segunda-feira, 11 de julho de 2011

AS NOVAS FORMAS DE CASAMENTO...

FONTE: Catiane Magalhães, TRIBUNA DA BAHIA.


Casar na igreja, de longo, branco, véu e grinalda é o sonho de toda mulher. Certo? Errado! Para muitas, essa formalidade é totalmente desnecessária. E não é em relação apenas à cerimônia ou ao ato de formalizar a união com um documento, mas à tradição inevitavelmente associada ao matrimônio.



Em tempos em que a união estável, ou seja, o popular ‘morar juntos’, anda tão em alta, o casamento propriamente dito continua exercendo forte influência sobre as mulheres. O que mudou foi a forma de realizar o sonho. A moda agora é personalizar o ritual, a festa, as lembranças e por que não os trajes?

Pensando nisso, os jornalistas Maíra Portela e Alexandre Lyrio quebraram todos os protocolos na hora de oficializar a convivência de mais de dois anos, dando um toque pós-moderno à consagração.

Ao receber o convite, os amigos perceberam logo que se tratava de um evento diferente. Nada do tradicional envelope grande com os nomes dos pais convidando para o enlace, mas um convite em forma de um bolso informava sobre a festa do jeans. Sim, os convidados deveriam usar jeans e, pasmem, os noivos também!

“Sempre achei lindo o casamento tradicional, mas também me questionava até onde eu iria contra o que acredito. Eu não tenho religião, não acredito muito nessas coisas, então não fazia sentido realizar tudo isso para os outros, já que para mim era indiferente”, conta a noiva.

Além do convite e do traje, os dois inovaram em muitas outras coisas: nada de cerimonial, bufê, daminhas, pajens, buquê ou qualquer detalhe que remeta a um casamento tradicional. Se Alexandre surpreendeu ao aparecer de bermuda e all star jeans. Maíra deixou boquiabertos até os convidados mais modernos ao despontar com um microvestido, também jeans, deixando à mostra um belo par de coxas, as costa e com um decote generoso no busto. Ah, e carregava um sapo de pelúcia.

Mas, o que um sapo tem a ver com casamento? Como nos contos de fadas, a princesa já havia encontrado seu príncipe e desejava a mesma sorte para as amigas solteiras. Então, decidiu, em vez de flores, jogar para elas um sapo.

É claro que, diante de tanta criatividade, ninguém imaginou que os noivos estivessem em um altar de igreja, não é? O cenário do casamento foi nada menos que uma bela casa de praia. “Se era para fazer diferente, então tinha que ser tudo. Servimos feijoada e, ao contrário de todo mundo, a lembrancinha não foi bem-casado, mas um pano de prato com a nossa caricatura”, ressalta.

Engana-se quem pensa que parou por aí. A festa teve direito a performance de atores – ideia do noivo, que ganhou força quando a sogra, que fez artes cênicas, tomou conhecimento e providenciou tudo.

Toda essa informalidade não ocorreu apenas na recepção. A oficialização da união também foi atípica. “Eu cheguei ao cartório primeiro, liguei para o Alexandre, avisando que já estava lá. Ele, que na hora estava trabalhando, chegou depois no carro da reportagem, assinamos o documento e em cinco minutos fomos embora. Eu, para o meu trabalho. Ele, para o dele. Só depois comemoramos”, confessa, aos risos.

“E não é porque foi diferente que deixou de ser importante para gente. Pelo contrário, foi o momento mais importante e sério das nossas vidas. Guardamos tudo com carinho, pois foi do nosso jeito”, disse Alexandre.

SETOR VIVE BOM MOMENTO.
A ‘indústria casamenteira’ está em alta mais do que nunca. Prova disso é o número de empresas especializadas, que deu um salto nos últimos anos. Devido à concorrência no segmento, os cerimoniais sempre oferecem um serviço ou ideia que faz a diferença.

“É claro que a decisão é do casal. Nós orientamos para que haja harmonia nos itens escolhidos, mas os noivos é quem escolhem o que querem e como querem. O que eu tenho observado é que o sonho do casamento de princesa acabou. As noivas estão mais modernas e ousadas”, ressalta a cerimonialista Diva Vaz.

Na opinião dela, essa é uma tendência. “Como a moda é transitória, os conceitos também. Já houve tempo que o auge era os vestidos volumosos, com manga e gola. Hoje, há uma preferência muito grande pelos tomara-que-caia. Antes, era tudo muito sóbrio. Agora, tudo é permitido: vestido curto, boate, festa a fantasia”, observa.

Diva salienta ainda que, apesar da tendência moderna, as cerimônias tradicionais ainda são maioria no setor. No entanto, mesmo entre as noivas que não abrem mão de seguir o figurino, é quase unânime a exigência por um toque pessoal.

“Seja nos convites mais leves, com caricaturas, desenhos e até animação; seja na festa. Outro dia, eu fiz um casamento, onde na recepção tinha banda de rock. O conselho é que tudo seja planejado para não haver conflito entre espaço, estilo e trajes”, pontua.

“É possível personalizar guardanapos, com iniciais bordadas, lembranças com a foto dos noivos, telão para exibição clipe, show pirotécnico. Tudo de acordo com que cabe no sonho e no bolso do cliente”, completa.

TOQUE PESSOAL NA CERIMÔNIA.
Os novos casais parecem ter tomado gosto por imprimir um toque pessoal em seus contos de fadas. A também jornalista desta Tribuna, Karoline Meira, fez tudo como manda o figurino: casou-se na igreja, com vestido tradicional, mas inovou quando mandou confeccionar um Santo Antônio de pano para jogar junto com o buquê.

“Foi uma brincadeira que deu certo, pois minhas amigas se queixavam que estavam ficando encalhadas. Aí recorri ao santo casamenteiro. Minha amiga que pegou o boneco conseguiu um namorado logo depois e já está noiva, com a data do casamento marcado”, contou nossa repórter.

A quebra de protocolos está se tornando cada vez mais corriqueira nas cerimônias. A cerimonialista Diva Vaz, que há nove anos organiza casamentos, diz que é cada vez mais comum os noivos solicitarem um detalhe que faz o diferencial. Na maioria das vezes, mantém-se o trivial, mas acrescenta-se um toque pessoal à festa.

“Tem noiva que prefere vestido vermelho ou de cores vibrantes. Outras, são levadas ao altar nos braços; há ainda quem troca as crianças por pessoas mais velhas, como uma avó, por exemplo, para entrar com as alianças. Já vi até noivo que chegou de cavalo e outro que apareceu de paraquedas”, garante.

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