata do suor no cumprimento do dever.

É o treino constante na aquisição de conhecimentos superiores.

É a competição da fraternidade em que o vencedor será sempre o irmão mais atencioso, nos pequenos sacrifícios.

É a difícil ginástica dos bons exemplos.

É o esforço da hospitalidade.

É a demonstração de paciência diante da ignorância.

É a disputa do serviço que devemos aceitar por dom celeste.

É o bom combate, sem armas e sem palavras, na correção de nós mesmos.

Amigo, atende aos imperativos da saúde física porque o vaso de carne é concessão do Senhor para a extensão do Infinito Bem, mas não te esqueças da saúde espiritual e consagra-te, sob a luz do Evangelho, aos esportes da própria sublimação

                       Oi Alma Irmã, nossas Fraternais Saudações!

Que esta MSG te encontre em Paz e com Saúde!!! Obrigado pela companhia!

Pelo Espírito Emmanuel, Do livro: Taça de Luz. Médium: Francisco Cândido Xavier.

O SOFRIMENTO...

                           

Na atualidade, talvez mais do que em outros períodos da sociedade, o sofrimento parece tomar parte em todos os atos e aspirações humanos, tornando-se um elemento de séria perturbação ao processo evolutivo.

Quando se começam a delinear os traços básicos de qualquer planejamento, pensa-se a respeito do sofrimento que advirá da audaciosa realização e gasta-se muito tempo nas tentativas de anular-lhe a presença. Não acostumado aos investimentos novos e às suas exigências, o candidato às mudanças, que devem acontecer, espera imediata adesão das demais pessoas, o que não ocorre, e sofre com as reações que se apresentam, mesmo antes de serem postos em prática os primeiros projetos. O mesmo ocorre com os idealistas acostumados às lutas ante o impositivo do progresso e das construções contínuas do conhecimento.

O caráter da maioria das pessoas, inseguro e atado a valores de perturbação, parece armado contra tudo que é novo e que sacode a preguiça ou a vaidade mal disfarçada, em que se refugia para nada fazer de bem...

Siddharta Gautama, o Buda, foi um dos primeiros pensadores a deter-se no estudo desse comportamento, criando as quatro regras de ouro, que constituem alicerce filosófico da sua doutrina.

Tudo é sofrimento, afirma o apóstolo da busca interior para a felicidade. O sofrimento que deflui do sofrimento, que são as consequências não superadas das aflições que se padece no transcorrer da existência; as causas do sofrimento, as razões que dão força para a luta e, por fim, como libertar-se do sofrimento, caminho que leva à cessação do sofrimento.

Toda a Doutrina de Jesus, o Mártir da Cruz, é o esforço para superar ou evitar o sofrimento mediante as ações beneméritas do Amor em todas as suas expressões.

Porque a criatura humana prefere o prazer, o agradável das sensações, mesmo que perniciosas, o sofrimento é a consequência inevitável da escolha e se instala até quando se resolve por trilhar o caminho que conduz à sua cessação. Esse esforço é ingente e penoso, e ninguém logra o bem-estar, a plenitude existencial, sem o contributo do sofrimento gerador do sofrimento.

Buda propõe oito regras de retidão para evitar-se o sofrimento, denominadas Nobre Caminho Óctuplo: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta.

Jesus sintetizou todas as diretrizes que impedem a presença do sofrimento ou a libertação dele através do amor, que responde por todas as necessidades existentes e se fortalece na execução do programa da verdade e da vida. ...E o Espiritismo completa informando que se trata da Lei de Causa e Efeito, decorrência de tudo quanto se faz.

                             Oi Alma Irmã, nossas Fraternais Saudações!

Que esta MSG te encontre em Paz e com Saúde!!! Obrigado pela companhia!

Por Divaldo Franco, Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 12.11.2020. Do site: http://www.divaldofranco.com.br/mensagens.php?not=653.

DO ALÉM...

                           

Pudesse o nosso olhar, vagueando os ermos,
Ver através da própria soledade
A expressão luminosa da Verdade,
E da luz da Verdade não descrermos...

Preocupar-se aí, porém, quem há de
Com o problema de sermos ou não sermos,
Pois que o ardente desejo de o sabermos
É sempre o anelo falso da vaidade?

Peregrinos da dor, na dor andamos
Sem que a nossa miséria se desfaça
No escabroso caminho onde marchamos,

Seguindo a alma nos sonhos iludida,
Até que a dor unindo-se à desgraça
Descerre os véus que encobrem outra vida.

                           Oi Alma Irmã, nossas Fraternais Saudações!

Que esta MSG te encontre em Paz e com Saúde!!! Obrigado pela companhia!

Pelo Espírito Antônio Nobre, Do livro: Parnaso de Além Túmulo. Médium: Francisco Cândido Xavier.

OS BENEFÍCIOS DA HUMILDADE...

 

A humildade é uma virtude relacionada ao reconhecimento de nossas limitações.

Embora poucos saibamos, não se trata de virtude estudada apenas nos campos da religiosidade e da filosofia.

Estudos existem a seu respeito, no campo científico.

Pesquisas, no âmbito da educação, demonstram que a humildade promove bem-estar físico, psicológico, social e espiritual para aquele que a desenvolve.

Isso porque ela proporciona alívio nas preocupações e no sentimento de vulnerabilidade.

Também gera uma diminuição da ansiedade, da depressão e das fobias sociais.

Afirmam esses estudos que essa virtude está relacionada à sabedoria que temos de que não possuímos todo o conhecimento.

Esse reconhecimento nos possibilita a compreensão das nossas limitações.

Não se trata, no entanto, de uma virtude passiva. Ao contrário, é ativa, pois ao reconhecermos que não sabemos tudo, nos colocamos em uma postura de querer e buscar novos conhecimentos.

Segundo os pesquisadores, no campo educacional, a humildade, quando estimulada nos alunos, permite que eles queiram sempre aprender mais, posto que são sabedores das limitações de seus conhecimentos.

Ao reconhecer suas debilidades, se posicionam desejando a própria melhoria e desenvolvimento.

Igualmente há reflexo na relação com seus professores, desde que se dispõem a uma maior aceitação dos ensinos que lhes são transmitidos.

Identificando nos professores aqueles que podem repassar novos conhecimentos, gera uma relação de maior respeito e reciprocidade.

Por sua vez, pesquisas no campo da psicologia demonstram que a prática da humildade facilita o desenvolvimento da compaixão, do perdão, do respeito e da autoestima.

E, por possibilitar o surgimento desses bons sentimentos, ela inibe o desenvolvimento da arrogância, do narcisismo e do orgulho.

Façamos um breve intervalo e nos questionemos se já desenvolvemos em nós a humildade. Ou se precisamos investir nisso.

Iniciemos revendo nossos comportamentos e atitudes.

Temos consciência de que não somos os que sabemos tudo a respeito de tudo?

Em síntese: Sabemos reconhecer nossas limitações nas diversas áreas do saber, do conhecimento?

Somos daqueles que nos colocamos como os que criticam os demais pelo uso incorreto da fala, da escrita, do que apresentam como suas conquistas pessoais?

Ou somos os que nos apresentamos dispostos a querer saber mais, a aprofundar nossos estudos, a aprender com o outro?

O nosso exercício para o desenvolvimento da humildade deve iniciar, no campo mais propício e, ao mesmo tempo, promissor: nosso lar.

Podemos nos dispor a aprender a cozinhar, arrumar uma mesa, passar a nossa roupa.

Podemos aprender um pouco de jardinagem, desde como plantar de forma adequada a semente, aos cuidados com a rega, com a poda.

Quanto bem-estar podemos promover em nossa família a partir de um comportamento mais humilde.

Depois, podemos ampliar o exercício dessa virtude para nossas relações sociais e de trabalho.

Que tal iniciarmos esses exercícios neste dia?

                                 Oi Alma Irmã, nossas Fraternais Saudações!

Que esta MSG te encontre em Paz e com Saúde!!! Obrigado pela companhia!

Por Momento Espírita, Redação do Momento Espírita, com base no artigo A humildade e a esperança: fatores de resiliência na práxis humana?, de Joana Freitas e Maria Helena Martins, da Revista Omnia, abril 2015. Do site: http://momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=6421&stat=0.

domingo, 6 de dezembro de 2020

VOZES...


A Juventude exclama: - “Vive e Goza!”
Doida, invadindo o coração da gente.
O Prazer comparece, presto e ardente,
E pulsa em sensação maravilhosa.

Vem a tola Vaidade, mentirosa,
E grita: - “O mundo inteiro é teu somente!
”O Orgulho volve e manda: - “Segue à frente!
Eu sou, na vida o cetro que te esposa.”

No entanto, os conselheiros desumanos
Passam deixando amargos desenganos
No coração que triste e árdego arde.

Chega a Velhice e pede: - “Trabalhemos
Buscando o bem e a luz por dons supremos!“
Mas a Morte repete: - “É muito tarde!”

                                Oi Alma Irmã, nossas Fraternais Saudações!

Que esta MSG te encontre em Paz e com Saúde!!! Obrigado pela companhia!

Pelo Espírito Felícia Cunha, Do livro: Antologia dos Imortais. Médium: Francisco Cândido Xavier.

VIDA ÍNTIMA...

                             

O enunciado socrático a respeito da autoiluminação, exarado no conceito Conhece-te a ti mesmo, permanece de grande atualidade, em nossa sociedade aturdida.

A criatura moderna, intelectualizada e instrumentalizada para a felicidade mediante as conquistas exteriores e os padrões extravagantes de cada época, vem perdendo a própria identidade e muda de comportamento conforme os ventos das fantasias do prazer, qual embarcação sacudida por ventos vários.

As ambições externas para a conquista do prazer e das glórias momentâneas atira a cultura em diferentes direções, e as metas tradicionalmente consagradas como roteiros de segurança para uma existência ditosa vêm sendo substituídas por comportamentos estranhos, alterados com vícios sociais e morais que a exaurem.

Acompanhamos o surgimento de filosofias de ocasião, debates verbais e escritos, estimulando a revolta e a indiferença pelos valores éticos, dando lugar a uma sociedade de atormentados e infelizes, mesmo quando sentados nas montanhas de ouro do poder e da fama.

Periodicamente, no auge de uma overdose de substâncias químicas ou sem nexo pelo alcoolismo, muitos sucumbem em suicídios extravagantes, falando a respeito do vazio existencial, embora tudo quanto possuem e desfrutam.

Sucede que nas filosofias do prazer imediato e da igualdade absoluta, num devaneio que encontra participantes ultrajados por si mesmos, todo estímulo é para fora, para o exterior da realidade humana e se considera o sofrimento uma desgraça que deve ser combatida sem cessar.

O notável psiquiatra austríaco Viktor Frankl concluiu que existem três fatores que todos os seres humanos enfrentam e têm que resolver a sua problemática, numa questão de objetivo existencial, que são: a culpa, o sofrimento e a morte.

Esses elementos, que se encontram em todas as vidas, devem ser enfrentados interiormente, num esforço de autoconhecimento, de iluminação das sombras do ego, trabalhando-os com naturalidade e vencendo-os, ou aceitando-os com naturalidade, porquanto são inevitáveis.

Jesus, o Terapeuta por excelência, chamava-os de Reino dos Céus, que se encontra no âmago do ser, e demonstrou-nos como vencer esses adversários, enfrentando-os sem disfarce. Para tanto, estabeleceu regras de conduta que contribuem para a harmonia íntima e o preenchimento dos vazios íntimos mediante o amor e a solidariedade.

Dar sentido à vida é significar-se útil sob qualquer aspecto, lúcido em relação àquilo que lhe faz bem e o dignifica, superando lembranças culposas e enfrentando o fenômeno da morte como inevitável por fazer parte do processo da vida.

A oração honesta, a meditação e o serviço em favor do próximo são os efeitos de uma vida íntima saudável e feliz.

Oi Alma Irmã, nossas Fraternais Saudações!

Que esta MSG te encontre em Paz e com Saúde!!! Obrigado pela companhia!

Por Divaldo Franco, Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 26 de novembro de 2020. Do site: http://divaldofranco.com.br/mensagens.php?not=655.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

EVANGELHO E DINAMISMO... FOTO EVANGELHO Desde os primórdios da organização religiosa no mundo, há quem estime a vida contemplativa absoluta por introdução imprescindível às alegrias celestiais. Cristalizado em semelhante atitude, o crente demanda lugares ermos como se a solidão fosse sinônimo de santidade. Poderá, contudo, o diamante fulgurar no mostruário da beleza, fugindo ao lapidário que lhe apura o valor? Com o Cristo, não vemos a idéia de repouso improdutivo como preparação do Céu. Não foge o Mestre ao contacto com a luta comum. A Boa Nova em seu coração, em seu verbo e em seus braços é essencialmente dinâmica. Não se contenta em ser procurado para mitigar o sofrimento e socorrer a aflição. Vai, Ele mesmo, ao encontro das necessidades alheias, sem alardear presunção. Instrui a alma do povo, em pleno campo, dando a entender que todo lugar é sagrado para a Divina Manifestação. Não adota posição especial, a fim de receber os doentes e impressiona-los. Na praça pública, limpa os leprosos e restaura a visão dos cegos. À beira do lago, entre pescadores, reergue paralíticos. Em meio da multidão, doutrina entidades da sombra, reequilibrando obsidiados e possessos. Mateus, no capítulo nove, versículo trinta e cinco, informa que Jesus “percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nos templos que encontrava, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades que assediavam o povo”. Em ocasião alguma o encontramos fora de ação. Quando se dirige ao monte ou ao deserto, a fim de orar, não é a fuga que pretende e sim a renovação das energias para poder consagrar-se, mais intensamente, à atividade. Certamente, para exaltar os méritos do Reino de Deus, não se revela pregoeiro barato da rua, mas afirma-se, invariavelmente, pronto a servir. Atencioso, presta assistência à sogra de Pedro e visita, afetuosamente, a casa de Levi, o publicano, que lhe oferece um banquete. Não impõe condições para o desempenho da missão de bondade que o retém ao lado das criaturas. Não usa roupagens especiais para entender-se com Maria de Magdala, nem se enclausura em preconceitos de religião ou de raça para deixar de atender aos doentes infelizes. Seja onde for, sem subestimar os valores do Céu, ajuda, esclarece, ampara e salva. Com o Evangelho, institui-se entre os homens o culto da verdadeira fraternidade. O Poder Divino não permanece encerrado na simbologia dos templos de pedra. Liberta-se. Volta-se para a esfera pública. Marcha ao encontro da necessidade e da ignorância, da dor e da miséria. Abraça os desventurados e levanta os caídos. Não mais a tirania de Baal, nem o favoritismo de Júpiter, mas Deus, o Pai, que, através de Jesus Cristo, inicia na Terra o serviço da fé renovadora e dinâmica que, sendo êxtase e confiança, é também compreensão e caridade para a ascensão do espírito humano à Luz Universal.