FONTE: Catiane Magalhães, TRIBUNA DA BAHIA.
O cientista britânico e pesquisador da velhice, Aubrey de Grey, divulgou, na semana passada, a descoberta da ‘fórmula’ longevidade. Segundo a sua tese, a primeira pessoa que vai comemorar 150 anos já nasceu, e a que viverá mil anos estará entre nós em menos de duas décadas.
O biomédico gerontologista calcula ainda que viver nos próximos anos será bem mais fácil, pois, em pouco tempo, os médicos terão a cura, ou, pelo menos, o controle, para o envelhecimento, e conseguirão extirpar todas as patologias decorrentes da idade, prorrogando a vida indefinidamente.
Para ele, o envelhecimento nada mais é que o acúmulo de vários danos moleculares e celulares no organismo, causado principalmente pela alimentação. Grey acredita que a adoção de bons hábitos pode prorrogar a vida de um ser humano.
Paralelo à sua descoberta, pesquisadores divulgaram também que a vitamina D é um forte aliado da longevidade. Estudos comprovam que o nutriente – essencial para estimular a absorção de cálcio nos ossos – além de fortalecer as articulações, aumenta a expectativa de vida.
Um estudo feito com 119 mil adultos, que foram acompanhados durante 20 anos, revelou que homens que tomaram pelo menos 600 unidades internacionais (UI) de vitamina D por dia entraram para o grupo dos menos propensos a sofrer de infarto ou derrame.Outra pesquisa realizada por médicos de vários países, e publicada na revista especializa The Cochrane Library concluiu que esta vitamina reduz a mortalidade, especialmente em mulheres acima de 50 anos.
A vitamina D é encontrada em alimentos como peixes, ovos e leite, mas é difícil conseguir a quantidade diária necessária só com a dieta. Por isso, muitas pessoas recorrem aos suplementos. O consumo destes produtos já virou moda no mundo inteiro, mas especialistas advertem que o seu uso deve ser indicado e controlado pelo médico, após a realização de exames de sangue.
Além disso, só a ingestão da substância não é suficiente para fazer o efeito esperado. O seu consumo está diretamente associado à exposição ao sol por um período diário de 15 a 20 minutos. “A principal fonte de vitamina D é a luz solar.
Esta radiação é fundamental para a síntese do nutriente, pois em contato com o sol, a substância 7-dihidrocolesterol, presente na pele, é ativada e se transforma em vitamina D3, após passagem pelo fígado e rim”, explica o endocrinologista Antônio Carlos Minuzzi.
Para ele, a vitamina D é importante para todas as idades, como uma forma de prevenir doenças e manter a massa óssea. A falta dela no organismo por muito tempo acarreta no aumento da insulina, o que pode evoluir para o diabetes e altos níveis de triglicerídeos. Uma superdosagem do nutriente também causa sérios danos à saúde, como o comprometimento do fígado e dos rins.
A orientação é que o paciente passe por avaliação médica, que irá definir a dosagem ideal, já que o mais importante que viver muito é envelhecer saudável. Por isso, os planos do cientista Grey para a longevidade incluem a dieta rica em vitamina D, além de idas periódicas ao consultório para uma ‘manutenção’ regular do corpo, associada com outros tratamentos, a exemplo de terapias genéticas, com células-tronco, estimulação imunológica e outras técnicas avançadas.
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