sexta-feira, 8 de julho de 2011

INSATISFAÇÃO COM O CORPO ATRAPALHA NA HORA H...

FONTE: Lucy Andrade, TRIBUNA DA BAHIA.

Mais peso, menos sexo. Para muitas mulheres a aparência física influencia negativamente na relação amorosa. Além das indesejadas gordurinhas, outras “imperfeições” como celulite, estrias, entre outras coisas, afetam a relação amorosa, e para driblar a insegurança, muitas mulheres, na hora de tirar a roupa, lançam mão da famosa meia luz.

Segundo dados de uma pesquisa realizada no Reino Unido, 52% das mulheres que se sentem gordas evitam relações sexuais. O resultado ainda revelou que a insatisfação com o corpo pode atrapalhar na cama.

O levantamento ouviu quatro mil mulheres, 1 em cada 10 disseram que gostariam de ser mais aventureiras na cama, mas não arriscam novas posições por vergonha do corpo, e 13% disseram que só transam com as luzes apagadas, por causa do excesso de peso. O cansaço do dia a dia foi citado por 72% das entrevistas como fator que mais atrapalha na hora do sexo – seguido por ‘se sentir pouco atraente’ (34%), ‘problemas de saúde’ (33%) e ‘estresse’ (32%).

Outra pesquisa também foi realizada no Brasil, pela Onodera – rede de clínicas de estética facial e corporal – a maioria das mulheres que se sentem insatisfeitas com o corpo, apresentam dificuldades na hora de começar ou manter um relacionamento amoroso, por vergonha ou timidez, a pesquisa foi feita com mulheres de várias regiões do país.

A parte do corpo que as mulheres menos gostam, conforme a pesquisa, é a barriga (74% no Sudeste, 67% no Sul, 68% no Norte e Centro-Oeste e 65% no Nordeste) e isso atrapalha no relacionamento com o parceiro no momento do sexo – tanto para casadas quanto para solteiras que buscam um parceiro. Apesar disso, apenas 23% delas acreditam que o parceiro repara ou comenta sobre o problema.

O estudo descobriu que cerca de 98% das mulheres acreditam que sua relação com o parceiro sofre interferência relacionada com a beleza e o bem-estar. Neste caso, as maiores preocupações são: emagrecer (25%), estar bem disposta (28%), eliminar gordura localizada (16%) e diminuir a ação do tempo no rosto (10%).

Cerca de 32% das mulheres acreditam que as imperfeições atrapalham no relacionamento com o parceiro, enquanto 27% consideraram que isso atrapalha no sexo.

A mesma porcentagem de mulheres afirmou que os “defeitos” também atrapalham na conquista de um parceiro, ou seja, conforme a pesquisa, além da aparência física, as características pessoais também podem atrapalhar algumas mulheres na conquista de um homem.

Com sete quilos acima do seu peso, a contadora Catarina Fernandes disse que a insatisfação com o corpo, além de estar afetando a frequencia sexual, está diminuindo o prazer.

“Se quando estamos chateadas com alguma coisa a relação não rola, o problema é ainda maior quando a chateação é com o corpo, aí o bicho pega. Para mim está sendo muito difícil, pois além de evitar estou tendo dificuldade em me soltar, o que afeta na qualidade. Exibir o que não gostamos é difícil, mas estou lutando para recuperar minha forma física”, disse a contadora.

HORA DE BUSCAR AJUDA.
“Como eu sempre fui gordinha, não tenho problemas com os quilinhos a mais. Na relação sexual sou super ativa, ainda brinco com o meu excesso de peso, chamando de “picanha argentina” – (risos) - e quem não gosta? Desde os meus 15 aos 18 anos eu tinha vergonha e evitava, mas depois me acostumei”, disse Meire Leal, 32 anos.

De acordo com a ginecologista e obstetra Márcia Andrade, muitas de suas pacientes reclamam que depois que ganharam os indesejáveis quilinhos perderam a vontade de ter relação, devido à perda da autoestima.

“Quando a pessoa não está bem com seu corpo há perda do vigor sexual, a rejeição pode causar até a perda da libido Alguns pacientes, que engordaram, disseram que diminuíram a frequência sexual, o que pode virar uma bola de neve, se a pessoa não se cuidar e não procurar mecanismos para retornar à vida sexual. Em muitos casos, o melhor é fazer uma terapia para não se bloquearem”, disse a médica.

Conforme a ginecologista, a sociedade cada vez mais tenta enquadrar as pessoas em um estereótipo da beleza: ser magra ou gostosa, esse tipo de “padrão” está refletindo negativamente nas mulheres que estão fora desse estereótipo, tanto na vida sexual, como em outras áreas.

“Mas algumas magras também se sentem inferiores e também se sentem inseguras na hora do sexo. A questão é se amar e se aceitar, e buscar artifícios que estimulem o desejo.

Contudo, o índice de massa corporal elevado deve ser uma preocupação muito além da questão sexual, mas sim da saúde. As mulheres acima do peso, ao contrário das magras, costumam acumular mais hormônios femininos, que são captados pelas células de gordura, como o estrogênio, o que as tornam mais femininas. Porém, essa elevação do hormônio pode deixá-las vulneráveis a certas patologias, como câncer de útero e de mama.

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