sábado, 3 de dezembro de 2011

EXPECTATIVA DE VIDA DO BRASILEIRO SOBE PARA 73,5 ANOS...


FONTE: Naira Sodré REPÓRTER, TRIBUNA DA BAHIA.


A expectativa de vida do brasileiro, ao nascer em 2010, chegou a aproximadamente 73,5 anos, para ambos os sexos. Em 2009, a expectativa ficou em 73,2 anos. O dado foi divulgado ontem no estudo Tábuas Completas de Mortalidade 2010 do IBGE. O número exato da expectativa de vida dos brasileiros é de 73,48 anos (73 anos, 5 meses e 24 dias), 3 meses e 22 dias a mais em relação a 2009 e de 3,03 anos (3 anos e 10 dias) sobre o indicador de 2000. A esperança de vida ao nascer para os homens era de 69,73 anos e, para as mulheres, em 77,32 anos, uma diferença de 7,59 anos (7 anos, 7 meses e 2 dias).

Além da esperança de vida ao nascer, as tábuas de mortalidade também permitem calcular a vida média para cada idade ou grupo de idade, para ambos os sexos e para cada sexo em separado. Em 2000, um homem de 40 anos teria, em média, mais 33,70 anos de vida, e uma mulher da mesma idade, mais 38,44 anos. Já em 2010, um homem de 40 anos teria, em média, mais 35,15 anos, enquanto a mulher da mesma idade teria mais 40,22 anos. Aos 60 anos, um homem teria em média, em 2000, mais 18,84 anos, e a mulher, mais 21,70 anos; em 2010, a esperança média de vida do homem de 60 anos seria de mais 19,63 anos e a da mulher, mais 22,97 anos.

Em 2010, a sobremortalidade masculina (relação entre as probabilidades de morte de homens e mulheres, por idade ou grupos de idade) teve seu pico aos 22 anos de idade, quando a chance de um homem morrer era 4,5 vezes maior do que a de uma mulher. Em 2000, nessa mesma idade, a probabilidade de morte masculina chegava a 4,0 vezes a feminina.

A curva da sobremortalidade declina com a idade, mas aos 70 anos, a chance de um homem morrer ainda é mais de 1,5 vez a chance de uma mulher. De acordo com a pesquisa, a taxa de mortalidade infantil para o Brasil em 2010 foi de 21,64 por mil nascidos vivos, uma redução de 28,03% ao longo da década. As Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil são usadas pelo Ministério da Previdência Social como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias.

MULHERES QUE CHEFIAM A CASA.
O números de mulheres que são as responsáveis pela casa saltou de 11,1 milhões em 2000 para 22 milhões em 2010. Os dados são dos dois últimos censos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o Censo 2010, existe no Brasil cerca de 57 milhões de unidades domésticas. Do total de indivíduos investigados, 30,2% são responsáveis pela unidade doméstica. Desses, 61,3% são homens (35 milhões) e 38,7%, mulheres (22 milhões).

Mesmo com o aumento no números de mulheres chefiando uma casa, a diferença entre os salários dos homens e mulheres ainda é grande. Os censos realizados em 2000 e 2010 revelam que as mulheres com rendimento recebem cerca de 70% do salário dos homens. Em 2010, o rendimento médio mensal das mulheres (R$ 983) representou 70,6% dos homens (R$ 1.392), sendo que esse percentual variou de 70,3% na região Sul (R$ 1.045 para as mulheres e R$ 1.486 para os homens) a 75,5% na região Norte (R$ 809 das mulheres contra R$ 1.072 dos homens).

O salário menor ainda fica mais incoerente quando se apresenta o fato das mulheres serem mais instruídas que os homens. Em 2008, os homens brasileiros com mais de 10 anos de idade declararam ter, em média, 6,9 anos de estudo.

Número inferior ao ensino obrigatório brasileiro que, até 2009, era de nove anos e, até 2016, passará para 14 anos de estudo. As mulheres já superavam o patamar, estudando, em média, 7,2 anos ao longo da vida. Em 2009, a diferença de pontos percentuais aumentou de 0,3 para 0,4.

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