quarta-feira, 6 de julho de 2011

EU VOU ATOLAR!...


As autoridades brasileiras (nunca soube ao certo o que significa “as autoridades brasileiras”, essa coisa sem face, nem nome e sequer CPF e que sempre uso como se usa num texto o termo “coisa”, que indica alguma coisa e não é coisa nenhuma, pelo menos palpável) estão querendo correr atrás do prejuízo, no caso alarmante da prostituição infantil e do turismo sexual. São problemas que só se resolvem com algo mais que transcendental... com grana, meu irmão!


Muita grana! Não adianta vir cheio de retórica, com os discursos dos sociólogos e dos antropólogos; com a cara de choro da dona-de-casa classe média de Copacabana ou do Horto Florestal; com a cara de preocupação do delegado e do juiz; com a carapuça do juiz do Supremo ou com a cara de quem derrubou o jarro dos ministros; cara de que nada sei dos políticos ou com a cara de pau do turista italiano que deu queixa na polícia da menina de 14 anos que lhe aplicou um bendito “Boa noite Cinderela”.


Aliás, vou ensinar aqui como se faz: você vai numa farmácia num bairro afastado ( já que estas farmácias por estarem em áreas perto e asfaltadas, sem perigo, os fiscais da saúde fazem questão de ir e os farmacêuticos responsáveis aparecem mais amiúde) e já vai oferecendo cinco paus para que o balconista venda uma caixa de Valium 20mg.


A “vítima’ vai te chamar para tomar uns copos de cerveja ou refrigerante, qualquer coisa líquida (e certa) e então quando ele(a) levantar para dar a necessária mijadinha coloca um comprimido já transformado em pó na bebida. Mistura com os dedos (vê se não lambe os dedos ô abestalhado(a)!) e espera o efeito.


Pelo amor de Deus não coloque um monte de comprimidos que aí você mata o pato. Então saia do bar, sem pressa, leve a “vítima” para casa, hotel, apartamento, motel ou fique dentro do carro mesmo e espere o soninho chegar. Então é só pegar a carteira e correr para a galera. Suma uns dias. Se a grana for boa, tipo Euro ou dólar ou Yen, vá para a casa daquele parente lá em Xique Xique e se esconda.


Se mande para onde a polícia não gosta de ir (por exemplo, lugares onde tem esgoto a céu aberto, poeira, lama ou muita chuva ou muito calor ou falta calçamento) e onde é tão longe que nem e-mail chega.


Como estava tentando dizer acima do acima - tenho déficit de atenção e me perco no texto e na vida que é uma beleza - para acabar com a prostituição infantil é necessário que o governo (é soda também enxergar o que significa esta figura também sem face, nem pai nem mãe) mande dinheiro.


Bastante dinheiro para pagar bem aos professores, construir boas escolhas, dar emprego para os pais das meninas, dar educação ás meninas, dar uma vida de razoável para cima. Enquanto existir fome em casa e na novela aparecer gente jantando em lindos restaurantes; a modelo desfilando seus cabelos lisos e loiros com aquelas roupas de marca, chocante e as gatinhas de Malhação “ficando” com os gatos, lógico que vai existir meninas na mais influenciável das idades, que é a adolescência, querendo as mesmas coisas.


Como em casa não tem grana, e sexo é coisa animal e inerente a todos os seres, portanto com demanda absoluta e universal, a criança crescida será levada por uma amiga que já pratica a prostituição e vai encontrar caras que não pensam em nada, em somente atolar. Por quê? Porque o cara também não teve boa educação (excetuando-se aqueles que tiveram, mas são doentios).


Com relação ao turismo sexual, além dos problemas de oferta por causa de tudo isto que acabo de citar, o próprio governo tem culpa, já que incita a qualquer um de outro país, seja engenheiro, servente, operário, deputado ou gerente, que consiga juntar seus euros ou dólares a vir pegar uma gostosona.


Até hoje - coisa que foi prática da Embratur até os anos 80 do século passado - diversos cartazes chamando os turistas estrangeiros mostram praia e mulher com fio dental. É para quê. Para ficar olhando de longe? O cara chega mesmo é pra atolar. Você que não tire o seu Zé de obrar da reta.

Um comentário:

  1. Parabéns por sua postagem.
    Forte abraço, uma ótima quinta feira.
    Aguardo sua visita.
    Até aproxima.

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