Antes, Alessandra já havia se consultado com outro médico que se recusou a fazer a cirurgia plástica.

Segundo o marido de Alessandra, o comerciante Wilsirley da Silva, a esposa iria fazer uma cirurgia de mama e outra no abdômen. "Mas quando fomos visitá-la ela estava toda enfaixada. Havia feito ainda procedimentos cirúrgicos nos lábios, nariz, rosto e nádegas. Acho estranho tantas intervenções de uma única vez”, disse ao portal G1 Wilsirley.
Antes, Alessandra já havia se consultado com outro médico que se recusou a fazer a cirurgia plástica. "O médico disse que ela estava muito ansiosa e que não faria as plásticas porque poderia haver risco", diz a mãe da vítima, Eva Fernandes de Lima.
Segundo a família de Alessandra, ela começou a apresentar complicações depois da aplicação de um medicamento. "Ela estava bem, mas reclamava de algumas dores e que não conseguia dormir. Foi então que aplicaram um medicamento no soro e ela começou a passar mal. A notícia da morte dela pegou todos nós de surpresa", diz a mãe.

Embolia.
O médico responsável pelas cirurgias de Alessandra, Walter Pinto, divulgou nota sobre o caso na segunda-feira (26), informando que o laudo médico pericial detectou que a morte da dona de casa foi causada por embolia pulmonar. O resultado será confirmado por exames posteriores que serão feitos em Belo Horizonte.
Essas complicações são causadas quando um coágulo de sangue se desprende e vai até o pulmão, o que impede a respiração do paciente.
De acordo com Wander Pinto, a paciente foi submetida a cirurgia de dermolipectomia abdominal e mastoplastia de aumento com inclusão de silicones, por via abdominal. "O tempo cirúrgico foi de aproximadamente quatro horas, sem qualquer intercorrência. A paciente recebeu a visita médica às 23h30, quando foi medicada para dor. Ela estava lúcida e clinicamente estável, com funções vitais normais", diz o médico;
O cirurgião diz que acompanhou o caso e conversou com a paciente enquanto a medicava, o que durou 20 minutos. Depois, a deixou aos cuidados da equipe de enfermagem. Por volta das 0h50, ele recebeu a informação de que Alessandra estava passando mal.
"Em aproximadamente três minutos a equipe iniciou os procedimentos cabíveis à emergência e à tentativa de ressuscitamento da paciente. A mesma foi levada ao bloco cirúrgico com ajuda da equipe de enfermagem, continuado o procedimento de rotina para a condição de emergência, solicitado a presença do anestesista e da equipe do SAMU. A paciente entrou em quadro de medriase fixa bilateral sem responder aos medicamentos. Junto com o colega do SAMU caracterizou-se o quadro de óbito", finaliza a nota.
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